11 momentos que só quem está devendo conhece

11 momentos que só quem está devendo conhece

Foi-se o tempo em que abrir a caixa de correio dava um frio na barriga, na expectativa de uma cartinha de amor ou de uma amiga que mora longe e resolveu mandar um postal. Mas existem duas correspondências que ainda chegam pelos correios que não trazem amor e nem matam saudade. Uma é enviada pelo seu banco – com a fatura do seu cartão de crédito –  e a outra pelo Serasa, para lhe contar que seu nome está sujo.

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Como você já prevê que não vai receber boas notícias, pode cair no erro de tratar as correspondências com desdém. Do mesmo modo como te aconselharam na quinta série a não dar ouvidos ao pessoal do bullying que adorava pegar no pé dos novatos.

De repente a necessidade de negar a existência da fatura é tão grande que você quer destruí-la assim que ela chega na porta de sua casa. Como se aquele monte de papel queimado fosse o segredo para a sua liberdade.

O problema é que o banco é insistente. Pode pegar mais no seu pé do que aquele ex-namorado que continua te ligando mesmo depois de 300 ligações não retornadas.

Ou seja, mais cartinhas. Mais cobranças. Mais ligações. E a quantidade de correspondências acumuladas no criado é inversamente proporcional à sua paciência e estabilidade emocional para lidar com a situação.

Até que um dia você resolve dar fim a este martírio e abre uma delas para ver o valor da sua dívida atualizada. O resultado é simplesmente catastrófico.

Você não tinha ideia do impacto dos juros abusivos a cada mês e não imaginava nunca que a dívida cresceria em uma velocidade tão assustadora. O primeiro pensamento é de que o valor só pode estar errado.

Antes da situação tomar uma proporção tão desagradável, você ainda tentou amenizar o problema pagando o valor mínimo de uma fatura. Ledo engano. Mal sabia você que dali em diante teria que arcar com o crédito rotativo, ou seja, a cobrança de juros em cima de juros. Sendo assim, considerando uma taxa média de juros de 12% ao mês, uma dívida inicial em R$ 1 mil, sobe para R$ 1.120 no próximo mês. No mês seguinte, ela subirá para R$ 1.254 e assim progressivamente. Em um ano, a dívida fica quase quatro vezes maior que o valor inicial. Neste momento, não há nada mais a sentir a não ser desespero.

Você pode devorar uma panela de brigadeiro ou encher a cara para esquecer o tamanho desta dívida, mas ela continuará existindo.

E ai você percebe que a situação é como um passado mal resolvido. Enquanto você não encarar a situação de frente, essa dívida será pior que um fantasma. É um monstro crescente causando um rombo em seu bolso. Você cai em si e percebe a quantidade de dinheiro que está indo embora. E cada centavo passa a valer ouro.

É a hora em que você sacode a poeira e decide renegociar a dívida. Para botar uma pedra de vez nessa situação tenebrosa, é preciso tomar uma atitude. Planejar-se para fazer uma renegociação que realmente caiba em seu bolso – para evitar uma nova bola de neve – e retomar seu controle financeiro. Será um período de ajuste no orçamento e dinheiro contado, mas o importante é manter o foco para que venham dias melhores.

Todo esse perrengue é duro de enfrentar, só quem já passou por isso ou está vivendo essa situação sabe como é difícil. Mas toda dificuldade deixa uma lição, não é mesmo? Com a vida organizada novamente, você finalmente ficará livre de todas as cartinhas. Alías…nem todas.

Calma! Com dívida quitada e nome limpo novamente, provavelmente o banco deve mandar um novo cartão de crédito para você. Afinal, o interesse da instituição é ver as pessoas tomando crédito. Mas dizem que gato escaldado tem medo de água fria. Leve o ditado ao pé da letra e evite o pesadelo de repetir o ciclo deste post!

*Os gifs são do Giphy.

Crédito da foto: Shutterstock

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