Como escolher uma corretora para o Tesouro Direto

Como escolher uma corretora para o Tesouro Direto

Na hora de investir no Tesouro Direto muita gente trava no primeiro passo: a escolha de uma corretora. A insegurança, entretanto, não deve impedi-la de começar a investir e conquistar os seus sonhos. Por isso, preparamos este passo a passo com tudo o que você precisa considerar para tomar essa decisão com confiança.

Para começar, vamos falar de segurança…
As corretoras são instituições habilitadas a operar com o Tesouro Direto e são registradas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Quando você compra um título público por meio da corretora, ela apenas faz a custódia dos investimentos, que ficam registrados em seu nome na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Isso quer dizer que, enquanto o seu dinheiro estiver investido, você pode ficar tranquila: se a corretora quebrar, você apenas precisará abrir uma conta em uma nova instituição e pedir a transferência da custódia.

Leitura complementar

Investimento para iniciantes

Investimento para iniciantes

Ver mais

Mas é preciso ficar atenta a um ponto: não é aconselhado deixar dinheiro não investido na conta da corretora. A professora dos MBAs da FGV e planejadora financeira, Myrian Lund, explica que, ao contrário da conta corrente, a conta da corretora não tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma espécie de “seguro” de até R$ 250 mil em caso de intervenção, liquidação ou falência da instituição. “É recomendado que a pessoa invista o seu dinheiro logo que transferi-lo para a corretora e, após o vencimento, reinvista o valor ou o mande de volta para a conta corrente”, explica.

Dito isso, vamos às dicas.

1) Confira as instituições financeiras habilitadas
No site do Tesouro Direto você pode acessar uma lista de todas as corretoras habilitadas a operar os títulos. Lá são disponibilizadas informações básicas sobre os serviços oferecidos por elas: como taxa de administração cobrada e se elas permitem aplicações programadas, por exemplo. Há também uma lista com as dez corretoras mais ativas em número de transações. “Às vezes as pessoas têm medo de escolher uma corretora e essas informações podem ajudá-las a tomar a decisão”, diz Myrian.

2) Verifique a taxa de administração cobrada
A taxa de custódia, paga à BM&FBovespa, é obrigatória no Tesouro Direto e custa ao investidor 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos. A cobrança de outras taxas, entretanto, depende da instituição que você escolher – por isso, é importante ficar atenta ao que se está pagando. Hoje, as corretoras de bancos como o Itaú, Banco do Brasil e Bradesco estão com taxas de administração de 0,5%. Mas há diversas corretoras que não cobram nenhuma taxa de administração de seus clientes. A princípio, essas seriam as melhores escolhas para a investidora, mas para decidir com certeza é preciso avaliar também o item 3.

como_escolher_corretora_interna

3) Calcule se haverá gastos com as transferências
Para investir, você precisará transferir o valor da sua conta corrente no banco para a conta na corretora. Por isso, é preciso avaliar se haverá e qual será o custo com TED ou DOC nessa transação.

Para tentar fugir desse gasto, veja se o seu banco oferece algumas transferências gratuitas por mês, se a corretora tem conta no seu banco ou oferece a opção de repasse do valor por meio de boleto bancário. Outra opção é fazer uma conta digital, que permite à cliente fazer transferências gratuitas para outros bancos.

Se precisar pagar a transferência, Myrian explica que a taxa de administração zero da corretora pode não compensar o custo em um investimento pequeno. Em uma aplicação de R$ 100, por exemplo, o repasse irá lhe custar quase 10% do valor investido.

“Para investimentos menores pode ser melhor ficar na corretora do banco onde você já tem conta corrente. Já para valores mais altos, vale a pena procurar uma corretora independente e fugir da taxa de administração.” Outra opção é manter uma conta nas duas corretoras e, dependendo do tamanho do aporte, variar os destinos.

4) Observe o prazo para repasse dos recursos
Um diferencial importante que a corretora pode lhe oferecer é o prazo de repasse, ou seja, o tempo que a instituição leva para disponibilizar o valor referente à venda ou vencimento do título para você. Diversas corretoras oferecem esse serviço no mesmo dia útil, o chamado D+0.

5) Veja se a corretora permite a aplicação programada
Outra comodidade interessante é a aplicação programada, que permite à investidora, por exemplo, agendar a compra e venda de títulos. Para quem planeja fazer investimentos regulares, essa é uma facilidade. Verifique se a corretora lhe oferece essa opção.

Detalhe importante: você pode trocar de corretora sem custo
Não está contente com o serviço da sua corretora? Pode ficar tranquila, como o seu título fica registrado na própria CBLC, você pode levar os seus investimentos de uma corretora para outra sem custo e sem ter que fazer o resgate para isso.

Outro ponto interessante: além do Tesouro Direto, as corretoras oferecem um grande leque de investimentos, com rentabilidades muito interessantes. Vale a pena conhecê-los e nunca abrir mão de entender as suas opções. “É importante que você sempre faça aplicações baseadas no planejamento, para tirar o máximo de cada investimento”, aconselha Myrian.

 

Fotos: Shutterstock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter! 

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close