Como a moda e o alto astral estão ajudando a combater o câncer

Como a moda e o alto astral estão ajudando a combater o câncer

Remédios, consultas, tratamentos, tudo isso auxilia o controle da saúde, mas não há arma mais poderosa contra uma doença do que o otimismo. Quem sabe bem disso e teve a elevação de conseguir transmitir essa mensagem a milhares de pessoas é Flávia Flores. A dinâmica catarinense que formou-se em Administração, estudou Moda e Aviação Comercial foi surpreendida em outubro de 2012, quando recebeu o diagnóstico de que estava com câncer de mama.

Inicialmente, a descoberta da doença foi um baque, mas ela encontrou a forma perfeita de lidar com o câncer de uma maneira otimista. “Eu precisava me sentir bonita para lidar com o tratamento”, conta. Foi então que nasceu o projeto Quimioterapia e Beleza. Para celebrar o Outubro Rosa, nós hoje trazemos essa inspiradora história!

A trajetória

O interesse de Flávia pelo mundo da Moda nasceu muito cedo. O pai trabalhava como representante comercial e ainda novinha ela o ajudava, em Florianópolis. Com o tempo, interessou-se também pela carreira de modelo e começou a fotografar. Mais tarde sentiu uma inclinação para estudar algo totalmente diferente do que já tinha experimentado até então e arriscou-se em aviação, mas segundo ela a experiência não deu muito certo.

Posteriormente voltou a modelar, mudou-se para os Estados Unidos por um tempo e, de volta ao Brasil, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou com grandes marcas. Experiente não só pela bagagem como modelo e pelo que aprendeu com o pai, a formação em Administração lhe permitiu atuar no mercado da Moda em diferentes vertentes. Já modelou, foi figurinista, produtora, representante comercial, gerente comercial e gerente de marketing na área de produto.

Aquele universo, no entanto, lhe trazia um certo descontentamento. “Eu me questionava porque achava tudo muito fútil, achava que aquilo só deixava as pessoas endividadas”, conta. Então veio a descoberta da doença. Os primeiros dias após o diagnóstico de câncer de mama foram de muito choro e abalo não só para ela, mas também para a família. A forma de reverter este quadro viria em breve.

Flavia_Flores_quimioterapiaebeleza

O projeto

Flávia precisava de uma forma de lidar com o câncer sem deixar-se abater. Uma das dificuldades que enfrentou foi o afastamento das pessoas próximas. “Meus amigos saíram de perto de mim, mesmo os meus melhores amigos. O namorado terminou comigo, eu ligava para amigos querendo o apoio deles, mas eles não sabiam o que dizer. Uma amiga me disse que ela não sabia o que falar, porque chorava sempre que pensava em mim. Eu percebia que eles não sabiam como lidar com isso”, conta.

Na noite anterior ao primeiro dia de sessão de quimioterapia, ela estava em casa preparando-se psicologicamente e viu que precisava sentir-se bonita para encarar o tratamento. Toda a vivência que teve no mundo da Moda, neste momento, serviu de incentivo para que ela mantivesse a auto estima elevada. Conversando com algumas pessoas na internet sobre o assunto, ela recebeu a sugestão de criar uma página no facebook. Este foi o primeiro pontapé para a criação do Quimioterapia e Beleza.

“Não existia ninguém fazendo isso antes, então foi muito interessante ver um movimento de pacientes querendo informação e ‘saindo do armário’. Divulguei entre meus amigos e isso quebrou o gelo. Quimioterapia não é um bicho de sete cabeças, é um bicho de três. Tem dias em que não é fácil, tem que dar raça, mas tem dias que a gente quer simplesmente viver como qualquer outra pessoa, ir à praia, ir a um restaurante”, reforça.

A fanpage – que tem quase 80 mil pessoas curtindo – deu espaço para a criação do site, que conta com várias dicas de beleza e auto estima para pacientes em tratamento. Há sete meses, Flávia terminou a quimioterapia e agora segue com um tratamento de hormonioterapia. O trabalho com o site, como vocês podem imaginar, continua a todo vapor, tendo em vista o engajamento e o benefício que trouxe para o bem-estar de muitas outras pacientes. Um livro homônimo foi lançado em 2013 e está indo para sua terceira edição.”O projeto nem me deu tempo de ficar doente, foi muita alegria, muita troca. Ensinava muitas coisas importantíssimas e elas me devolviam em carinho e admiração. Como iria deixar isso de lado? Não tem como parar. Uma paciente bem resolvida, com a auto estima elevada tem mais chances (de vencer a doença)”, reforça.

Para quem está passando por esta fase, ela deixa o recado: “Não se deixe abater de forma nenhuma. A gente passa por isso e se torna uma mulher mais interessante e bonita, por dentro e por fora”.

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