5 dicas para financiar seu próprio negócio

5 dicas para financiar seu próprio negócio

Você já tem projeto elaborado para montar a sua empresa, resta agora o mais importante: de onde virão os recursos para financiar o investimento? Antes mesmo de definir a fonte dessa verba, é preciso ter um planejamento bem detalhado para que você não corra o risco de meter os pés pelas mãos. Lembre-se de que inicialmente é preciso ter paciência e saber administrar bem os recursos, porque é normal um empreendimento começar dando prejuízo e só trazer retorno depois de algum tempo.

Isso acontece em função do famoso “payback”, ou seja, o tempo que uma empresa precisa para se pagar. Vamos supor que você invista cerca de R$ 100 mil em uma empresa. Para que esse investimento inicial seja coberto, é preciso que a diferença entre todo dinheiro que sai do seu caixa e os valores que entram seja igual ou superior a R$ 100 mil. Ou seja, é preciso lucrar o mesmo valor investido, descontadas as despesas habituais de qualquer empresa. Esse retorno é variável, de acordo com o porte e o segmento da empresa, por isso é preciso ter paciência e cautela com os investimentos iniciais.

Ciente disso, veja algumas dicas de como você pode financiar seu empreendimento.

Recursos próprios

Essa é uma alternativa muito viável principalmente para pessoas aposentadas, que ao longo da vida conseguiram boas economias com aplicações diversas. Investidoras que já conseguiram os retornos desejáveis com suas aplicações financeiras também podem engrossar esse time.

Uma grande vantagem de usar o próprio capital para o investimento é que você não precisa dividir o lucro com ninguém. Por outro lado, é preciso ter muita segurança na hora de abrir a empresa, caso contrário você corre o risco de perder todo o dinheiro que acumulou. O ideal é que você mantenha algum dinheiro reservado em outras aplicações, para o caso de emergências.

como conseguir financiar empresa

Ajuda familiar

Se você tem pais empresários ou outros parentes que estão interessados em sua ideia, esta é uma boa forma de conseguir um financiamento. Mas não encare essa alternativa como um “agrado” da família ou mesmo como uma dívida simbólica. O melhor aqui, como diriam os budistas, é seguir o caminho do meio.

Para quitar o empréstimo, você estabelece condições mais favoráveis do que teria se estivesse pegando dinheiro emprestado no banco. Por outro lado, você estabelece uma margem de retorno para o parente que está financiando o negócio que seja melhor do que as aplicações mais conservadoras, como a poupança.

Empréstimos e fundos garantidores

Essa é a opção em que é preciso ter mais cautela. Como já dissemos acima, inicialmente é possível que seu negócio dê mais prejuízo do que retorno, tendo em vista que é necessário um período para que a empresa “se pague”. É importante que você estude os juros e o custo efetivo total (CET) que cada banco irá cobrar para fornecer uma linha de crédito. Dependo do tamanho dos encargos, você pode acabar adquirindo uma enorme dívida antes mesmo de sua empresa prosperar.

A situação é ainda mais delicada para que está começando do zero. Para dar garantias de que você irá honrar o compromisso financeiro, o banco pode pedir como garantia alguns bens pessoais, ou seja, se você não conseguir o retorno esperado para quitar a dívida, pode acabar perdendo seus bens.

Uma ótima alternativa para proteger-se deste risco é recorrer a um fundo garantidor, que impede que investidora dê seus bens como garantia do investimento.

Crowdfunding

O nome significa “financiamento coletivo” e essa tem sido a tendência do momento. Em sites de divulgação do projeto, como o Catarse, a pessoa tem que saber “vender o peixe”. Através de vídeos e textos, a empreendedora incentiva os visitantes do site a darem colaborações, que podem ser materiais ou financeiras. A grande questão é que o maior foco são os projetos de arte, cultura ou de cunho social, fator que acaba limitando as possibilidades da empreendedora.

Incubadoras

Excelente opção para jovens empreendedoras, principalmente aquelas que estão desenvolvendo pesquisas no meio acadêmico. Em alguns casos, a pessoa pode conseguir recursos financeiros, mas se isso não for possível, a incubadora oferece infraestrutura para o desenvolvimento do projeto.

 

Bom, com as opções na mesa, avalie qual será mais adequada e mãos a obra! 

 

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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