Como acabar com as brigas sobre dinheiro no casamento?

Como acabar com as brigas sobre dinheiro no casamento?

Quem vive um casamento sabe o quanto é complicado manter o equilíbrio dos dias gostosos e as crises. A rotina entre brigas e reconciliações depende de muito esforço mútuo para que a relação seja duradoura. Ser feliz até que a morte os separe dá muito trabalho!

A complexidade em encontrar a felicidade na vida a dois é tema do livro “A equação do casamento – o que pode (ou não) ser mudado na sua relação“, do professor e psicoterapeuta Luiz Alberto Hanns.

Entre os muitos problemas que podem atrapalhar uma união, as discussões envolvendo questões financeiras podem surgir como agravantes para conflitos já enraizados, sejam por questões de mágoa, falta de atenção, falta de conexão e também problemas sexuais.

Se você passa por algum tipo de crise no casamento e as questões relacionadas ao dinheiro tem sido motivo frequente de discussões, vale a pena refletir sobre uma constatação importante feita pelo autor, que trabalha com terapia de casais há mais de 20 anos.

“Na maioria dos casamentos, o dinheiro não costuma ser a principal causa dos problemas, emboras as discussões sobre questões financeiras sejam constantes. Em geral, as discussões por dinheiro surgem a partir de outros conflitos já existentes, a causa do problema nem sempre é aquela”, explica.

Sendo assim, os conflitos para tratar sobre dívidas ou o que é responsabilidade de cada um dentro de casa podem estar só mascarando o real problema de vocês.

Os diversos tipos de conflitos

Buscar uma “fórmula única” para solucionar as brigas é inviável, afinal, cada casal tem um contexto, uma identidade própria. Como explica o professor, existem aqueles que não vão se entender na hora de definir os direitos e os deveres de cada um na hora de tratar sobre dinheiro, aquele modelo retrógrado em que o marido não concorda que a mulher trabalhe fora de casa, os casais que não se entendem para definir o que é prioridade e o que faz parte do bem-estar, enfim, são muitas as variáveis.

Buscar um bom senso entre as duas partes vai depender da capacidade de cada casal em realmente ouvir o outro lado.

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O diálogo

As rusgas na hora de conversar começam em relação às diferenças salariais. “Quem ganha mais dinheiro implicitamente tem mais poder, mesmo que não o exerça escancaradamente e isso acaba influenciando a relação toda. Se o casal for capaz de buscar o diálogo, a primeira tarefa é identificar o problema e tratar do assunto sem os preconceitos de ‘você sempre’ ou ‘você nunca’, é preciso sair dessa lógica de um falar e outro ter que se submeter ao que for dito”, avalia Hanns.

Por exemplo, um casal que uma das partes tem muita necessidade de sentir segurança e preza por controlar os gastos por medo de faltar dinheiro futuramente, enquanto o companheiro (a) tem um perfil de aproveitar a vida com mais conforto e não liga de gastar para comprar coisas que o outro consideraria supérfluas.

Nessas situações, em vez de brigar acusando um de ser pão duro e o outro de gastar demais, o ideal é dispor-se a entender os motivos do cônjuge. “É preciso poder conversar sem querer demolir o argumento do outro, dispor-se a ouvir, a entender o que o outro lado sente e o que está querendo”. Com este tipo de postura é possível buscar uma saída intermediária, que possa favorecer as duas partes.

As mudanças de conceito

A vida de muitos casais acaba sendo afetada por uma questão que raramente passa pela reflexão dos dois.Na avaliação do professor, opor um lado, cada vez mais percebemos que o casamento é um verdadeiro campo de negociação, onde os dois lados precisam ceder.

“A estrutura antiga do casamento, está cada vez mais rara. Não existem mais tradições ou uma figura como o chefe do casal. Na relação é preciso que tudo seja negociado. Em contrapartida as crianças ainda não são ensinadas a lidar com o equilíbrio, a gente não foi ensinado a ouvir o outro sem preocupar-se em demolir o argumento alheio. Lá na frente, o casamento acaba sofrendo muito com isso”, explica.

O professor estima que somente 25% dos casais que atende em seu consultório consideram-se realmente felizes ao longo de pelo menos 15 anos de convivência. Vale a reflexão sobre a forma de dialogar. Se o dinheiro está atrapalhando a relação de vocês, procure saber se este é realmente o principal conflito do casal ou se só está sendo aflorado por outras mágoas.

E quando identificarem o problema, ouçam mais e acusem menos um ao outro. “É comum que os conflitos aconteçam e que o casal alterne entre períodos em que está bem e outros em que não está. Nem tudo tem solução, reconhecer isso também é uma sabedoria”, finaliza.

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