10 coisas que você pode fazer agora para lutar pela igualdade de gênero

10 coisas que você pode fazer agora para lutar pela igualdade de gênero

Apesar de tantos avanços, estamos longe de alcançar a igualdade de gênero. No mundo inteiro, mulheres ainda são privadas de estudar, sofrem violência dentro e fora de casa, passam por apuros no mercado de trabalho e muitas outras dificuldades pelo simples fato de serem mulheres. A luta pela equidade deve começar por nós. Felizmente, todas podemos fazer algo para nos fortalecermos. A seguir, reunimos algumas pequenas atitudes que você pode tomar para lutar pela equidade de gêneros e direitos da mulher.

1. Entenda que isso também é um problema seu

Apesar de sermos todas mulheres, algumas de nós somos mais privilegiadas do que outras, seja por pertencer a uma classe social mais elevada, por ter a pele clara ou ser heterossexuais. Enquanto não assumirmos as lutas de mulheres menos favorecidas, estaremos apenas fingindo que não é conosco. Apesar das diferenças, estamos no mesmo barco e, sim, o problema de uma é o problema de todas.

2. Assine petições

Você só precisa de alguns cliques e cinco minutos. Ao assinar a newsletter de sites como o Change.org e Anistia Internacional, você receberá atualizações de petições – para assinar, muitas vezes, basta fazer login com sua conta no Facebook. Depois, as entidades responsáveis pelo abaixo-assinado encaminham as assinaturas para representantes do Legislativo.

3. Responda enquetes do Senado

O Senado Federal também costuma promover consultas populares sobre diversos temas, incluindo questões de gênero. Nelas, é pedida a opinião dos cidadãos sobre determinados projetos de lei para ter um termômetro do que a população pensa. Um bom exemplo é a consulta sobre o PL que pretende tornar falsa acusação de estupro crime hediondo e inafiançável – que pode tornar ainda mais pesada a criminalização da vítima. Você confere outras matérias em andamento aqui.

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4. Empodere outras mulheres

Em pleno 2017, ainda há quem pense que determinadas profissões, cargos ou atividades não são “coisa de mulher”. Uma ótima maneira de lutar pela equidade é incentivar a quebra deste paradigma. Você pode desde contratar uma mulher para fazer um reparo em sua casa até encorajar uma menina a seguir uma profissão considerada pouco feminina, como engenharia ou carreira em TI.

5. Eduque as crianças

A chave para que as próximas gerações não sofram amanhã com os problemas que ainda enfrentamos é educá-las hoje. Seja em casa ou na escola, cuide para passar estes valores para os pequenos, ensinando noções de respeito, consentimento e equidade – especialmente para os meninos, que aprenderão novas atitudes desde cedo. Incentive-as a se divertirem com os brinquedos que lhe parecerem mais interessantes, independente de gênero – quem disse que menino não pode gostar de boneca? A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie discorre sobre o tema no livro Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto.

6. Ajude ONGs de combate à violência contra mulher

Elas são muitas e estão sempre precisando de auxílio para continuarem apoiando vítimas. E não nos referimos apenas a dinheiro: se você puder doar seu tempo, saiba que será muito bem-vinda.

7. Não julgue outras mulheres, faça fofocas ou seja competitiva

Desde pequenas, somos incentivadas a competir com outras meninas e julgá-las – e, por isso, quebrar este hábito pode ser especialmente difícil. Porém, trata-se de um exercício constante. Por exemplo, se você se pegar julgando a sexualidade de uma mulher por conta do que ela está vestindo, pergunte-se porque está fazendo isso. Lembre a si mesma que todas merecemos respeito, independentemente do que estamos vestindo. Não é uma tarefa fácil, por isso, vá aos poucos e não seja dura demais consigo mesma.

8. Aprenda o quanto puder sobre o tema

Há certo tempo, o feminismo estava restrito às camadas acadêmicas – e, geralmente, mais ricas. Hoje, no entanto, o conhecimento é mais acessível e não é preciso ter um vasto conhecimento acadêmico para se inteirar do assunto. Leia blogs, livros e siga páginas nas redes sociais que possam lhe acrescentar conhecimento. Se você tiver dúvidas, pergunte e abra-se ao novo. Sabendo pelo que você luta, você terá mais fôlego e suas posições e argumentos serão mais firmes.

 9. Denuncie violência

Deixe o ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher” no passado. Se souber de qualquer caso, faça sua denúncia anonimamente através do número 180, disponível 24 horas em todo o País, ou do aplicativo Clique 180. Hoje, a maioria dos casos pode ser denunciado por terceiros, sem a necessidade de a vítima tomar a frente da queixa.

10. Comece a mudança em seu círculo de amizades

Uma andorinha só não faz verão, não é mesmo? Aos poucos, você pode começar a promover uma grande mudança entre as pessoas que estão ao seu redor. Por exemplo, toda vez que aquele primo fizer uma piada machista, explique porque ela é ofensiva. Ou, quando uma amiga disser que afasta o marido das atividades domésticas, diga porque este comportamento perpetua a desigualdade. Enfim, fique atenta a pequenas atitudes que, de início, parecem inocentes, mas colaboram com a desigualdade. Nem sempre você será compreendida, mas não desista de fazer sua parte. Juntas, somos mais fortes!

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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