Até onde o dólar vai subir?

Até onde o dólar vai subir?

O agravamento da crise econômica tem deixado todo mundo atento ao noticiário e, dentre as preocupações, uma das mais veementes é o patamar elevado do dólar. A dúvida natural de todo mundo é: até onde a moeda vai subir? A resposta, no entanto, não traz certeza e nem consolo.

De acordo com a planejadora financeira certificada pelo IBCPF, Licelys Marques, não é possível dar uma previsão certeira em função de todos os fatores que estão contribuindo para piorar a crise. “Temos uma instabilidade política e econômica muito grande, existem vários fatores que não podem ser previstos. Essa falta de previsão traz uma volatilidade muito grande para o mercado de câmbio“, explica.

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Para quem tem dívida em dólar ou viagem marcada (com passagens já compradas), o conselho da especialista é ir comprando moeda aos poucos, na intenção de aproveitar os momentos de baixa da moeda.

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Investimento

Para quem quer se proteger da alta e possui perfil de investimento de moderado a agressivo, a planejadora lembra que existem opções de fundos cambiais no mercado disponíveis para quem tem a partir de R$ 1 mil para investir. “Se você quer se proteger e tem convicção de que a moeda vai subir, existem vários investimentos atrelados ao dólar”. Na avaliação da especialista, o ideal seria manter cerca de 10% da carteira de investimentos atrelados ao dólar, aumentar demais este percentual não seria recomendável neste momento, ela acredita.

“A pessoa física (investidora) tem essa característica, quando a bolsa sobe, ela quer investir em ações. Quando o dólar está alto, quer investir em dólar. Se os juros sobem, também quer investimento atrelado aos juros. Isso é complicado porque ela sempre acaba pegando os cultos altos”, orienta.

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Alternativas

Para diversificar os investimentos e não alocar uma quantia muito grande do capital em dólar, a especialista recomenda buscar investimentos que estejam atrelados aos juros. “O Brasil é o país com a segunda melhor remuneração em juros do mundo, atrás somente da Rússia. Hoje temos oportunidade de ter rendimento de 6% ao ano, descontando a inflação (com títulos do Tesouro Direto ou CDBs, por exemplo). Isso é ótimo para aposentadoria. Um rendimento de 3% ao ano já seria suficiente para atingir um objetivo de aposentadoria (considerando uma aplicação de longo prazo, cerca de 20 anos, por exemplo)”, avalia.

Perspectiva

A falta de previsão deixa apenas uma certeza: este não é um momento para fazer extravagâncias. “É preciso ficar mais precavida, diminuir qualquer tipo de dívida que possa ter em dólar. Tanto os produtos importados quanto os nacionais acabam subindo de preço, é hora de consumir menos e tentar poupar mais.”, recomenda.

Para finalizar, a especialista comenta uma mudança de comportamento que provavelmente também deve ter afetado seu círculo de contatos. Notou que a quantidade de fotos de amigos no exterior tem diminuido na timeline do facebook? O mar não está para peixe, afinal, US$ 30 são quase R$ 100!

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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