Brasileiro compromete 7 vezes sua renda mensal com dívidas atrasadas

Brasileiro compromete 7 vezes sua renda mensal com dívidas atrasadas

Quando pensamos em assumir dívidas de um modo consciente, de forma que as parcelas caibam no orçamento, o indicado é que o comprometimento não ultrapasse 30% da renda mensal. Na contramão desta informação, o brasileiro inadimplente compromete mais de sete vezes sua renda mensal com dívidas atrasadas, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e o portal de educação financeira Meu Bolso Feliz. Além desta constatação alarmante, o levantamento apontou também que em um período de dois anos a dívida inicial cresce 70% em função de juros e multas.

A pesquisa constatou que, em média, o brasileiro inadimplente está com o nome sujo há cerca de dois anos, deve para mais de três empresas, adquiriu as dívidas através de cartões de crédito e de lojas e estão com um débito de R$ 21.676,00, o que representa 768% da renda familiar mensal, considerando um rendimento médio de R$ 2.822,00 (cerca de 3,5 salários mínimos). A dívida começa em R$ 12.776,00, mas com as cobranças e juros, sobe para mais de R$ 21 mil reais. “Por isso o consumidor inadimplente deve negociar e pagar o que deve o mais rápido possível, para que a dívida não se transforme em uma bola de neve”, reforça a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Atrasos nos pagamentos

Entre todos os atrasos nos pagamentos, vale destacar as pendências com cartões de crédito e de lojas. Três em cada cinco entrevistados ficaram com nome sujo por deixarem de pagar a fatura do cartão. Na sequência, metade dos entrevistados disse ter ficado com pendências no nome por atraso no pagamento das parcelas de cartões de loja. Além desses atrasos, contribuem para a inadimplência atrasos no pagamento de parcelas de empréstimos, boletos bancários, cheques sem fundo, deixar de pagar o cheque especial e atrasos em parcelas de financiamento.

atraso_cartao_credito

De onde vem a dívida

Neste momento, voltamos a um conselho recorrente: o cuidado que é preciso ter com o orçamento. De acordo com o SPC, quase metade dos entrevistados disse que os atrasos ocorrem por falta de planejamento com o orçamento pessoal. As justificativas subsequentes são perda do emprego (28%), diminuição da renda (21%), atraso de salário (17%) e compras acima do que permitia o orçamento (16%).

Na hora de fazer cortes nas despesas, a economista Marcela Kawauti enumera quais são as prioridades dos consumidores. “A tendência do consumidor, quando decide cortar gastos é diminuir as despesas com vestuário e calçados (39%), lazer (38%), alimentação fora de casa (34%), salão de beleza (21%) e telefonia celular (21%)”.

O pagamento

Apesar do levantamento apontar um comprometimento da renda muito acima do esperado, sete em cada dez entrevistados disseram que pretendem pagar as dívidas. Na hora de pagar, no entanto, 41% se que queixa de propostas fora de suas possibilidades na hora de fazer uma negociação.

De acordo com o SPC Brasil, o presidente da instituição, Roque Pellizaro, avalia que o brasileiro demora demais para buscar uma renegociação da dívida (dois anos, em média). “Negociar a dívida rapidamente é muito mais vantajoso do que deixar os juros rolarem. A taxa média de desconto para negociação é de 22% e chega a 69% para quem propõe o pagamento a vista”, finaliza. 

 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close