5 atitudes na criação dos filhos que precisam ser revistas com urgência

5 atitudes na criação dos filhos que precisam ser revistas com urgência

Olhe para o seu corpo agora e conte a quantidade de cicatrizes de infância que você carrega. Mais do que marcas na pele, esses tropeços podem ter uma representatividade muito maior ao longo da vida. Quando pensamos em educação infantil e valores que os filhos precisam ter para tornarem-se adultos completos, muitas das estratégias pensadas com a melhor das intenções, podem gerar reflexos negativos no futuro. O excesso de proteção, por exemplo.

Assim como nós não escapamos de decepções, falhas, erros e choques de realidade, as crianças de hoje também passarão por essa transição um dia. Tentar blindá-las de tudo não fará com que elas amadureçam e tornem-se pessoas mais fortes. Neste sentido, o empresário Peter Gasca publicou um artigo sobre este tema no portal Business Insider. Resolvemos compartilhar algumas reflexões baseadas no que ele pensa a respeito do tema, as quais mostram a importância de pensar duas vezes na hora de adotar comportamentos padrão com as crianças.

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Excesso de proteção

Você pode (e deve) colocar redes de proteção nas janelas da sua casa, comprar um cercadinho para a criança brincar enquanto ainda não tem total confiança para dar os primeiros passos, mas saiba que não importa o quão cuidadosa você seja, seu filho um dia vai chegar em casa machucado.

Joelho ralado, braço quebrado, alguns pontos na mão, todas essas coisas estão sujeitas a acontecer e isso não será o fim do mundo. O excesso de proteção transfere a eles o medo, a ideia de que é preciso estar dentro de uma “redoma” o tempo todo para evitar machucar-se. Crescer com essa mentalidade deixará a criança receosa na hora de assumir riscos. Deixe que ela se aventure, que ela explore coisas novas e que as pequenas coisas da vida mostrem a ela que é possível aprender e crescer com os próprios tropeços.

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Deixe os eletrônicos de lado por um tempo

Blindar crianças de tecnologia é algo que não faz o menor sentido. O que é preciso, por outro lado, é cuidar dos nossos próprios hábitos para não reforçar nas crianças atitudes nocivas. Se você não gosta que seu filho fique trocando mensagens no whatsapp durante o almoço de família, tem que se policiar para não fazer o mesmo quando estiver em uma mesa de bar, por exemplo, conversando entre amigos.

Não há problemas em deixar que elas fiquem atualizadas em relação às novas tecnologias, mas é preciso que tenham incentivo para brincar e usar a imaginação de modo mais espontâneo. Um DVD da Galinha Pintadinha, um aplicativo do desenho favorito ou um conjunto de montar podem até ser pensados de maneira lúdica e estimulante, mas não estimulam a criação espontânea, o desenvolvimento de habilidades. Estimule seu filho a deixar os joguinhos eletrônicos de lado por um tempo e leve-o para brincar na casa dos primos, convide os coleguinhas para sua casa, leve-os para a área comum do prédio, ensine brincadeiras no quintal de casa, enfim, estimule-os a desenvolver a criatividade de um modo fora da caixa.

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Pare de dar recompensas por tudo

É muito gostoso ver seu filho chegando em casa super animado, mostrando a medalha que ganhou por ter sido o melhor aluno da turma. As vezes, nas primeiras etapas da escola, ele acaba sendo recompensado por uma série de coisas, algumas mais complexas e outras relativamente simples. Se, por um lado, isso ajuda a criança a sentir-se mais confiante e criar um senso de conquistas, o tiro pode sair pela culatra.

Se ela cresce com a mentalidade de que será recompensada por tudo de bom que fizer, quando você tira essa recompensa, perde-se também a motivação. É preciso aprender que nem sempre existirá uma recompensa como resultado. Que existem obrigações e elas precisam ser cumpridas.

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Ensine seu filho a lidar com falhas

As vezes é fácil perder-se entre o que diferencia o incentivo e o excesso de pressão. Assim como as crianças podem idealizar os pais como heróis, o mesmo acontece no sentido contrário. Queremos que nossos filhos sejam os melhores alunos da classe, que façam aula de dança, de idiomas, natação e que nos dêem motivos para encher a família de orgulho nas conversas do almoço de domingo.

Pare de incutir na mente de seus filhos que a derrota é algo ruim. O sabor é realmente amargo, mas ela faz parte da vida. Seus filhos não poderão ser perfeitos e precisos durante toda a vida. Eles vão falhar, vão tropeçar, vão fazer de tudo para as coisas darem certo, mas algumas vezes isso simplesmente não vai acontecer. Faz parte do aprendizado, ganhar e perder. E não há o menor problema nisso. Superestimar vitórias e tratar derrotas como um pesadelo é como não admitir que os erros e falhas façam parte da vida. Deixe que eles aceitem os erros e possam aprender através deles.

Pare de culpar os outros pelos erros do seu filho

Há sempre um responsável: a má influência da TV, da internet, aquele garoto do andar de cima que não é boa influência, a professora que não é competente como você esperava, enfim, sempre aparece um culpado pelos erros do filhos. O interessante é que eles próprios não aparecem como os protagonistas das próprias mancadas. E nem você mesma.

Antes de transferir responsabilidades, pense no que pode estar desalinhado dentro de casa. Lembre-se que ninguém é Ph.D em criação. Também estamos susceptíveis a erros. Reconhecer isso e corrigi-los a tempo é o melhor que você pode fazer como mãe.

Fotos: Shutterstock

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