8 dúvidas frequentes sobre o Tesouro Direto

8 dúvidas frequentes sobre o Tesouro Direto

Ter uma opção de investimento com boa rentabilidade e baixo risco é o ideal para quem quer cuidar do patrimônio, especialmente em tempos de crise. Por muitas vezes você já deve ter ouvido falar que o Tesouro Direto é um bom investimento, mas já teve a iniciativa de se informar como você pode aplicar seu dinheiro no Tesouro?

A resposta negativa não nos surpreende. Há quem desista de conhecer mais sobre o investimento por achar complicado ou burocrático. Mas a verdade é que não é esse bicho de sete cabeças que pintam por ai. Para provar isso, resolvemos fazer um post para acabar com alguns mitos relacionados ao Tesouro Direto.

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Acho complicado e não sei o que significa investir em Tesouro Direto

Em suma, significa emprestar dinheiro ao governo federal. Sendo assim, você tem direito a receber de volta o dinheiro que emprestou, além dos juros deste empréstimo. É considerado um investimento de baixo risco, pois é garantido pelo Tesouro Nacional.

Estamos atravessando uma crise econômica, tenho medo do investimento no Tesouro Direto ser afetado se houver queda no grau de investimento.

Quanto a este receio, segue a avaliação do economista Samy Dana, PH.D em Business e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV): “A perda do grau de investimento é possível, mas não provável, uma vez que estamos melhorando a passos lentos os nossos indicadores macroeconômicos. A perda do grau de investimento significa menor capacidade de pagar as dívidas, no entanto, entendo que os títulos ainda tenham um risco administrado para quem vive no Brasil. Afinal, se o Tesouro quebrasse, a maioria dos investimentos (incluindo fundos) teriam grandes perdas. De forma geral, qualquer ativo financeiro despencaria”.

No Tesouro Direto não tenho a mesma liquidez que teria na poupança

Na verdade, tem sim. A Fazenda Nacional mudou algumas regras relacionadas ao Tesouro Direto no início deste ano. Sendo assim, as operações de compra e venda dos títulos acontecem diariamente. Ou seja, baixo risco e liquidez diária.

Não tenho dinheiro suficiente para investir, por isso deixo na poupança

O investimento mínimo no Tesouro Direto é de R$ 30. Claro que o interessante é ter um montante maior para que a rentabilidade faça diferença em seu patrimônio, mas é importante ressaltar este valor mínimo para ficar claro que é um investimento acessível para todos. O mesmo montante que você separa para colocar na poupança pode ser aplicado no Tesouro Direto com um rendimento bem melhor.

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Investir em Tesouro Direto é complicado

Não há complicação, o investimento vai demandar um pouquinho do seu tempo, mas não tem segredo. E afinal, gastamos tempo para tudo na vida, nada mais justo que separar um tempinho para cuidar da sua vida financeira. Neste link você encontra um passo-a-passo detalhado, mas vamos resumir como começar.

É preciso ter CPF e conta corrente em algum banco. O próximo passo é escolher a instituição financeira ou corretora que irá intermediar as transações com o Tesouro Direto. Aqui você encontra a lista de todas as instituições habilitadas e a taxa de administração cobrada por cada uma delas. Se a taxa for interessante, você pode optar por deixar a custódia com o banco no qual você já possui conta corrente, para ficar mais prático.

Escolhida a instituição, você vai até eles para fazer seu cadastro. Em seguida, você recebe uma senha provisória para fazer seu primeiro acesso à área restrita do Tesouro Direto, onde são feitas as transações de compra e venda, bem como consulta a saldos e extratos. Feito o primeiro acesso, você só precisará alterar sua senha e já estará habilitada para investir.

É difícil fazer as aplicações

Na verdade, existem três formas de aplicar no Tesouro Direto e você tem a opção de escolher o que achar melhor. A primeira é diretamente no site do Tesouro. Com a sua senha para acesso à área restrita, você compra, vende e programa investimentos. Bem como pode consultar seu saldo e extrato. A segunda opção é através da instituição financeira que escolheu para intermediar suas transações. O Tesouro Direto criou uma área integrada com alguns bancos e corretoras, sendo assim, através do site da própria instituição você pode ter as mesmas funcionalidades, sem alteração nos preços e taxas. A última opção é autorizar a instituição financeira a fazer transações de compra e venda em seu nome. Neste caso, é preciso consultar seu banco ou corretora se eles oferecem essa funcionalidade e se cobram taxa adicional para a realização do serviço.

Não sei qual título é melhor para investir

Os títulos disponíveis vão se adequar de acordo com os seus objetivos financeiros. Se você tem dificuldade para escolher aquele que é o mais adequado para o seu contexto, é possível fazer uma simulação para descobrir qual é o título ideal para você. Em linhas gerais, existem papeis prefixados e pós-fixados. No primeiro caso, você sabe antecipadamente qual é a rentabilidade que terá no vencimento do título. No segundo, a rentabilidade varia de acordo com o índice ao qual o papel estiver atrelado. Este índice pode ser a inflação oficial ou a taxa básica de juros do país. Vale a pena dar uma olhada nos tipos de títulos pós e prefixados disponíveis, para entender melhor a remuneração de cada um.

Não sei qual a diferença entre manter o dinheiro na poupança e investir no Tesouro Direto

A grande diferença é a rentabilidade. Se por um lado a poupança é mais prática, não possui taxa de administração e é isenta de Imposto de Renda, por outro a rentabilidade que oferece hoje não é suficiente nem mesmo para cobrir a inflação elevada. No caso do Tesouro, você tem opções de títulos que cobrem a inflação acumulada e ainda pagam uma taxa prefixada, ou seja, tem a certeza de que não perderá poder de compra.

 

Crédito das fotos: Shutterstock

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