A conta de luz subiu, veja como reduzir seu consumo

A conta de luz subiu, veja como reduzir seu consumo

Daqui em diante será possível perceber um movimento desagradável nas despesas domésticas. Ainda que você não altere em nada o consumo de energia elétrica em sua casa, a conta de luz vai chegar mais cara. Como já sabemos, os reajustes nas distribuidoras de energia em todo o país foram aprovados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e já estão valendo desde o início de março.

Além dos aumentos nas distribuidoras, a energia ficará mais cara pela aplicação da bandeira vermelha no fornecimento. Isso significa que a energia está sendo produzida pelo custo mais elevado, o que implica em encarecimento da conta. Para entender mais sobre as bandeiras tarifárias, clique aqui. O percentual de aumento na conta de luz vai variar de acordo com cada região do país, mas a estimativa é de que, em média, o aumento seja de 32% em todo o país. Em São Paulo, a estimativa é de que a energia fique 40% mais cara de imediato.

Tendo em vista o cenário crítico, a alternativa para reduzir os gastos em casa é rever o consumo de alguns aparelhos e mudar os hábitos. Para indicar maneiras de reduzirmos o consumo de energia em casa, conversamos com o professor da IBE-FGV, Roberto Hoffmann Palmieri, especialista em sustentabilidade e meio ambiente. “São mudanças pequenas, mas que no fim das contas fazem muita diferença”, comenta.

Aparelhos em Stand by

A retirada dos aparelhos da tomada após o uso é importante não só para reduzir o consumo de energia, mas também para evitar sobrecarga. Mesmo desligados, os aparelhos plugados na tomada continuam consumindo eletricidade. “O conselho é ainda mais importante para quem for viajar. Durante este tempo fora de casa os aparelhos devem ficar fora da tomada. Quem quiser pode fazer um investimento a mais e comprar interruptores que vem com um botãozinho para desligar energia”.

Rever os aparelhos eletrônicos que precisamos

Em nosso cotidiano, nos acostumamos à praticidade do uso do microondas, do forno elétrico. Sem perceber, podemos nos tornar “reféns” desses itens. É possível pensar em alternativas para reduzir o uso desses eletrodomésticos. “No dia do apagão teve gente que ficou sem ter como esquentar um leite ou uma comida, porque só usava o microondas em casa e não tinha fogão”. O especialista recomenda pensar em maneiras de consumir alimentos sem depender totalmente dos aparelhos que utilizam eletricidade.

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Carregadores

É comum esquecermos celulares ou notebooks conectados ao carregador o tempo todo, mesmo já recarregados. “Além de continuar consumindo energia, isso acaba com a vida útil da bateria. Quando o aparelho tiver completado a carga, retire-o da tomada e use-o, a capacidade da bateria é para isso. Dessa forma você economiza energia e evita que a bateria fique viciada rapidamente”.

Troca de lâmpadas

O péssimo aproveitamento das lâmpadas incandescentes fizeram com que elas fossem retiradas do mercado gradativamente. Para se ter uma ideia, somente 5% de energia é aproveitada para gerar luz, enquanto os demais 95% perdem-se em calor. Há algum tempo, a substituição imediata era pela lâmpada fluorescente, porém agora o mercado oferece uma opção ainda mais econômica: as lâmpadas de LED.

“Apesar de serem um pouco mais caras, o investimento é pago pela economia que ela proporciona na conta de luz”, comenta o professor. Este tipo de luz precisa de somente 10 W para iluminar o mesmo que uma incandescente de 60 W. Ao fim do mês, a economia passa de 80%.

Use melhor a iluminação natural do imóvel

Na hora de posicionar seus móveis e pensar na decoração da casa ou apartamento, é preciso pensar de forma estratégica para evitar desperdício. Cores mais claras nas paredes, bem como nas cortinas, são detalhes que vão influenciar na quantidade de luz que o imóvel vai receber. “É interessante posicionar o escritório em um local que possa receber iluminação natural por mais tempo, isso é bom não só pela economia, mas também traz bem-estar para a pessoa”, aconselha Hoffmann.

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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