28% das mulheres deixam mercado de trabalho após maternidade

28% das mulheres deixam mercado de trabalho após maternidade

A relação entre maternidade e trabalho está longe de ser tranquila como gostaríamos. De um lado, as mulheres ainda precisam enfrentar o acúmulo de funções dentro de casa depois de ter um filho. De outro, é necessário encarar os olhares desconfiados em relação ao seu comprometimento com a vida profissional.

Apesar dos avanços observados na luta pela igualdade de gêneros – tanto no mercado de trabalho, quanto nas relações pessoais -, um estudo feito pelo site de anúncio de vagas de empregos, Catho, reforça a diferença entre as responsabilidades assumidas por homens e mulheres na criação de um filho – e os impactos dessa desigualdade na vida das profissionais.

Segundo a pesquisa feita com 13.161 participantes de todo o Brasil, 28% das mulheres deixaram o mercado por um período que foi além da licença-maternidade após a chegada dos filhos. Esse percentual, por outro lado, foi de apenas 5% entre os homens.

O tempo para retornar às funções profissionais depois do nascimento da criança também é muito discrepante. Segundo a pesquisa, apenas 13% das mulheres voltaram ao mercado com menos de seis meses, 25% levaram entre 6 e 18 meses, 18% entre 1 e 2 anos, 10% entre 2 e 3 anos, 21% demoraram mais de 3 anos e 13% não retornaram. Já entre os homens, quase metade levou menos de seis meses para se recolocar.

“Os dados apontam que os homens quase nunca se afastam do trabalho após a chegada dos filhos. Já as mulheres acabam abrindo mão da vida profissional em prol da maternidade por muito mais tempo, o que dificulta ainda mais a retomada”, observou a gerente de relacionamento com cliente da Catho, Kátia Garcia, em nota à imprensa.

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Mulheres e mercado de trabalho

A Catho também trouxe dados sobre inserção feminina no mercado de trabalho brasileiro a partir das informações cadastradas na plataforma. Os resultados mostram que, apesar da crescente participação da mulher em cargos de liderança, essa inserção ainda se mostra bastante tímida e com resultados distantes de um patamar de igualdade.

Enquanto, em 2011, 22,91% dos cargos de presidência, 19,32% de vice-presidência e 23,40% de diretoria eram ocupados por mulheres, em 2017 esses percentuais estão em 25,85%, 27,46% e 27,95%, respectivamente.

 

Fotos: Shutterstock

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