Carreira: salário é prioridade dos Millennials ao escolher um emprego, diz estudo

Carreira: salário é prioridade dos Millennials ao escolher um emprego, diz estudo

Foi-se o tempo em que satisfação pessoal era o maior critério para um jovem ficar em um emprego – os Millennials colocam o salário em primeiro lugar. Pelo menos é o que revelou o último estudo do Fórum Econômico Mundial, o Global Shapers Annual Survey 2017, realizado com 25 mil pessoas de 18 a 35 anos em 186 países. O senso de propósito vem apenas em segundo lugar, seguido do plano de carreira.

Essa foi a grande surpresa do levantamento pois, até então, acreditava-se que o senso de propósito e qualidade de vida eram os grandes guias da carreira de um jovem. No entanto, apenas 16% dos entrevistados abririam mão da carreira e salário para curtirem a vida.

Esses dados mostram como – ao contrário do que insistiam os mais velhos – os Millennials estão longe de serem preguiçosos. O estudo os define como “workaholics” dispostos a abrir mão de muitas coisas para que sua carreira decole. Inclusive mudar de país: 81,1% consideraria essa possibilidade. O ranking de países favoritos são Estados Unidos (18,2%), Canadá (12,4%), Reino Unido (9,6%), Alemanha (8,2%) e Austrália (5%).

O que mudou?

Começou-se a falar sobre os Millennials na década 1990, quando os jovens de hoje ainda eram crianças. Assim, os estudiosos e a sociedade apenas lançavam seus sonhos e expectativas sobre a nova geração. Porém, conforme cresciam, a vida adulta mostrou a que veio.

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“O comportamento das pessoas em relação a suas escolhas e desenvolvimento de carreira é influenciado por pressões amplas e de diferentes dimensões, como o amadurecimento, a constituição de família, nascimento dos filhos e consolidação profissional”, diz Irandy Cruz, especialista em Recursos Humanos e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Desta forma, é natural que anos atrás, quando ainda eram adolescentes, essa geração fosse descrita de uma forma e, hoje em dia, se comporte de uma maneira diferente – afinal, são “jovens-adultos” com outras prioridades. Assim, quem assume o posto de juventude é a Geração Z – pessoas nascidas a partir de 1998.

As mulheres da Geração Millennial

A pesquisa do Fórum Econômico Mundial não fez recorte de gênero. No entanto, de acordo com Cruz, é possível dizer que o perfil de homens e mulheres, neste sentido, seja parecido – principalmente se considerarmos que as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde para dar prioridade à carreira

Porém, é preciso fazer um parêntesis. Enquanto apenas 16% dos jovens abririam mão da carreira e salário em prol da vida pessoal, é preciso lembrar que isso é extremamente comum entre as mulheres, especialmente as que engravidam. E não é exatamente uma escolha.

Ainda somos pressionadas a conciliar questões profissionais com os cuidados com a casa, família e filhos – algo que não acontece com os homens. “Ainda que haja avanços, a maior carga de atividades recai sobre a mulher e o ambiente corporativo muitas vezes não oferece o espaço de acomodação necessário para a conciliação destas diferentes esferas. Isso acaba obrigado a mulher a optar entre sua carreira ou sua maternidade”, pontua Cruz.

Vale lembrar, ainda, que o estudo também não fez um recorte de classe social, portanto, é possível que existam distorções de acordo com os padrões sociais, tendo em vista a forte desigualdade no Brasil. “Por conta dessa desigualdade, encontramos dinâmicas muito diferentes entre a classe média e os mais pobres, que ainda estão lutando por inserção”, conclui.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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