5 erros financeiros para não ensinar aos seus filhos

5 erros financeiros para não ensinar aos seus filhos

As crianças são verdadeiras esponjas de conhecimento e estão ali, só esperando que tenhamos paciência de lhes ensinar. Por isso, a infância é o momento ideal para apostar em uma educação financeira sólida, que preparará os pequenos para uma vida econômica saudável quando alcançarem a idade adulta. Isso significa que se os pais ensinam valores errados – ou sequer tocam no assunto – nessa fase, as consequências no futuro podem ser desastrosas. Para ajudá-la nessa missão, listamos os erros financeiros mais comuns para você fugir deles e fazer bonito na educação financeira de seus filhos. Confira!

1. Tudo será recompensado

Se você decidir premiar seu filho a cada nota alta que ele tirar, ele acabará associando o bom hábito de estudar com recompensa – e sabemos que o mundo adulto não funciona assim. Além disso, a criança pode se tornar interesseira e só estudar ou tomar atitudes positivas para ter algo em troca. O ideal é que as gratificações não sejam tão constantes e que você não atenda a exigências dos filhos. Tome cuidado redobrado se você, mesmo que inconscientemente, encha seus filhos de mimos tentando compensar tudo aquilo que você mesma não teve na infância.

2. Dinheiro não tem limite

Na infância é difícil entender a noção de tempo. Isso pode levá-los a gastar toda a mesada em uma semana só. Quando isso acontece, bate aquela piedade e vontade de dar mais algumas cifras, não é mesmo? Pois saiba que essa flexibilização pode passar a ideia de que o dinheiro aparecerá magicamente em seu cofrinho toda vez que eles gastarem tudo o que têm. Crianças mais novas devem receber semanadas até terem noção temporal para aguentar o mês inteiro. Tendo uma quantidade estabelecida, seu filho entenderá o valor do dinheiro e aprenderá a usá-lo a seu favor.

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3. Não precisamos falar sobre o assunto

Precisamos, sim! Quando as crianças não ouvem de um adulto responsável como o mundo funciona, elas acabam tirando suas próprias conclusões com base no que veem ou escutam de outras pessoas, televisão, internet e publicidade. Aproveite situações do dia a dia para introduzir noções de educação financeira. Se, por exemplo, a criança deseja um carrinho, leve-a em várias lojas e ensine-a a comparar preços.

4. Pensar em finanças é chato

Qual interesse uma criança pode ter na conta de luz ou na aposentadoria? A princípio, nenhum. Ao tentar burocratizar ou ser “séria demais”, você acaba passando a mensagem de que educação financeira é assunto de adulto e muito, mas muito, entediante. Você também deve dar o exemplo: nada de revirar os olhos ao falar sobre o assunto, ok? Use elementos do universo infantil para explicar – isso mostrará que dinheiro também é coisa de criança.

5. Trabalho é só uma questão de ganhar dinheiro

Com a rotina cada dia mais apertada, é normal que fiquemos desorientadas diante de tantas coisas pra cuidar – e você não deve se sentir culpada por isso. E, sim, sabemos que é de partir o coração quando seu filhote reclama que você está trabalhando demais. Porém, antes de soltar um “eu faço isso para ganhar dinheiro e te dar o que você quer”, respire fundo. Ter uma carreira vai além das motivações financeiras – existe, ainda, a questão da satisfação pessoal – e, ao disparar essas frases, você apenas reforçará a ideia de que o dinheiro é mais importante do que tudo. Explique como trabalhar é importante, mas sem deixar de demonstrar o quanto o seu filho também é prioridade em sua vida.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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