Como eu Cortei Logo o consumismo da minha vida

Como eu Cortei Logo o consumismo da minha vida

*Post patrocinado por Atroveran

Fui convidada pela Atroveran para contar como consegui cortar um comportamento ou hábito que acabava me fazendo sofrer, e na hora pensei no consumismo. Sabe aquela coisa de sair passando o cartão a cada impulso que surge? Pois bem, eu era dessas. Todos os desejos de consumo tinham que ser atendidos imediatamente – e, para facilitar, eu saía parcelando todas as compras.

Parar para somar tudo o que eu estava gastando? Eu não via motivo – não queria ter que ficar lidando com a fatura do cartão. Quando eu falo que este comportamento pode ser super danoso, eu sei bem do que estou falando: já passei por isto na pele.

Foi uma época difícil: eu ganhava bem, mas detestava meu trabalho. Então a justificativa era óbvia. A cada desejo de consumo, uma única resposta: “é para isso que eu trabalho”. Outra variação também era bem frequente: “eu mereço!”. Pois é, eu merecia mesmo tudo aquilo – só não merecia a fatura no fim do mês.

Depois de alguns meses – poucos, ainda bem – eu vi que estava torrando as minhas economias com bolsas, sapatos, blusas e saias. Eu não cheguei a cair no vermelho pois tinha conseguido juntar um certo colchão financeiro, mas ele estava indo embora em uma velocidade assustadora.

E o pior: tudo o que eu comprava era descartável. Tudo. Eram peças de roupa de moda, daquelas que você vê em diversos sites e blogs e vai se achar o último dos seres se não tiver uma igual. Nenhuma daquelas compras ficou: a maioria das roupas foi doada, muitas até com etiqueta.

Eu tive que parar para observar o meu comportamento. O que estava me levando a gastar dinheiro daquele jeito? A não fazer conta nenhuma? Ao olhar para dentro, vi que havia uma grande infelicidade com a minha carreira. Gastar rios de dinheiro em ecommerces no meio do dia não ia preencher aquele buraco.

atroveram_interna

Foi neste momento que começou a minha busca por um projeto profissional diferente. A ideia de montar o Finanças Femininas nasceu logo depois. Mas para isso, logo vi que iria precisar não só de dinheiro para montar o site, mas também para me bancar até que o site começasse a faturar bem.

Ao encontrar a fonte do meu problema e definir um objetivo claro, parar de consumir com besteira foi muito mais fácil. Eu não precisava de mais uma bolsa – eu queria era ver o meu negócio crescer e florescer. Com uma motivação clara, fica muito mais fácil abrir mão de certos impulsos que antes pareciam inegociáveis.

Com isso, eu dei um #cortalogo nessa situação e as sacolas e mais sacolas das minhas compras online pararam de chegar em casa. O objetivo era claro: o meu site tinha que dar certo. Logo começaram a chegar os primeiros depoimentos de leitoras que encontraram apoio nos nossos posts. E aquela gana de comprar, de ter todas as novidades, foi sumindo. Não digo que nunca mais gastei com besteira, nem que não adore fazer compras: eu apenas fiz com que este prazer passasse a ter um tamanho adequado, dentro de todas as outras prioridades da minha vida.

Fotos: Shutterstock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter! 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

close