6 a cada 10 brasileiros ficam endividados um ano após limparem o nome

6 a cada 10 brasileiros ficam endividados um ano após limparem o nome

Depois de passar um tempo no sufoco para conseguir limpar o nome, você já passou pela situação de ver-se endividada novamente em pouco tempo? Se a resposta for sim, você faz parte de uma estatística preocupante e que demonstra o quanto ainda é difícil para os brasileiros manterem o orçamento sob controle. Pesquisa feita pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) aponta que 6 a cada 10 brasileiros voltam a ficar inadimplentes um ano depois de limpar o nome.  O levantamento usou uma base de dados de 2 milhões de consumidores em todo o país, sendo que 59,2% se encontrava nessa situação de repetir a inadimplência 12 meses depois da quitação de uma dívida vencida.

A reincidência também é preocupante em um período ainda mais curto. Cerca de 35% dos entrevistados, ou seja, 3 a cada 10, voltaram a ter uma dúvida vencida 3 meses depois de limparem o nome. Em estudo semelhante feito em 2013, o comportamento dos brasileiros teve uma leve piora, tendo em vista que a reincidência no em períodos de 3 e 12 meses foi de 33% e 57%, respectivamente.

Para a instituição, dois fatores diferentes podem justificar essa piora quanto à reincidência no endividamento. O primeiro deles é a questão conjuntural. As dívidas voltam a aparecer diante do cenário de orçamento apertado, com a pressão da inflação alta, os juros altos e um crescimento menor da renda real da população. O segundo fator é comportamental. Existe ainda aquela parcela da população que acaba complicando-se com dívidas mais de uma vez porque, na ânsia de livrar-se de uma pendência financeira, assume uma renegociação com parcelas altas demais, e acaba por não conseguindo honrar os compromissos.

refazer dívidas

Como evitar entrar para as estatísticas

Seja qual for a circunstância que acabou lhe colocando como reincidente em dívidas em um curto período, o único jeito de ver-se livre dessa situação e fazendo um bom planejamento. E não basta colocar os gastos na ponta do lápis – tanto para renegociar uma dívida, quanto para controlar as despesas do cotidiano – é preciso ser disciplinada para seguir o que foi planejado.

Na hora de calcular o tamanho das parcelas de uma dívida renegociada e o prazo que você terá para quitar o compromisso, avalie se você tem condições de assumir aquele parcelamento a longo prazo, sem que isso comprometa seus gastos fixos para manter-se. Evite cair na tentação de renegociar para pagar a pendência em pouco tempo, se para isso você tiver que arcar com parcelas grandes demais. Pode ser mais sábio de sua parte assumir o pagamento por um prazo mais extenso, porém com parcelas que caibam em seu bolso.

A inflação elevada vem assombrando os brasileiros há um bom tempo, portanto, enquanto esse cenário não é revertido, é preciso rever nosso comportamento, principalmente quanto aos gastos compulsivos. Valorize a pesquisa de preços antes de fazer suas compras de supermercado, evite lançar mão do cartão de crédito para parcelar gastos excessivos e supérfluos. Mais além, use os juros altos a seu favor. Vale lembrar que este é um momento que você pode buscar investimentos conservadores que estiverem atrelados à taxa básica de juros do país, como os CDBs pós-fixados ou títulos do Tesouro Direto também pós-fixados.

O endividamento com certeza nos traz lições, relembre os momentos de aperto para não deixar a situação se repetir. Para isso, mantenha o foco no planejamento e na mudança de hábitos!

 

 

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