5 desafios de uma empresa familiar

5 desafios de uma empresa familiar

Se você tirar um tempinho para buscar na memória, com certeza irá encontrar exemplos de pessoas conhecidas que montaram uma empresa familiar, seja de pequeno ou grande porte. Difícil, no entanto, é saber ao certo quantos empreendimentos neste modelo realmente funcionaram e prosperaram.

A vontade de deixar um emprego formal e obter sucesso com o próprio empreendimento é algo que motiva muita gente. Somado a isso, vem também aquele sonho de construir um patrimônio para deixar aos filhos. Mas por que muitas empresas familiares não vão para frente?

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Bagunça na hora de lidar com as contas

Um dos problemas que mais afetam empresas familiares, principalmente aquelas que ainda estão dando os primeiros passos, é a desorganização para cuidar das despesas. “É muito comum ver empresas em que a pessoa usa o dinheiro da empresa para pagar contas da escola, despesas de casa, entre outras coisas. O grande problema disso é que nesta bagunça você não consegue nem ter uma noção de qual é a real situação da empresa, não dá para ter um diagnóstico sobre os resultados dela”, reforça o professor de economia do IBE-FGV, Paulo Ferreira Barbosa.

Essa divisão das despesas é imprescindível para que você avalie os reais resultados de sua empresa, o que ela tem como capacidade para gerar lucro e as despesas que ela gera.

Falta de profissionalização

Não basta ter uma boa ideia para montar um empreendimento e dinheiro em caixa para dar início ao próprio negócio. Mais do que tudo é preciso que pelo menos alguém da família, envolvido na empresa, saiba cuidar da parte financeira. “Não tem como abrir um empreendimento sem ter a menor noção de administração. Hoje o Senac oferece vários cursos, existem opções para que a pessoa adquira pelo menos algumas noções do que é preciso para administrar uma empresa e daí passe a se aprofundar cada vez mais”, comenta o professor.

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Dificuldade para inovar sempre

O conhecimento é necessário não só em relação à parte administrativa da empresa, mas também é necessário para buscar constantes inovações. O especialista comenta sobre uma das grandes diferenças entre o que representava fazer uma empresa familiar crescer no passado e o que isso significa agora. “A dificuldade hoje é muito maior. A atualização agora é constante, é preciso fazer um esforço muito grande para inovar sempre, porque a tecnologia está mais rápida e acessível. Antes, avanços tecnológicos demoravam 50 anos para acontecer, agora as atualizações acontecem a cada seis meses, um ano”, explica.

O envolvimento da família

Em uma empresa com muitos membros da mesma família, é possível observar comportamentos bem distintos: existem aqueles que querem se envolver diretamente e acompanhar de perto os números da companhia, bem como os que querem opinar, mas não estão interessados em se envolverem tão diretamente na administração.

Questões desta natureza podem gerar conflitos diversos, bem como decisões para nomear cargos. “O ideal, nesses casos, é adotar um conselho de família. Aquele membro que quer ter voz ativa na empresa, mas não quer se envolver com as questões dela mais profundamente, elege um representante que faça isso por ele, para que as questões práticas possam ser resolvidas sem gerar prejuízo para a empresa”, aconselha o especialista.

Se a família tiver relutância em colocar alguém de fora para ocupar um cargo de muita relevância dentro da empresa, o professor recomenda a contratação de uma consultoria para nortear a forma como as questões devem ser resolvidas. Ele reforça a importância de saber lidar com as relações de modo profissional, uma das grandes dificuldades a serem superadas por empresas familiares. “O profissionalismo precisa ser mantido. Se uma pessoa está ali dentro acompanhando os resultados financeiros, propondo soluções, esforçando-se para a empresa crescer, ela naturalmente vai subir de cargo ao longo do tempo, isso não pode deixar de acontecer porque o cunhado não gosta dela, ou por qualquer outra desavença familiar. É preciso que tudo aconteça de um modo muito profissional”, acrescenta.

Patrimônio 

Independente do porte de sua empresa, desde os primeiros passos é preciso manter o foco lá na frente, visando o crescimento do empreendimento e, possivelmente, de sua estrutura. Se o membros da família conseguirem trabalhar de forma organizada, superando eventuais desavenças pessoais ou diferenças de temperamento, maiores são as chances de alcançar a prosperidade e a construção de um patrimônio sólido.

Na outra ponta, até mesmo os momentos de dificuldade são superados com mais facilidade se a família conseguir manter o espírito de união no empreendimento. “Mesmo se as coisas não derem certo e for preciso vender a empresa, que tomem essa decisão logo e vendam antes que ela se perca de vez”, pontua.

Crédito das fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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