Classe C consome 44% da renda mensal com artigos de luxo

Classe C consome 44% da renda mensal com artigos de luxo

Os gastos com luxo representam, em média, 35% da renda mensal do brasileiro. Quando a análise é feita isoladamente por classes, este percentual cresce para 44% para a classe C. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

A estimativa de é que, em geral, o brasileiro gaste cerca de R$ 18 mil por ano para comprar artigos de luxo. Além disso, o estudo identificou que quase 70% dos consumidores deste mercado são da classe C, sendo que a despesa anual desta faixa é de R$ 12 mil.

Você também pode gostar:
Brasileiro empresta o nome a terceiros sem saber o valor da dívida
Quase metade dos brasileiros não esperam contar com o INSS no futuro
6 a cada 10 brasileiros ficam endividados um ano após limparem o nome

O consumo de uma fatia maior do orçamento por parte da classe C em relação à classe A pode ser justificado pelo conceito de luxo para cada uma delas. A pesquisa sugere que para a classe A, o luxo está relacionado à experiência proporcionada, não pela compra em si.

Para os membros desta classe, luxo é poder viajar sempre que quiser (63% na classe A, ante 30% na classe C) ou passar o tempo perto de pessoas queridas (39% na classe A, contra 30% na classe C), frequentar bons restaurantes ou ter acesso a produtos e serviços de qualidade.

loja-produtos-luxo

Em contrapartida, a classe C tem um conceito mais forte de que luxo é poder consumir sem restrições, sem a necessidade de fazer contas ou cortes no orçamento (52% na classe C, contra 39% na classe A). “A classe C ainda tem restrições no consumo, portanto, o luxo, que muitas vezes coincide com o imaginário de sonho, está justamente relacionado a ir além da restrição. A classe A, que vivência menos a restrição de consumo, tem como desejo as experiências, principalmente aquelas relacionadas com lazer”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para o professor de economia e empreendedorismo do IBE-FGV, Paulo Ferreira Barbosa, o impacto no orçamento da classe C acaba sendo mais forte porque somente o parcelamento é considerado no momento da compra. “As pessoas das classes com menor poder aquisitivo não se preocupam com o valor final do produto, mas com o valor da prestação, se esse valor continuar cabendo no bolso elas continuarão comprando e se endividando. A preocupação de se sentirem inclusos acaba sendo maior que a do endividamento, por isso elas aceitam um número grande de parcelas com juros altos”, avalia.

Um ponto em comum entre os entrevistados, independente do poder aquisitivo, é que a maioria está disposta a pagar mais por algum produto ou serviço, desde que isso proporcione sensações positivas, visibilidade e exclusividade. O impacto causado pelas marcas ainda é visível no resultado das pesquisas. Oito em cada dez entrevistados fazem questão de comprar produtos de marca, especialmente no caso de perfumes (44%), eletrônicos (37%), roupas (33%), calçados (29%) e automóveis (27%).

Crédito das fotos: Shutterstock

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close