5 famílias milionárias que viram a fortuna desaparecer

5 famílias milionárias que viram a fortuna desaparecer

Construir um patrimônio gigantesco e consolidar uma família milionária é algo tão difícil que pouca gente consegue entender quando o dinheiro simplesmente desaparece. É como se contratempo nenhum no mundo fosse capaz de destruir uma crescente montanha de dinheiro. Bom, mas engana-se quem imagina que a riqueza material possa ser infindável ou que pelo menos reduza consideravelmente.

Prova disso bem próxima de nossa realidade foi a montanha russa vivida pelo empresário Eike Batista nos últimos anos. Da posição de sétimo homem mais rico do mundo ele viu a fortuna se derreter em ações desvalorizadas até chegar a posição atual: livrou-se de uma dívida de R$ 13, 8 bilhões da petroleira OGX e deixou a companhia. A empresa será reestruturada pela Angra Partners e Eike Batista ainda é processado pelo Ministério Público e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeita de “insider trading”, que consiste em negociar ações com informações privilegiadas.

A trajetória de Eike pode ser o retrato mais fresco em nossa memória, mas recentemente o portal de conteúdo Business Insider  elencou algumas poderosas famílias americanas que viram suas fortunas simplesmente desaparecerem. Seja por má administração, excesso de dívidas, oportunidades mal aproveitadas ou mesmo um estilo de vida excessivamente luxuoso.

Vanderbilts

Cornelius Vanderbilt tornou-se uma referência nos Estados Unidos por conseguir erguer um império na indústria naval e de ferrovias. Ele começou a vida como empresário em 1810, com US$ 100 dólares que pegou de empréstimo com a mãe. Em 1877, ele tinha um patrimônio acumulado de US$ 100 milhões, de acordo com a Forbes.

Seis gerações depois, nada do que ele construiu segue nas mãos de seus familiares. O descendente Anderson Cooper, que trabalha como âncora da CNN, é descendente de Cornelius e revelou em entrevista que não restou herança alguma do patrimônio erguido aos familiares. A parte boa é ter ficado um grande legado em obras filantrópicas, como a Universidade Vanderbilt.

Hartfords

Huntington Hartford, neto do fundador da Atlantic & Pacific Tea Co. perdeu sua herança de milhões de dólares em empreendimentos falidos e um estilo de vida de “bon vivant”. O rendimento que ele tinha era de US$ 1,5 milhões de dólares por ano.

Em 1940, a família estava entre as mais ricas do país, mas anos mais tarde decretou falência. Em 2004, ele mudou-se para Bahamas, onde permaneceu até sua morte, aos 97 anos, em 2008.

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Kluges

Depois de nove anos de casamento, Patricia Kluge divorciou-se de John Kluge, fundador da Metromedia, e recebeu um terreno de 200 acres e US$ 1 milhão de dólares por ano no acordo do divórcio. Em 2011, vinte anos depois, ela foi à falência por ter investido todo o dinheiro em um vinhedo que comprou perto de casa. Ela acabou fazendo muitas dívidas para expandir o negócio e sofreu impactos ainda mais severos financeiramente em função da crise imobiliária nos Estados Unidos.

Depois que a propriedade foi fechada, o empresário do setor de imobiliário Donald Trump comprou o vinhedo por US$ 6,2 milhões.

Strohs

O alemão Bernhard Stroh chegou aos Estados Unidos em 1850 com uma US$ 150 e uma receita para fabricar cerveja. Os filhos dele foram responsáveis por transformar a empresa do pai em um grande império.

Na década de 1980, a família Stroh controlada a terceira maior cervejaria dos Estados Unidos, com fortuna estimada em US$ 700 milhões. Hoje, cinco gerações depois, a empresa fechou, como resultado de excesso de dívidas, competição acirrada e oportunidades perdidas.

Pulitzers

O neto do famoso jornalista magnata Joseph Pulitzer, Peter Pulitzer, teve que ser socorrido financeiramente pelo marido de sua ex-mulher. A propriedade de 800 acres de laranjeiras na Flórida, que pertencia a Peter e suas filhas gêmeas, corria o risco de fechar depois de um surto de cancro cítrico na plantação.

Tim Boberg, marido de Roxanne Pulitzer, hoje detém uma hipoteca de US$ 220 mil pela propriedade, garantiu uma outra hipoteca de US$ 1.3 milhões e uma linha de crédito de US$ 400 mil. Antes da crise, nos papeis do divórcio constava um patrimônio de US$ 25 milhões em nome de Peter.

Reviravoltas

Nós obviamente torcemos para que nenhuma de vocês precisem passar por uma mudança brusca no padrão de vida para pior, independente da condição financeira de cada uma. O nosso intuito é mostrar que não basta saber ganhar dinheiro ou ter uma grande oportunidade na vida, o que interessa é a forma como você vai conduzir o dinheiro que tem em mãos.

Então, ganhando muito ou pouco, nunca subestime as voltas que a vida dá e proteja o seu patrimônio!

 

 

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