8 artistas brasileiras que marcaram época

8 artistas brasileiras que marcaram época

Qual foi a última vez que você visitou um museu de arte, assistiu uma boa peça de teatro ou passou saber mais sobre a cantora daquele clássico que você ouve desde pequena? Alimentar a mente e a vivência com cultura é saudável não só pelo prazer de um bom momento de lazer, mas também para a nossa bagagem de vida. Quer coisa mais desagradável do que entrar em uma roda de conversa e não saber falar sobre mais nada a não ser seu próprio trabalho ou seu próprio contexto de vida?

E uma coisa é inegável: O que não falta em nosso país é fonte de inspiração no universo artístico, em todas as suas vertentes. Em comemoração ao Dia Nacional das Artes, fizemos uma seleção de algumas das muitas artistas brasileiras que tanto contribuem ou já contribuíram para a nossa cultura. Que elas nos inspirem diariamente!

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Veja as artistas brasileiras que selecionamos na próxima página!

Yara Tupynambá

Nascida em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, a artista é considerada um dos principais nomes da Arte Moderna no Brasil. Foi bolsista no prestigiado Pratt Institute, em Nova York, e teve orientações artísticas com Alberto da Veiga Guignard e Oswald Goeldi. Atualmente, possui quase 100 paineis expostos em várias cidades do Brasil. Além de amplo reconhecimento nacionalmente, já teve exposições individuais nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Portugal.

yara-tupynambaFotos e informações: Yara Tupynambá

Tarsila do Amaral

Nascida no fim do século XIX em Capivari, no interior de São Paulo, é também considerada um dos nomes mais expressivos da Arte Moderna no Brasil. Passou a infância nas fazendas do pai, depois estudou em São Paulo e, em seguida, em Barcelona, onde pintou o primeiro quadro. No retorno ao Brasil, começou a estudar arte e deu sequência a suas atividades na França. Retornou novamente ao tomar conhecimento da Semana de Arte Moderna, em 1922, evento que tornou-se um marco para o movimento modernista no país. A partir daí, agitou a cena paulista na companhia da amiga pintora Anita Malfatti, o então namorado Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia.

Teve uma grande reviravolta na vida com a crise da bolsa de Nova York, a família perdeu muito dinheiro e o padrão de vida caiu bastante nesta época. No mesmo período, divorciou-se de Oswald de Andrade, após descobrir uma traição. Expôs seu trabalho em Moscou, em 1931, ocasião em que sensibilizou-se pela causa operária. Chegou a passar um mês presa, por participar de reuniões do Partido Comunista Brasileiro, e depois disso nunca mais quis se envolver com política. Sua neta e sua filha morreram antes dela. A artista faleceu em 1973.

tarsila-do-amaral-operariosFotos e informações: Tarsila do Amaral

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Carmem Miranda

A portuguesa naturalizada brasileira foi criada na Lapa Carioca nas décadas de 1910 e 1920, mesmo período em que o local servia de berço para o movimento cultural e a malandragem que a ajudaria a criar uma representação cultural do Brasil reproduzida inclusive internacionalmente. Considerada a primeira artista multimídia do país, ainda hoje ela é a única artista latino-americana a ter os pés e mãos reproduzidos na calçada da fama, em Los Angeles. Cantava, dançava, atuava e transitou com muita desenvoltura na incipiente indústria cultural. Ajudou a eternizar os nomes de grandes artistas, como Lamartine Babo, Ary Barroso, Dorival Caymmi e Pixinguinha.

Na outra ponta, foi acusada de ajudar os Estados Unidos a manter uma política de boa vizinhança com os países latino-americanos no período que precedeu a Segunda Guerra Mundial, e também de servir ao populismo de Getúlio Vargas. Sempre com a agenda cheia e levando um ritmo de vida acelerado, morreu aos 46 anos, logo após a gravação de um programa de TV em Los Angeles.

carmem-mirandaFotos e informações: Carmem Miranda

Djanira

Descendente de austríacos e índios, passou a infância em Porto União, no interior de Santa Catarina, trabalhando na lavoura. Em 1928, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou arduamente como vendedora ambulante. Contraiu tuberculose e foi internada na ala de pacientes terminais do Sanatório Dória, em São José dos Campos. Teve ali seu primeiro contato com as telas e retratou Cristo se contorcendo em dores, assim como os pacientes terminais. Para a surpresa dos médicos, recuperou-se e recebeu alta.

Mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1940 e casou-se com um maquinista da marinha, morto durante uma investida de alemães na Segunda Guerra Mundial. Viúva e com pouco dinheiro, morou em um quarto de pensão em Santa Teresa, onde teve oportunidades de conhecer vários artistas estrangeiros refugiados da guerra. Seu trabalho artístico começou a ter notoriedade nesta época e ela participou de vários grandes eventos e exposições de arte. A fase mais marcante da carreira veio na década de 1950, quando viajou o Brasil para retratar o cotidiano das pessoas e festas religiosas. Novamente com problemas de saúde, entra para o convento Ordem Terceira do Carmo em 1979, local onde permaneceu até a morte.

djanira-motta-e-silva-Informações: Educação Uol

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Tomie Ohtake

Japonesa naturalizada brasileira, é um dos nomes mais expressivos nas artes plásticas. Chegou ao Brasil com 23 anos, em 1936, para visitar um irmão. Com a iminência da Segunda Guerra Mundial, estabelece-se em São Paulo, no bairro da Mooca. Desenhista desde a infância, migra para a pintura aos 39 anos. Em seus quadros, coloca tanto a influência brasileira quanto a japonesa. Em 1952, participa pela primeira vez do Salão Paulista de Arte Moderna. Já em 53, começa a explorar o caminho da arte abstrata, que segue aperfeiçoando ao longo das décadas de 1960 e 1970.

A partir da década de 1980, o trabalho como artista plástica ganha ainda mais projeção. Cria um monumento em concreto armado que é colocado na avenida Vinte e Três de Maio, um dos muitos outros que cria futuramente para serem expostos em outros pontos da capital paulista e outras cidades brasileiras. Em 2001, funda o Instituto Tomie Ohtake, dedicado à exposições e reflexões sobre arte contemporânea, arquitetura e design. Completou 100 anos em 2013, ocasião que lhe rendeu uma série de homenagens. Em 2014, teve um documentário feito para retratar sua trajetória.

Tomie OhtakeInformações: Instituto Tomie Ohtake

Fernanda Montenegro

Com cerca de 15 anos, ainda no colégio, começa sua carreira artística como locutora e atriz de rádio-teatro, traduzindo e adaptando peças literárias para o formato de radionovelas. Para ajudar a complementar a renda, dava aulas de português a estrangeiros na mesma escola em que aprendia inglês e francês. Em 1950, surge sua primeira oportunidade de estrear no teatro, ocasião na qual conhece Fernando Torres, que seria seu marido posteriormente. Em 1951, torna-se a primeira atriz contratada pela TV Tupi e fica conhecida nacionalmente.

Estreou no cinema em 1964, na adaptação de “A falecida”, de Nelson Rodrigues. Em 1980, participa de “Eles não usam Black Tie”, produção que ganhou um Leão de Ouro no festival de Veneza. Em mais de 50 anos de carreira, fez quase 100 peças teatrais, além de seguir atuando em filmes e novelas. Como protagonista de Central do Brasil, ganhou o Urso de Prata de melhor atriz e foi indicada ao prêmio de melhor atriz no Oscar e no Globo de Ouro. Foi convidada para ser ministra da Cultura nos governos de José Sarney e Itamar Franco, mas recusou os dois convites.

fernanda-montenegroInformações: Educação Uol

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Dalva de Oliveira

Tida como uma das principais cantoras de rádio do país, começou a receber suas influências musicais ainda criança, através do pai, que era marceneiro e músico nas horas vagas. Ficou órfã dele aos 8 anos e mudou-se com a família para São Paulo, onde ingressou em um internato que lhe deu oportunidade de aprender piano, canto e órgão. Permaneceu por lá durante três anos, mas uma infecção nos olhos forçou-a a abandonar a instituição. Ao lado da mãe, passou por sérias dificuldades financeiras e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1934.

Três anos depois, casou-se com o também artista Herivelto Martins, com quem teve dois filhos. Juntos, fizeram muito sucesso na era de ouro do rádio. Dez anos mais tarde, divorciaram-se de um modo conturbado e que foi amplamente explorado pela mídia. As rixas entre os dois foram pano de fundo para uma série de composições.

dalvaInformações: Dicionário MPB

Dercy Gonçalves

Nascida em Santa Maria Madalena, no interior do Rio de Janeiro, viveu uma infância pobre e com poucos estudos. As habilidades artísticas são reveladas logo cedo, em corais de igreja, procissões e festas locais. O espírito transgressor e o sonho de ser cantora a impulsionaram a deixar a cidade. Aos 16 anos, foge com a Companhia Maria Castro, junto com o cantor Eugênio Paschoal. Na década de 1930, os dois tentam fixar-se em São Paulo, mas enfrentam problemas de saúde e acabam indo para Niterói. Estreia no teatro, mas novamente é forçada a dar uma pausa na carreira por problemas de saúde.

Reprovada como radialista mais tarde, acabou optando definitivamente pelo caminho de comediante. Além do sucesso no teatro, também constrói uma trajetória brilhante no cinema, até fundar sua produtora. Em 1957, ingressa na TV e participa de várias produções de emissoras diversas. Morreu aos 101 anos, em 2008.

dercy-goncalvesInformações: Funarte

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