Como cuidar melhor da saúde sem convênio médico

Como cuidar melhor da saúde sem convênio médico

Não está fácil manter um plano de saúde: os preços elevados e a alta taxa de desemprego levaram 1,5 milhão de pessoas a deixarem os seus convênios médicos entre setembro de 2015 e 2016, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Em um cenário de crise econômica, algumas alternativas têm ganhado força no País. Esses novos modelos de atendimento médico buscam oferecer opções economicamente viáveis às pessoas que não desejam depender exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) para cuidar da saúde, mas não estão em condições financeiras de arcar com os custos de um convênio médico ou atendimento particular tradicional.

Antes de optar por uma dessas modalidades, entretanto, é preciso avaliar se ela atenderá às suas necessidades. Para isso, é importante fazer uma análise detalhada do seu estado de saúde, explica Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. “É preciso avaliar a sua real necessidade de acompanhamento: a preexistência de uma doença ou um histórico familiar preocupante podem acabar limitando as possibilidades da pessoa. Já em casos mais pontuais, o leque de opções para atendimento é bem mais diversificado.”

Conheça alguns modelos que ganham espaço no mercado brasileiro e avalie se eles se encaixam nas suas necessidades de saúde.

1) Clínicas populares
Com o objetivo de oferecer atendimento médico a baixo custo, as clínicas populares têm ganhado força no País. Além do preço acessível, a agilidade no agendamento das consultas e a ausência de taxas são atrativos aos pacientes.

Algumas das clínicas populares atuam com a presença de diversos especialistas, como o dr. consulta e a partmed, já outras optam por um modelo mais compacto, com a presença de um clínico geral, como é o caso do Dr. Agora.

O foco desse modelo é a gestão em saúde e não os casos de emergência. Para Marcos Fumio, VP Médico do dr.consulta, o atendimento ajuda pessoas com diferentes quadros de saúde. “As consultas e exames ajudam os pacientes saudáveis a prevenirem doenças, pacientes pré-crônicos a não desenvolverem um quadro mais grave e pacientes crônicos a monitorarem a saúde.” Na rede de 22 unidades, as consultas custam entre R$ 60 e R$ 140. É possível ter acesso a 40 especialidades, mais de mil exames e algumas cirurgias.

Para fazer a opção por qualquer atendimento, entretanto, a ANS orienta que a paciente deve procurar informações sobre a empresa e serviço que será prestado.

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2) Aplicativos de consultas domiciliares
Outra alternativa que tem ganhado espaço no mercado é a que retoma uma prática de outros tempos: o atendimento domiciliar. Por meio de aplicativos como o Docway, Beep Saúde e Dr.Vem, é possível escolher a especialidade e fazer o agendamento com um médico na própria plataforma. Assim como nas clínicas populares, o serviço não é focado em emergências, mas nas chamadas consultas eletivas, ou seja, aquelas sem grande complexidade.

O serviço promove comodidade ao paciente, que evita o deslocamento, a espera e também o contato com outras enfermidades. Para Fábio Tiepolo, CEO do Docway, essa modalidade também oferece vantagens no próprio atendimento. “A consulta domiciliar permite que o médico leve em conta aspectos como ambiente em que o paciente está inserido e possibilita mais dedicação em esclarecer dúvidas pontuais.”

O Docway está presente em 130 cidades. O preço das consultas é de R$ 200 e também é possível solicitar coleta de alguns exames e aplicação de vacinas. Para quem tem plano de saúde, algumas operadoras permitem o reembolso das consultas realizadas por meio da plataforma.

Para Maria Inês, seja qual for a modalidade de atendimento, a paciente nunca deve abrir mão de pesquisar os serviços oferecidos. “É preciso tomar alguns cuidados antes de fazer a contratação, como se informar sobre quem é a empresa e o profissional que a atenderá.”

3) Cartões pré-pagos e de desconto
Algumas empresas oferecem cartões pré-pagos ou de desconto para serviços de saúde. Para decidir se essa é uma boa opção para você, é preciso entender como funcionam os modelos.

No caso do cartão de desconto, a pessoa paga uma taxa – seja de adesão, anuidade ou mensalidade – para a empresa que vendeu o serviço e recebe um cartão para pagar, com desconto, consultas, exames e outros serviços. No cartão pré-pago, ela também pode pagar uma taxa e, além disso, carrega o seu cartão com “créditos”. Esse valor, então, pode ser utilizado para pagamento de consultas e outros serviços em locais indicados pela empresa.

Nesses casos, é fundamental ficar atenta ao fato de que essas modalidades não oferecem acesso ilimitado aos serviços de saúde. “Se o atendimento for de alto custo, o valor provavelmente não será suficiente para cobri-lo”, explica Maria Inês. Como consequência, caberá à pessoa arcar com os custos totais do procedimento.

A ANS orienta ainda para o fato de as operadoras de planos de saúde não poderem se associar a esses serviços. Para mais informações, a instituição disponibiliza uma cartilha com orientações sobre essas modalidades.

4) Reserva financeira para emergências
Ter uma reserva financeira para cuidar da saúde é fundamental para quem deseja ter alternativas ao SUS quando precisar de atendimento médico. Essa medida permite que a paciente pague por consultas, exames e outros serviços. É preciso estar ciente, entretanto, de que o alcance dos atendimentos ficará limitado ao valor da reserva e esse montante poderá não ser suficiente para cobrir procedimentos de maior complexidade.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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