Celular usado ou novo? Veja como escolher o melhor para você

Celular usado ou novo? Veja como escolher o melhor para você

Comprar um celular usado tem sido a saída de muitas pessoas que, diante da grana curta, precisam se virar para suprir essa necessidade. Porém, frequentemente surgem smartphones com novas funcionalidades que fazem nossos olhos brilharem. Diante de tantas opções, como escolher o melhor para suas necessidades – e, claro, seu bolso? Para você tomar uma decisão certeira ao escolher entre o celular novo ou usado, consultamos especialistas em finanças e tecnologia, que indicam os prós e contras de cada alternativa.

Celular novo

Prós: essa é a escolha para quem não abre mão de tecnologia de ponta, afinal, o mercado sempre trará o que há de mais moderno neste sentido. Outro ponto a ser considerado é a garantia de um ano, algo que não é oferecido nos seminovos, assim como a certeza de que você está levando um produto sem defeitos.

Também não podemos deixar de levar em consideração o valor emocional de desembalar uma caixa de smartphone pela primeira vez. “Comprar algo novo é como realizar o desejo da criança que existe dentro de nós, como quando ganhávamos uma bicicleta nova. Já adultos, queremos um celular, um carro etc. O novo traz a sensação de realização e satisfação”, comenta o coach financeiro Robson Barbosa.

Contras: sem dúvidas, o revés que mais pesa na compra do smartphone novo é o preço – um ponta de linha pode chegar a surpreendentes R$ 4.500. “A usuária precisa avaliar se realmente precisa de todas as funcionalidades do aparelho ou se é apenas para possuir um bem de valor agregado alto. Muitas vezes, as pessoas compram celulares caros e não usam nem 30% de todas as funcionalidades que o produto oferece”, aponta Cléber Gomes, Diretor de Operações do Grupo PLL, empresa especializada em assistência técnica e reparos de celulares.

celular-usado-ou-novo

Celular usado

Prós: o preço é o maior atrativo dos seminovos. “Em sites especializados, por exemplo, o consumidor pode encontrar bons aparelhos com preço em média 30% menores quando comparado a um smartphone novo”, afirma Barbosa.

Contras: é preciso tomar muito cuidado para que a compra seja vantajosa – principalmente se considerarmos que o maior prazo de garantia oferecido pelas lojas especializadas é 90 dias. Existe o risco de o aparelho apresentar algum problema depois deste período e você terá que arcar com o custo do conserto.

Há, ainda, questões sobre a procedência do celular. “Se o produto for fruto de roubo ou furto, a compradora poderá ter grandes transtornos. Nestes casos, o IMEI [número de identificação do aparelho] certamente estará bloqueado por reclamação do usuário que foi furtado e a nova usuária não conseguirá usar o produto”, alerta Gomes.

E agora?

Vários fatores influenciarão essa decisão – e é importante você prestar atenção em todos. Por exemplo, um smartphone usado sempre será mais barato, mas isso não significa que ele será mais vantajoso para você. Caso sua rotina exija um aparelho de alta tecnologia e desempenho, talvez o modelo ultrapassado a deixe na mão.

Porém, antes de efetuar qualquer compra, ouça o que seu bolso tem a dizer. “Precisamos analisar não só o preço, mas também sua atual condição financeira, para que se evite adquirir dívidas por longo parcelamento”, ensina Barbosa. O importante é não se perder em parcelas e acabar desequilibrando o orçamento.

Cuidados ao comprar um smartphone seminovo

Se você decidiu adquirir um celular usado, saiba que precisará ser criteriosa na escolha. O primeiro fator a ser observado é a origem do aparelho, para garantir que ele não é fruto de roubo.

Então, parta para as questões técnicas. “Se o smartphone for de uma pessoa conhecida, a nova compradora deve fazer uma boa inspeção no produto, ver se o software está atualizado, se o desempenho do produto ao navegar pelos aplicativos acontece sem travamentos, se o aparelho não tem muitas marcas de uso ou pequenas fissuras ou trincos na tela”, orienta Gomes.

Não tenha vergonha de perguntar ao antigo dono se o aparelho já passou por algum reparo, principalmente caso ele tenha alterado as funções de fábrica, e se os acessórios que acompanham são originais. Além disso, você tem o direito de exigir a nota fiscal. Por último, se puder, submeta o celular à análise de algum técnico – também vale aquele familiar que entenda de verdade do assunto.

Uma boa dica para garantir tanto a procedência quanto o estado de funcionamento é procurar sites especializados na venda de seminovos, como o Trocafone, Ziggo, Refone e Brused.

“Estas precauções não eliminam completamente possíveis problemas que possam surgir, mas certamente contribuem para uma clareza maior desta compra”, finaliza Barbosa.

Fotos: Shutterstock

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