“Não existe Mulher Maravilha”

“Não existe Mulher Maravilha”

Qual é a imagem que lhe vem à cabeça quando você pensa em seu sucesso profissional? Em suma, como uma mulher define o que é preciso ter uma carreira bem sucedida e uma vida bem equilibrada? A verdade é que este conceito de mulher ideal precisa ser revisto. Sonhar e batalhar para ter a carreira dos sonhos é direito de toda mulher, mas antes de tudo é preciso refletir sobre o que ela busca.

Recentemente, as escritoras Claire Shipman e Katty Kay escreveram o livro “A Arte da Confiança”, no qual falam justamente sobre a falta de autoconfiança das mulheres, muitas vezes mesmo em mulheres bem-sucedidas. Como exemplo, elas citam pesquisas que mostram que a mulher só se candidata a uma vaga de emprego quando atende a 100% das exigências da empresa, enquanto os homens se arriscam mesmo sem atender a todas as qualificações exigidas.

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Além da falta de confiança, existe ainda o problema da mulher achar que deve acumular responsabilidades, em vez de dividi-las. A superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco, Denise Hills, comenta sobre isso ao mencionar um estudo com clientes que analisava mulheres com perfil para empreendedorismo. “O perfil que a maioria das mulheres acha que é o ideal é aquela que faz tudo, que é mãe, que é mulher, que trabalha, que vai à academia. Percebemos que são muito poucas aquelas que fazem tudo e que normalmente elas são mais angustiadas”.

Ao fazer o cometário, ela ressalta que vivemos em um momento em que não cabe mais dizer “isso cabe à mulher, enquanto aquilo cabe ao homem”. Em uma família, todos trabalham e todos têm responsabilidades com a casa. Os cuidados com os filhos e com as tarefas de casa não são exclusivamente responsabilidades dela, todas as tarefas precisam ser divididas.

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Neste sentido, ela salienta ainda que as condições hoje são muito mais favoráveis para o alcance da igualdade de uma maneira mais justa do que o que acontecia há quase 30 anos. “Entrei no mercado na década de 1980, trabalhando com homens. Era a única mulher entre 70 homens. Existia uma realidade de tentar se igualar às condições masculinas para ser percebida como igual e poder disputar em condições de igualdade. Hoje o quadro é outro, vai ter um homem com uma mentalidade diferente porque têm na família uma esposa ou filha que trabalhem fora ou mesmo a mulher que perceba que é perfeitamente natural querer tirar um dia de folga para poder ir ao colégio do filho”.

Na visão dela, a mulher que antes precisava adotar uma postura de enrijecer para competir com os homens, hoje encontra-se numa posição em que não precisa abrir mão de sua autenticidade para competir no mercado.

A própria Denise pode acompanhar as mudanças de configurações no cenário do mercado de trabalho ao longo de sua carreira, toda traçada dentro de instituições bancárias. Nas instituições pelas quais passou, adquiriu experiência em corporate bank, no interior de São Paulo conheceu melhor os investimentos focados no setor agrícola, na metade da carreira passou a trabalhar com asset management, voltada para pessoas físicas e finanças comportamentais. Dentro do Itaú trabalhou com private bank, depois migrou para a educação financeira para investidores e em 2010, por fim, foi convidada para assumir a superintendência de sustentabilidade, que na época era um assunto ainda muito novo e desafiador.

Com a experiência que adquiriu ao longo dos anos, ela deixa o recado para as leitoras. “Uma coisa que as mulheres sabem fazer muito bem, mas as vezes deixam de fazer é o hábito de planejar. Uma característica positiva das mulheres é a visão de longo prazo, ter sempre um plano de vida. Usem isso para colocar as coisas em perspectiva. Você não sabe hoje o que vai acontecer quando estiver aos 40, mas tem um plano de vida”, finaliza.

Crédito das fotos: Shutterstock

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