5 motivos para assistir As Sufragistas no cinema

5 motivos para assistir As Sufragistas no cinema

“Mães. Filhas. Rebeldes”.  É assim que o filme As Sufragistas (título original: The Suffragette), baseado em fatos reais, apresenta suas personagens. O filme tem direção de Sarah Gravon, roteiro de Abi Morgan e uma equipe de mulheres fortes para retratar outras mulheres que são importantes para a história.

A protagonista Maud Watts é uma das damas que vivem na Londres do início do século XX. Logo ela percebe que não é a única que está cansada de viver em função dos desejos de seu marido, patrão e outros homens.

Por meio da líder política Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), essas mulheres aprendem que a falta de participação feminina em decisões políticas acaba contribuindo para a diminuição de seus papéis na sociedade. E elas querem mudar isso começando pela conquista do direito ao voto.

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Se só esta sinopse não foi suficiente para aguçar a sua curiosidade sobre o filme, confira mais cinco motivos dos quais não dá para perder As Sufragistas no cinema.

1. Para entender a importância do feminismo

As conquistas do movimento das militantes britânicas fortaleceu mulheres e abriu portas para outras manifestações feministas ao redor do mundo. Reconhecer a participação delas nas conquistas por direitos e igualdade de gênero é o mínimo que a nova geração pode fazer, não é mesmo?

2. E saber quais caminhos ainda precisamos percorrer no presente

“Nunca se renda. Nunca desista de lutar”

Teoricamente, todas já sabemos o final do filme. No fim das contas, as mulheres conquistaram o direito de votar. A primeira vez em 1883, na Nova Zelândia.

Mas outras questões expostas no longa, como a violência doméstica, abuso sexual e condições de trabalho injustas ainda acontecem com mulheres em todo o mundo e precisam ser combatidas.

A questão do voto em si ainda não é uma luta completamente vencida. O último tapa na cara em As Sufragistas vem no nos créditos finais, quando aparece uma lista de países que deram o direito das mulheres ao voto. Alguns são datados de 2015.

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3. Pelo protagonismo feminino do filme

Já parou para pensar em como 2015 ficou marcado pelos protestos de famosas sobre as desigualdades em Hollywood? Teve o desabafo de Patricia Arquette no Oscar, o discurso emocionante de Viola Davis no Emmy e ainda a carta de Jennifer Lawrence vinculada na newsletter Lenny, de Lena Dunham.

Se indicado e vencer o Oscar, o filme As Sufragistas renderá prêmios somente para mulheres, pois elas são maioria não só no elenco, como também comandam direção, roteiro, produção e outras áreas técnicas. Assim, podemos esperar, além de discursos inspiradores, também uma possível mudança nos ares de Hollywood.

4. A importância de falar de mulheres na história

“Porque guerra é a única língua que os homens entendem”

Ainda sobre a questão da desigualdade em Hollywood, a maioria dos escritores e diretores influentes seguem o mesmo perfil: homens, brancos, cisgêneros e de meia-idade. Coincidência ou não, este é exatamente o perfil dos membros que compõe majoritariamente a academia julgadora do Oscar.

Já observou que, na premiação de 2015, os oito indicados na categoria mais importante, a de Melhor Filme têm homens como protagonistas? Quatro deles retrataram histórias reais sobre homens que foram importantes para a história.

Claro que poderíamos encontrar filmes histórias reais sobre mulheres na categoria de Melhor Atriz, o melhor exemplo é “Para Sempre Alice”, que rendeu a estatueta para Julianne Moore. Mas frequentemente as mulheres são retratadas por histórias de superação de depressão ou de outras doenças ou problemas familiares, que, é claro, rendem histórias poderosas, porém deixa os produtores limitados a mostrar somente elas.

Onde estão os filmes sobre mulheres históricas? Considerando a falta deles, As Sufragistas pode ser considerado uma avanço em mais este quesito.

5. As atuações espetaculares

É fácil criar expectativas para um show da vencedora de três Oscars, Meryl Streep. Mais ainda quando ela contracena com uma outra atriz incrível, como é o caso de Helena Bonham Carter.

Mas os críticos garantem que quem brilha e surpreende em As Sufragistas é Carey Mulligan. Você deve conhece-la de “O Grande Gatsby” e “Drive”.

Carey interpreta Maud, que foi explorada desde a infância na empresa em que trabalha e vê no feminismo uma maneira de enfrentar o chefe carrasco. Logo ela entende a necessidade de ajudar outras mulheres a fazerem o mesmo, mas sua adesão ao movimento sufragista pode fazer com que seu marido a afaste do filho, outra batalha que precisará enfrentar.

Foto: Divulgação

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