Como as paixões de criança afetam o seu futuro profissional

Como as paixões de criança afetam o seu futuro profissional

*Thaís Roque

Mãe, amiga, esposa, filha, aluna… Desde pequena sei claramente que sou uma pessoa com diversos papéis, mas de alguma maneira, alguém me disse que tinha que escolher UMA única carreira.

As pressões sempre foram constantes: seja uma boa filha, uma boa aluna,  escolha uma faculdade que tenha sentido, que te leve a algum lugar (de sucesso, obviamente), case e seja feliz. Simples, não é mesmo? Só que não é bem assim.

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Não fui uma criança que tinha paixões facilmente identificáveis no mundo acadêmico. Gostava de contar histórias, mas não de história do Brasil. Queria viajar o mundo, mas detestava geografia. Amava o cheiro das flores e da terra molhada, mas não gostava de biologia. E assim, por muito tempo, fui taxada de “difícil”. Lembro-me, incontáveis vezes, de minha professora abordar a minha mãe na porta da escola e dizer: “Não sabemos mais o que fazer com a Thaís…Ela não se interessa pelas aulas. Ela estuda em casa, eu sei porque ela ensina os amigos. Mas ela é muito indisciplinada”.

Antes de mais nada, queridas professoras do passado: não é porque a criança é pequena que o ouvido dela não capta a sua voz, ok? Segundo lugar: o nosso coração sempre tem uma paixão, ela só precisa ser encorajada e estimulada.

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Sempre amei apoiar pessoas. Por meio de aulas, bate papos, ou as famosas horas no ICQ com as amigas. Confesso que nem todo papo era cabeça, nem todo problema era de outro mundo e nem todo segredo era urgentíssimo para ser contado – como eu alegava nos momentos em que minha mãe dizia: “uma semana sem telefone nessa casa!”.

Mas eu gostava de estar disponível e amava a sensação que sentia quando alguém saía de um bate papo comigo melhor do que chegou. No fundo, dentro de mim, já sabia que aquilo era algo que apenas eu sabia fazer do jeito que fazia.

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Só que, em algum momento, me perdi. Nas expectativas dos outros, nas minhas e no que acreditava que deveria fazer. Lembro-me de dizer à coordenadora que eu sabia que ia mal em matemática, mas compensava com notas altas em português, teatro, inglês e história. E ela respondia: “Essas matérias não contam, você tem facilidade. Você tem que ir bem nas que normalmente vai mal. Foque em química, física e matemática”.

Foi então que os problemas começaram. Acreditei que, de alguma maneira, o que eu sabia não era bom o suficiente. Que só seria aceita e me tornaria uma boa profissional se me aperfeiçoasse no que tinha menor habilidade. E assim passei anos dando murro em ponta de faca, achando que meu valor viria ao me tornar “mestre” no que não tinha o menor interesse.

Hoje eu digo, com toda tranquilidade do mundo, agora que já saímos da escola e depois de 8 anos dentro de multinacionais: aquilo que você não faz bem, alguém nasceu para fazer com facilidade. Foque no que faz seu coração “pular” de felicidade.

E como identificar isso? Todo mês contarei no Finanças Femininas um pouco sobre meu trabalho como coach, darei dicas sobre carreira, autoestima e empoderamento de mulheres, compartilhando minhas experiências pessoais e profissionais. Vou mostrar que é possível  fazer o que se ama, vestindo a camisa de quem se é.

*Formada em Administração de Empresas, Thais Roque passou oito anos pulando de emprego em emprego em diferentes multinacionais. Infeliz e frustada, buscou um processo de coaching, onde identificou os talentos, dons, habilidades e traçou um propósito de vida: apoiar as pessoas a viverem a vida dos seus sonhos, transformando paixão em profissão. A partir daí foi para Nova York e se graduou em Coaching e Gerenciamento de Negócios pela New York University (NYU), estudou Pensamento Crítico, Tomadas de Decisão de Alto Impacto, Comportamento Organizacional, entre outros temas. Na volta ao Brasil, fez um MBA na Fundação Getúlio Vargas (FGV) em Gestão Estratégica e Econômica de Recursos Humanos. Hoje comanda a Mrs Coach3 e é palestrante motivacional, oferecendo suporte para quem quer reformular a carreira e organizar a vida. Mais informações em http://www.mrscoach.com.br.

Fotos: Shutterstock

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