Como começar a investir?

Como começar a investir?

Pensar na palavra “investimento” pode parecer assustador para muita gente. Entender de educação financeira, de comportamento de mercado, conjuntura econômica, enfim, tudo isso acaba afugentando pessoas que até têm vontade de fazer o dinheiro render, mas não fazem a menor ideia de como começar.

Bom, se você faz parte deste grupo, é hora de sair da zona de conforto e procurar entender quais são as melhores alternativas para que seu dinheiro cresça. No início pode até parecer complicado, mas nada que um pouco de esforço e prática não resolvam. Para lhe ajudar a dar os primeiros passos quanto ao mundo dos investimentos, o Finanças Femininas conversou com a planejadora financeira certificada pelo IBCPF, Myrian Lund.

Nosso objetivo é indicar algumas opções de investimento para este ano, levando em conta três perfis diferentes, com variações de poder aquisitivo. Papel e caneta em mãos, é hora de aprender um pouco mais sobre educação financeira!

Conjuntura econômica

Antes de começarmos a falar sobre os produtos disponíveis no mercado, é preciso entender qual é o perfil ideal de investimento para este ano. Segundo a planejadora financeira, o melhor agora é apostar em aplicações conservadoras. “Estamos em um cenário de muita incerteza, de muita volatilidade, tanto para 2014, quanto para 2015. Nessas condições, o melhor é acreditar em produtos mais conservadores, não é o momento certo de fazer investimentos ousados, principalmente no caso de pessoas que ainda não entendem sobre o mercado financeiro”, orienta.

Lembrando que essa volatilidade a que ela se refere tem muito a ver também com o contexto político que estamos vivendo. É um ano eleitoral, a economia tem dado mais sinais de estabilidade do que vigor para um crescimento acelerado, enfim, faltam ainda respostas quanto ao cenário econômico do país, o que acaba gerando uma incerteza no mercado.

Para quem quer investir cerca de R$ 100 por mês

Quem ainda não tem grandes quantias para investir, mas quer começar a fazer o dinheiro aumentar, tem como opções a tradicional caderneta de poupança, os Fundos DI ou o Tesouro Direto.

Então vamos por partes. No caso da poupança, a grande vantagem é ser um investimento fácil, isento de Imposto de Renda e taxas de administração. O importante é a poupadora ficar atenta às datas de retirada, caso precise do dinheiro. Se o saque for feito antes da data de aniversário da poupança, a pessoa perde o rendimento sobre o dinheiro.

Os Fundos DI também é considerado conservador porque acompanha a taxa básica de juros do país, são investimentos em títulos públicos ou privados que acompanham a taxa de juros. Ou seja, quanto mais os juros subirem, melhor o rendimento. A planejadora, no entanto, chama atenção para as taxas de administração aplicadas pelos bancos. “Esse investimento só será mais vantajoso que a poupança se as taxas de administração forem menores que 1% ao ano”, reforça.

O Tesouro Direto é uma modalidade um pouco mais complexa e depende de maior dedicação por parte das investidoras. Em compensação, os retornos também são melhores. Para investir no Tesouro, é preciso fazer um cadastro junto a uma instituição financeira. Neste caso, Myrian Lund reforça que é preciso ter um perfil de internauta, uma vez que todas as operações de compra e venda de títulos públicos são feitas via internet.

Investir em Tesouro Direto é basicamente comprar títulos de dívida pública. Ganha-se dinheiro basicamente com o rendimento daquele título até sua data de vencimento. A vantagem é que as taxas de administração são baixas, você pode comprar títulos a partir de R$ 30 e a liquidez é alta.

Antes de definir a compra, no entanto, é preciso que a investidora saiba qual é o objetivo dela ao aplicar aquele dinheiro. Existem opções de títulos com rendimento de médio a longo prazo, e também aqueles com liquidez diária. Para entender melhor os tipos de títulos disponíveis no Tesouro e como funciona a rentabilidade deles, vale a pena dar uma olhada com calma em um post mais detalhado que fizemos sobre o assunto.

como começar a investir

Para quem vai investir até R$ 100 mil

Nestes casos, o indicado pela planejadora é o CDB (Certificado de Depósito Bancário) com taxas progressivas. O que significa isso? O percentual de rendimento aumenta à medida que o dinheiro permanece aplicado. Se você mantiver a quantia aplicada até a data acordada para o vencimento, o banco chega a pagar até mais de 100% do CDI (taxa de juros praticamente igual à taxa básica de juros do país). Para quem não conhece, o CDB é uma espécie de empréstimo que a investidora faz ao banco, sendo que você lucra com os juros deste empréstimo.

“É bom reforçar que este investimento é tão seguro quanto a poupança, pois é resguardado pelo Fundo Garantidor de Crédito para aplicações até R$ 250 mil”, reforça a planejadora financeira. Com essa quantia, a investidora também pode diversificar as aplicações entre Fundos DI e Tesouro Direto, de acordo com a especialista. Lembrando sempre que o ideal é não manter todo o montante em uma só aplicação. “Por conta do momento da economia, o aconselhável é que a maior parte do dinheiro tenha liquidez”, recomenda.

Para quem vai investir mais de R$ 500 mil

Para essas situações, além do CDB progressivo e do Tesouro Direto, a investidora pode aplicar em Fundos de Renda Fixa Crédito. São fundos que investem em títulos de várias empresas e também títulos públicos. Segundo a planejadora, a vantagem também é a alta liquidez e um retorno de 100% do CDI. “Neste caso, se houver um calote das empresas, o retorno financeiro será menor, mas os bancos costumam trabalhar com empresas com boa classificação de risco, justamente por entenderem que os clientes tem um perfil mais conservador”, reforça.

Há ainda as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que são como as CDBs, mas com o dinheiro aplicado para o crédito imobiliário. A planejadora reforça que essa aplicação só é vantajosa se pagar pelo menos 87% do CDI. A grande vantagem aqui é que este investimento é isento de Imposto de Renda e também é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito até R$ 250 mil. A desvantagem é que o produto tem baixa liquidez, ou seja, só é indicado para quem pensa em investir a longo prazo. “Como é um investimento muito visado, ele não fica disponível com tanta facilidade. É preciso avisar sobre este interesse ao banco, para que o gerente lhe avise quando houver disponibilidade de LCIs no mercado, é como uma fila de espera”, explica.

Se você não sentir-se segura para começar a investir sozinha, a dica da planejadora é procurar uma consultoria financeira para lhe ajudar com simulações e comparações de produtos disponíveis no mercado. A indicação é mais segura do que confiar somente na dica do gerente do banco. Afinal, como funcionário da instituição, ele certamente estará mais interessado no lucro do banco do que no seu lucro.

 

E então, encorajada a investir? Não perca mais tempo e faça seu dinheiro render! 

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