Brasil cai em ranking que mede igualdade entre homens e mulheres

Brasil cai em ranking que mede igualdade entre homens e mulheres

Pouco mais de um dia após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, um importante estudo global destaca a situação do Brasil em quatro aspectos: educação, saúde e expectativa de vida, empoderamento político e participação e oportunidades econômicas. No levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial, intitulado “Abismo de Gênero”, o Brasil está exatamente na metade do ranking feito com 142 países, ocupando a 71ª posição. O objetivo do estudo é identificar de que forma os países estão progredindo ou regredindo no que diz respeito a igualdade entre homens e mulheres nos quatro pilares citados acima. O lugar ocupado pelo Brasil ainda está longe de ser comemorado, tendo em vista que o país caiu nove posições em relação ao estudo anterior, feito em 2013.

Em termos absolutos, o estudo faz uma escala de 0 a 1, no qual o zero representa nenhuma igualdade entre os gêneros e o 1, por outro lado, representa justamente o contrário, a completa igualdade entre homens e mulheres. Na posição em que ficou no ranking, o Brasil teve nota 0.69 nesta escala.

Entre os aspectos positivos do contexto brasileiro, estão os resultados apontados para saúde e educação. No que diz respeito ao acesso aos três níveis de educação (educação básica, ensino médio e superior), o país alcançou nota 1 na escala, o que indica total igualdade entre homens e mulheres no acesso à educação. Quanto à saúde o resultado é satisfatório da mesma maneira, apontando igualdade entre os gêneros na expectativa de vida (nota 0.98 na escala).

Em contrapartida, o resultado é vexatório nos campos políticos e econômicos. Quanto a participação política das mulheres em relação aos homens, o país teve pontuação de 0.14 na escala, o que indica uma proximidade muito grande da desigualdade total. A nota quanto à participação e oportunidades econômicas – que indica o nível de equilíbrio entre homens e mulheres quanto à ocupação de cargos de liderança e salários – a nota na escala foi bem próxima do ranking geral: 0.64. Olhando somente para o aspecto econômico analisado pelo estudo, o país cai para a 81ª posição no ranking.

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País ainda precisa avançar para alcançar igualdade nos campos político e econômico. 

Análises comparativas

Segundo aponta o estudo, de uma maneira geral, o Brasil reduziu em 70% o nível de desigualdade entre homens e mulheres. Ainda há muito o que ser feito, mas o percentual ao menos está acima da média global, que é de 60% de redução na brecha de desigualdade. Em outras palavras, em uma escala de 0 a 10 – na qual a maior nota representa total igualdade entre homens e mulheres – o Brasil alcançou nota 7, enquanto a média mundial é nota 6. De 2006 a 2014, os maiores avanços feitos pelo país foram em relação à participação na educação primária.

Entre os países que integram os Brics, o Brasil ocupa a segunda posição, atrás da África do Sul, que aparece com a 18ª colocação no ranking mundial. A situação brasileira pode ser considerada mais satisfatória do que Rússia (75ª), China (87ª) e Índia (114ª).

Surpreendentemente, o país com melhor desempenho na América Latina foi a Nicarágua, que ocupa o sexto lugar no ranking global. Pelo terceiro ano seguido, o país fica entre os dez países mais bem colocados no ranking. O relatório aponta que o país conseguiu fechar a brecha de desigualdade entre homens e mulheres quanto à participação na economia, além de ser o país em com os melhores resultados quanto a mulheres ocupando cargos ministeriais.

 

 

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