Aprenda a investir em CDBs

Aprenda a investir em CDBs

Se você está estudando qual investimento em renda fixa é melhor para você, essa é a hora de aprender a investir em CDBs.

Entre os investimentos mais populares estão os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que podem lhe trazer bons resultados financeiros. Mas para saber se está fazendo um bom negócio, é preciso levar alguns fatores em consideração. Confira tudo que você precisa saber para ver seus sonhos se realizando com essa aplicação financeira.

1) O que é CDB

O CDB é um investimento de renda fixa no qual você empresta dinheiro para o banco e, em troca, ele lhe devolve o valor acrescido de juros. Esse produto é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que dá garantia a investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Por isso, pode ficar tranquila quanto à segurança do investimento: por mais que uma instituição financeira quebre, você ainda estará com o seu dinheiro garantido.

2) Rendimentos prefixados ou pós-fixados

Assim como ocorre em outros investimentos, os CDBs podem ter rendimentos prefixados ou pós-fixados e você deve escolher qual se encaixa melhor nos seus planos.

Nos prefixados, você já deixa combinado com o banco, no momento da contratação, qual remuneração receberá por aquele investimento. Já no pós-fixado, o seu rendimento fica atrelado a algum índice e, por isso, acompanha o movimento da economia. À primeira vista, os prefixados podem parecer ter uma remuneração mais segura, mas isso não é necessariamente verdade – aqui você confere mais informações sobre como escolher entre eles.

Normalmente, os CDBs pós-fixados são atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), uma taxa que os bancos usam para emprestar dinheiro entre si e que costuma ser um pouco inferior à Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira.

3) Tamanho do aporte

As instituições financeiras têm liberdade para estipular um valor mínimo para investimento em CDB. Por isso, é preciso ficar atenta à quantia exigida, para ver se a opção cabe no seu bolso.

Além disso, há uma preferência dos bancos por aportes maiores, ou seja, quanto mais dinheiro tiver para investir, maior será o seu poder de negociação das taxas.

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4) Prazo de investimento

Algumas instituições impõem carência para resgate do seu investimento. É muito importante ficar atenta a esse ponto antes de fechar o contrato. Se o seu dinheiro ficar aplicado por um ano, por exemplo, é preciso certificar-se de que não precisará dele naquele período.

Agora, se você sabe que poderá deixar o valor investido por um prazo maior, pode ser interessante optar por uma carência mais longa, pois ela poderá trazer também um rendimento mais atrativo.

5) Custos

Quem investe em CDB precisa estar ciente de que há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos (diferente do que ocorre com a poupança, por exemplo). A tabela de cobrança é regressiva: 22,5% para investimentos de até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% para prazos superior a 720 dias. Isso significa que quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro investido, menos imposto pagará. Além disso, há cobrança de IOF quando o valor é retirado antes de 30 dias.

É preciso considerar também outras possíveis taxas cobradas pelo banco ou corretora, que podem reduzir os seus rendimentos.

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6) Rentabilidade

A rentabilidade oferecida pelo seu CDB certamente é um ponto fundamental a ser observado. Como há cobrança de Imposto de Renda, a taxa oferecida precisa ser maior do que a de uma LCI, por exemplo, na qual o imposto não incide. Para saber se está fazendo um bom negócio, não tem outro jeito: é preciso fazer as contas, já considerando quanto tempo pretende deixar o seu dinheiro investido.

Bancos pequenos e médios costumam oferecem uma rentabilidade mais atrativa do que os grandes em seus investimentos. Para facilitar o acesso a essas instituições, o ideal é abrir uma conta em uma corretora. Vale a pena pesquisar fora da instituição onde tem conta e buscar o melhor retorno para você.

7) E sempre saiba por que está investindo

Essa regra de ouro vale para qualquer investimento: tenha um objetivo claro e planeje o seu investimento. Ter em mente por quanto tempo deixará aquele valor investido, quanto investirá por mês e o que fará com aquele dinheiro será fundamental para que você escolha o melhor produto financeiro e mantenha a disciplina durante a sua jornada de poupança.

* Conteúdo atualizado em 08/03/2017.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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