5 dicas indispensáveis para trabalhar em multinacionais

5 dicas indispensáveis para trabalhar em multinacionais

Construir carreira em uma corporação grande faz parte das metas de muita gente. O caminho para entrar em grandes empresas, no entanto, pode ser muito mais sinuoso do que é possível imaginar. As dificuldades podem ser ainda maiores quando falamos de multinacionais. Neste caso, além de todos os cuidados que são necessários em grandes corporações, é preciso também considerar a interação entre culturas diferentes.

Como lidar com CEOs estrangeiros? O que é preciso conhecer sobre a cultura do país de origem da pessoa que vai te chefiar? Que tipo de postura vai influenciar na construção da sua carreira? Muita gente não se dá conta, mas não raro vagas importantes deixam de ser conquistadas por detalhes mínimos.

Para vencer determinadas barreiras tanto no processo seletivo quanto no início da trajetória em uma multinacional, a professora da IBE-FGV, Rita Ritz, especialista em Desenvolvimento Organizacional e doutora em qualidade, dá algumas orientações que podem ser extremamente úteis para evitar tropeços no início da caminhada.

Domínio da língua

Dominar muito bem o inglês ou espanhol faz parte do óbvio, mas em determinadas situações é preciso ir além. “Se o CEO for de outro local, se for chinês ou coreano, por exemplo, essa profissional vai precisar fazer um esforço maior para entender o inglês dessas pessoas, porque ele virá carregado de sotaque. A pessoa precisa preparar-se para isso, de repente até buscar um curso rápido de conversação para auxiliar nesta questão”, aconselha.

Ouvir mais do que falar

A especialista frisa que existe um estereótipo de que as mulheres são mais falantes que os homens em ambientes profissionais. Ela reforça, no entanto, que este estereótipo nem sempre é verdadeiro. O conselho dado por ela, tanto para mulheres quanto para homens, é ouvir mais do que falar.

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Cuidado com a proximidade

É preciso ter atenção na hora de lidar com a receptividade. De um modo geral, a professora ressalta que a mulher tem mais facilidade para criar uma relação mais maternal, algumas vezes dando abertura para que outras pessoas se abram com ela para falar sobre assuntos pessoais. “Sempre alerto para ter cuidado com essa proximidade porque ela pode ter uma leitura diferente por pessoas de outras culturas. O indiano, por exemplo, pode interpretar essa postura de uma forma negativa para a candidata”.

Cumprimentos

Pode parecer bobagem, mas não é. Pense duas vezes antes de dar aqueles dois beijinhos ao cumprimentar seu novo CEO ou mesmo antes de apertar a mão dele. A questão da saudação que se faz a alguém é algo muito variável de uma cultura para a outra. “O que para nós pode parecer uma coisa gostosa, receptiva, para quem vem de outra cultura pode ser entendido como falta de respeito ou má educação. Estude sobre a cultura do seu CEO para entender a melhor maneira de cumprimenta-lo”.

Discrição no primeiro momento

Ao contrário do homem, que já se habituou à vestimenta padrão do terno ou do blazer, a mulher tem diversas possibilidades para vestir-se de forma elegante no trabalho. Essa variedade, no entanto, traz também mais preocupação quanto aos detalhes em empresas com perfil mais tradicional.

A especialista reforça que no primeiro momento é preciso que a candidata preocupe-se em manter-se o mais discreta possível, para que o conteúdo que tem a oferecer sobreponha-se à aparência. “É preciso fazer uma gestão pessoal neste momento. Olhe-se no espelho antes de ir ao trabalho ou para a entrevista e veja se há algum exagero. A pessoa não quer chamar atenção para um detalhe em especial, mas sim para o conjunto como um todo. Ela quer que o CEO olhe para ela e enxergue um sujeito completo e não para um detalhe, como um batom forte ou uma roupa apertada, principalmente em outras culturas”, diz.

A professora salienta ainda que com o tempo a pessoa vai analisando o local de trabalho e encontrando formas de vestir-se de um modo mais confortável, mas que no primeiro momento é preciso ter atenção redobrada quanto à aparência. “Já atendi uma pessoa que passou por várias etapas de um processo seletivo e foi reprovada na reta final porque entrou na sala mascando um chiclete. Não havia percebido, estava com o chiclete por nervosismo e isso acabou prejudicando-a”, exemplifica.

Ela atenta ainda para o fato de que esses cuidados com detalhes não se restringem ao público feminino, alguns conselhos servem para ambos os sexos. Um chaveiro, por exemplo, com o símbolo de seu time que fique à mostra no momento de uma entrevista, pode gerar antipatia do entrevistador se ele torcer para o time rival. Parece inacreditável, mas detalhes mínimos podem pesar contra você dependendo do contexto. “São coisas pequenas, mas que temos que tomar cuidado para não chegarmos dividindo. No primeiro momento, é preciso chegar somando”, finaliza a professora.

 

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