Como escolher o seu plano de previdência?

Como escolher o seu plano de previdência?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre mulheres jovens, sejam elas solteiras, casadas ou separadas. Na hora em que você começa a se questionar sobre a contratação de um plano de previdência privada, isso significa que você está mais ligada no seu dinheiro e no seu futuro. Não importa quantos anos você tem – programar a sua aposentadoria é um bom sinal de maturidade financeira!

Se você está pensando em investir em um plano de previdência, tem que saber como ele funciona. A regra básica é que esta é uma aplicação de longo prazo: todas as vantagens estão relacionadas ao tempo com que você deixa o seu dinheiro investindo. Logo, nem pense em tirar uma parte do dinheiro do plano para um gasto como uma viagem ou um carro novo – isso pode sair caro e tirar você do seu objetivo maior, a sua aposentadoria tranquila. O principal motivo para fazer um plano de previdência privada é a vantagem no pagamento do Imposto de Renda e ela geralmente fica menos interessante se olharmos para um horizonte curto de tempo no investimento.

Para fazer um plano de previdência privada, você precisa primeiro avaliar quanto quer investir mensalmente e com quantos anos você quer se aposentar. Veja a sua capacidade de poupar por mês e avalie para quando é que você espera começar a receber os frutos deste plano.

O primeiro passo é escolher a instituição onde você vai fazer a sua previdência privada. Como o seu dinheiro ficará aplicado por um bom tempo, é importante que você conheça e confie o local onde irá fazer este investimento. Para te ajudar na sua escolha, você pode comparar as taxas de administração e os índices de rentabilidade. Uma taxa de administração maior do que 2,5% é furada! Além dessa, tem também a taxa de carregamento, que é cobrada sobre cada contribuição. Ela normalmente é cobrada sobre o valor da contribuição mensal que você faz e pode chegar a mais de 5%!! É muito importante prestar atenção nessa taxa pois ela pode impactar na rentabilidade final da sua previdência.

Na hora de escolher o seu plano, você tem duas opções: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Os dois possuem vantagens, mas para escolher o seu, você só precisa ver como você faz a sua declaração do Imposto de Renda. O PGBL é indicado pra quem faz a declaração completa, ou seja, para quem tem despesas dedutíveis com valor maior do que 20% dos rendimentos obtidos durante o ano. O VGBL, por sua vez, é para quem faz a declaração simplificada – aqueles que têm apenas uma fonte pagadora e tem poucos gastos que podem ser deduzidos. Se você for autônoma ou profissional liberal, o VGBL é a opção mais indicada.

No PGBL, você paga menos impostos agora e consegue acumular mais renda, pois as contribuições ao plano podem ser descontadas da sua declaração do IR. Só tem uma coisa: o limite é de 12% da renda anual. O imposto só será cobrado lá na frente, na hora do resgate da sua previdência. Já no VGBL você não pode descontar as suas aplicações do imposto, mas na hora de resgatar, você só para o imposto sobre o rendimento das suas aplicações, e não sobre o total resgatado.

O próximo passo é você escolher o seu regime de tributação: progressivo ou regressivo. A tributação progressiva funciona como na hora de receber o seu salário: quanto mais você recebe, maior é a cobrança do imposto, que pode chegar a 27,5%. Já na regressiva, quanto maior for o período do investimento, menos imposto você paga. Se for apenas de dois anos, a alíquota é de 35% – altíssima, muito maior do que a progressiva. Mas se for superior a 10 anos, o imposto é de apenas 10% – o que vale super a pena. Para decidir, você só precisa ver o quanto vai aplicar e por quanto tempo.

Se você não estiver contente com a performance do seu plano, pode escolher uma outra instituição, graças à portabilidade – igualzinho ao celular! Basta você dizer para onde você vai querer levar a sua aplicação, que em cinco dias o dinheiro é transferido, sem cobrança de impostos. Mas isso só vale para planos semelhantes.

Para garantir que o seu plano funcione, você precisa contribuir com ele mensalmente, com regularidade. Se você por acaso tiver que parar de contribuir por alguns meses por uma emergência, não tem problema, pois o dinheiro continua rendendo lá. Mas para alcançar o seu objetivo, você precisa garantir que vai realizar as suas aplicações mensais.

Quando chegar a hora de se aposentar, você só vai precisar escolher a forma de receber: se vai querer a sua bolada tudo de uma vez, ou receber mensalmente, aos pouquinhos, como um salário. E curtir a vida sem preocupação!

Ajudou? Você tem mais alguma dúvida? Quer dividir a sua experiência com previdência? Então conta pra gente nos comentários!

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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