Administradoras largam cargos altos na Ambev para empreender

Administradoras largam cargos altos na Ambev para empreender

Olá, meninas! Estreia hoje a coluna Mulheres que Inspiram, feita pelo pessoal do Impulso Beta. Todo mês, elas trazem histórias motivantes e que servem de exemplo para quem precisa daquele empurrãozinho!

Mariana e Bruna contam como se planejaram financeiramente e mudaram o estilo de vida para abrir uma startup de seleção e recrutamento

Diminuir significativamente a ida a bares e restaurantes, vender o carro e passar a utilizar somente transporte público, trocar um mês de férias na Califórnia por uma semana no litoral de São Paulo, largar a academia, mudar de cidade e fazer do apartamento o próprio escritório. Essas foram só algumas das mudanças que as administradoras Mariana Dias, de 28 anos, e Bruna da Silva, de 30, tiveram que fazer para largar empregos estáveis e bem renumerados e empreender.

As duas tinham cargos de gerência na Ambev quando, em janeiro deste ano, pediram demissão para se dedicarem integralmente à Gupy, a startup de seleção e recrutamento que fundaram. Por meio de testes de mapeamento de personalidade, a startup sugere ao jovem quais são as empresas que mais combinam com ele, ajudando-o a tomar decisões de carreira mais assertivas.

Você também pode gostar:
7 empreendedoras brasileiras que vão te inspirar
Um guia para a empreendedora de primeira viagem
6 dicas para autônomas e empreendedoras ganharem dinheiro no verão

Mariana conta que a ideia do negócio surgiu em 6 de agosto de 2014 (sim, ela lembra exatamente a data!), quando estava em um voo a trabalho entre São Paulo e Salvador. “Estava lendo um livro que falava sobre enxergar em problemas grandes oportunidade e tive a ideia que gerou a Gupy”, diz. “Nesse mesmo dia avisei minha família que sairia da empresa em que estava para abrir a minha startup”, completa.

Se a decisão de empreender foi tomada em tempo recorde, o mesmo não se pode dizer da demissão em si, que foi planejada durante cinco meses. O primeiro passo foi convencer a amiga Bruna a embarcar nesse projeto com ela. “Quando ela falou que iria pedir demissão da Ambev não acreditei e pensei: ‘Vou fazer de tudo para fazê-la desistir dessa ideia’. Mas ela continuou e disse: ‘Você é única pessoa em que confio para me ajudar a realizar isso’. Aí, eu paralisei”, conta Bruna, aos risos.

Continue a ler a matéria na próxima página!

Entre o convite para a sociedade e o “sim” de Bruna à Mariana foram dois meses de estudo e planejamento: “Li vários livros de empreendedorismo, fiz alguns cursos, conversei com alguns amigos empreendedores e fiz muitas, mais muitas contas…”, diz Bruna. Essas contas incluíram o detalhamento de todas as dívidas que ela já havia assumido, possíveis novos custos que surgiriam e desenho de diferentes cenários, que incluíam a possibilidade de só começar a ganhar dinheiro com a empresa, de fato, após três anos. “Depois de todas essas contas, cheguei à conclusão de que, se quisesse empreender, teria que cortar custos e mudar meu estilo de vida”, explica.

impulso-betaCrédito: Impulso Beta

E assim ela fez:  vendeu o carro, mudou-se do Rio de Janeiro para São Paulo e começou a morar no apartamento-escritório da amiga-sócia. “Antes, eu nem perguntava quanto custava as coisas, comprava o que não precisava e muitas vezes nem usava o que tinha comprado. Hoje, cortei compras impulsivas e negocio tudo”, diz.

As duas se dedicaram part-time (diga-se durante as madrugadas) à empresa por alguns meses e, em janeiro deste ano, pediram demissão. A decisão de deixar para trás cargos atraentes e bônus polpudos – vista como loucura por parte da família e amigos – foi bem pensada: “Colocamos em uma planilha todos os nossos gastos para entender a fundo se conseguiríamos ficar até 3 anos sem ganhar nada. Essa é uma estimativa muito conservadora,  mas dada às incertezas aderentes ao empreendedorismo, foi o tempo que julgamos o mais sensato para tomarmos risco de forma mais embasada”, explica Mariana, que também vendeu o carro, dispensou o personal trainer e reduziu as saídas semanais.

Continue a ler a matéria na próxima página!

Ambas destacam que adoravam a antiga empresa, mas que fundar a startup era uma decisão conectada a um “propósito maior”. Hoje, ambas trabalham mais do que antes e para ganhar menos (ou, por enquanto, nada), mas ainda acham que vale a pena: “Temos paixão pelo nosso negócio e queremos melhorá-lo a cada dia, entregando um produto fantástico para impactar positivamente jovens e empresas”, diz Mariana.

Mas, quando questionadas se recomendam às pessoas empreenderem, as duas respondem juntas que “depende”. “Empreender hoje está na moda e, muitas vezes, é visto como sinônimo de flexibilidade, qualidade de vida, sucesso e enriquecimento rápido. Isso é um grande problema porque nem sempre as coisas saem conforme o planejado”, diz Bruna, que é prontamente completada pela sócia-amiga: “Para empreender, é preciso realmente ter perfil, as pessoas certas ao seu lado e estar preparada para errar muitas vezes e receber diversos ‘nãos'”.

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Impulso Beta

Impulso Beta

Mulheres que inspiram

close