Como a inflação afetou o seu bolso neste ano?

Como a inflação afetou o seu bolso neste ano?

A inflação neste ano ganhou a atenção até mesmo de quem não acompanha o noticiário econômico. A palavra passou a assustar boa parte da população principalmente nas gôndolas de supermercado e com a refeições fora de casa. Recentemente, o Banco Central divulgou boletim projetando que o ano termine com inflação nacional em 5,84%, previsão apenas 0,01 ponto percentual abaixo do que a previsão anterior.

Com as festas de fim de ano, podemos aguardar mais altas até o fim de dezembro, principalmente com bebidas e alimentos que normalmente fazem parte das ceias. Para que você relembre os itens que mais pesaram em seu bolso neste ano, o Finanças Femininas fez um levantamento, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para saber como foi o comportamento de cada grupo de despesas.

Para que a comparação seja igualitária em todos os grupos, consideramos o período de 12 meses entre outubro do ano passado e outubro deste ano. Neste mesmo período a inflação acumulada é de 5,58%.

Alimentação

Quem não se lembra das piadinhas de facebook sobre a alta do tomate? A assustadora alta – que chegou a 122% no mês de abril – fez com que o assunto virasse tema de piada. O alimento seguiu contribuindo para o aumento dos preços na primeira prévia de novembro, assim como o preço da carne, que também subiu. De forma geral, os alimentos tiveram variação de quase 3% no período de 12 meses, e o grupo foi o que mais colaborou para o avanço da inflação.

Despesas pessoais

Aqui entram gastos como o custo para manter o empregado doméstico. A regulamentação da PEC das domésticas aumentou em 53% o custo do empregador para manter um empregado fixo (considerando apenas o valor do salário mínimo e os custos trabalhistas e sociais, sem adicionais). Ao mesmo tempo, a mudança aqueceu o mercado para diaristas. Outro item que também ajuda a puxar a alta do grupo é o preço do cigarro. Em doze meses, as despesas pessoais tiveram variação de 2,32%, ficando em segundo lugar nos itens que ajudaram a puxar a alta de preços.

Artigos de residência

Os cortes graduais de benefícios como a redução de IPI para eletromésticos de linha branca e móveis podem ser um dos fatores que contribuíram para a alta deste grupo. Em doze meses, o grupo acumulou alta de 2,2%.

Educação

A notícia de que a mensalidade escolar deve subir mais do que a inflação no próximo ano já deixou muitas mães de cabelo em pé! A justificativa das instituições de ensino para elevarem os preços são reajustes salariais concedidos aos professores. O grupo foi o quarto que mais contribuiu para a composição da inflação nos doze meses compreendidos entre outubro do ano passado e outubro deste ano, com alta de 2,2%.

Saúde e cuidados pessoais

Neste grupo entram os gastos com planos de saúde, despesas médicas, medicamentos e também os produtos de higiene pessoal. No período avaliado, a classificação teve alta de 1,8%, ficando em quinto lugar entre os grupos que mais contribuíram para a alta da inflação.

como conviver com a inflação alta

Vivendo em tempos de inflação alta

Até onde sabemos, não há perspectiva para que a inflação nacional reduza no próximo ano. A projeção do Banco Central para 2014 é de que o índice fique em 5,91%, um pouco acima da projeção para este ano. Pelo fato de ser um ano eleitoral, é possível que o cenário político contribua para a instabilidade dos preços.

Independente de tudo isso, nós temos que continuar nos alimentando, mantendo a escola dos filhos, comprando remédios, enfim, mantendo uma vida normal. Para que seu poder de compra não reduza drasticamente, é preciso que você reavalie constantemente seus gastos cotidianos para saber onde a conta está ficando mais cara.

Fique atenta sempre ao noticiário. Se algum alimento básico subir assustadoramente, como aconteceu com o tomate neste ano, substitua-o por outro produto. Com as carnes a lógica é a mesma. Os fatores que determinam excesso ou escassez de um determinado tipo de carne no mercado são diferentes para cada tipo de animal. Sendo assim, quando o preço da carne bovina subir, é possível que os valores de peixes, aves e suínos não acompanhem a mesma tendência. Fique sempre de olho para saber qual carne fica mais em conta em sua refeição.

Em tempos em que a gasolina e o etanol estiverem em disparada, procure diminuir o uso do automóvel. Procure estudar formas de cortar algumas despesas ou substituir por outras alternativas. As dicas quanto à alimentação e ao transporte podem ser aplicadas em outros grupos de consumo.

 

Como a inflação afeta a sua vida? 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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