Como investir pensando na aposentadoria sem depender do INSS

Como investir pensando na aposentadoria sem depender do INSS

*O Primo Rico

Homens e mulheres pensam e se comportam de maneiras diferentes. Quando o assunto é investir e pensar na aposentadoria, vemos que mulheres investem muito melhor do que os homens. Na verdade, isso não me surpreende.

Quando criei O Primo Rico, imaginei que o nosso público seria totalmente masculino. Entretanto, percebo que me enganei e que cada vez mais as mulheres se engajam no mundo dos investimentos e saem bem sucedidas.

Por isso, acho importante abordar alguns pontos para ajudar o público feminino, que cada vez mais tem se empoderado e investido melhor.

Quais formas de investir as mulheres adotam?

Segundo uma pesquisa da Quorum Brasil, homens têm grandes chances de conseguir ganhar bastante dinheiro, já que possuem um perfil mais agressivo do que as mulheres.

Porém, os riscos atribuídos a essa característica, além dos custos e impostos quem pagam por fazer operações com maior frequência, resultam em maiores perdas também.

Já as mulheres tendem a “rentabilizar mais no longo prazo, aplicando com mais regularidade e sem mudanças bruscas na composição da carteira”.

Resumindo, as mulheres conseguem melhores resultados no longo prazo, sendo possível que adquiram patrimônios de maior importância ou até mesmo que se aposentem melhor. Aliás, esse é nosso próximo ponto: aposentadoria.

Se as mulheres dependerem da reforma da previdência…

Com a reforma da previdência social, percebemos que muitos pontos – especialmente para mulheres de baixa renda – podem ser muito negativos para quem pretende se aposentar apenas pelo INSS.

Segundo dados do IBGE e da Previdência Social (2015), mulheres trabalham cerca de 7,5 horas por semana a mais que os homens – incluindo os serviços domésticos. Além dessa dupla – ou tripla – jornada de trabalho, o salário das mulheres é, em média, 23% menor que dos homens.

Agora, vamos também analisar as condições da Reforma da Previdência Social:

  • Idade mínima de 65 anos para se aposentar (ambos os sexos);
  • contribuição mínima de 25 anos;
  • para receber 100% do benefício, serão necessários 49 anos de contribuição;
  • a nova regra valerá para as mulheres de até 45 anos;
  • as de 45 anos ou mais que estão para se aposentar pagarão um pedágio de 50% sobre o tempo que faltava para a aposentadoria (se for um ano, por exemplo, terá de trabalhar um ano e meio);
  • a fórmula 85/95 planejada para até 2026 irá acabar, sendo substituída pelo novo projeto;
  • as pensões por morte são 80,7% destinadas para mulheres com o benefício no valor integral. Com a nova proposta, o valor reduziria para 50%, mais 10% por dependente, para todos os segurados.

Nitidamente percebemos uma injustiça nessa situação. Por mais que as condições da reforma da previdência sejam “igualitárias”, as situações do cotidiano não são tão iguais assim. Essa preocupação nos faz pensar no que podemos fazer para acumular riquezas, sem depender da aposentadoria pelo INSS.

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É ai que entra a educação financeira

Já sabemos que as investidoras de longo prazo não são nada bobas, mas que suas condições de aposentadoria ficam mais difíceis a cada dia. Então podemos esperar o tempo passar para que novas propostas sejam lançadas para a melhoria de todas, ou podemos nos preparar com nossas próprias mãos – até porque, “tempo é dinheiro”.
E essa é a função do Finanças Femininas e também do Primo Rico: preparar e educar financeiramente todas as pessoas possíveis.

Como as questões financeiras sempre foram “chatas” e dominadas por homens que gostam de falar de “forma rebuscada”, nunca demos importância para tal assunto. Não é à toa que a maioria das brasileiras ainda deixa o dinheiro na poupança.

Para deixarmos essa “zona de conforto” e buscarmos formas de realizar nossos objetivos por nossos próprios méritos, vamos passar rapidamente os 3 passos básicos para quem ainda não começou a investir, mas tem a intenção:

1 – Pare de “investir” na poupança

Poupança nem é investimento, na verdade. Sua rentabilidade é praticamente igual à inflação, o que não te fornece nenhum ganho real sobre o investimento.

Várias outras opções são muito mais favoráveis do que a caderneta de poupança, mas que provavelmente ninguém ouve falar, ou não se interessa, ou simplesmente não entende seus benefícios.

Se quiser realmente ganhar dinheiro, o primeiro passo é sair da poupança.

2 – Os grandes bancos não são boas opções para investir

Sua consolidação é impecável. É muito difícil de imaginar um grande banco declarando falência. Mas esse benefício para o banco é a ruina da investidora.
Justamente pela sua abrangência e baixo risco, seus investimentos oferecem rentabilidades muito baixas. Muitos investimentos ganham apenas da poupança. Principalmente Fundos de Investimentos, que acabam tendo muitas cobranças de impostos e taxas, desvalorizando ainda mais seus rendimentos.

Opte por investir em bancos menores. Justamente por serem menos visados ou reconhecidos, eles tendem a oferecer melhores rendimentos para suprir riscos e serem mais atrativos no mercado.

3 – Conheça as corretoras de valores

Vou dizer que grandes bancos não fornecem bons produtos? Claro que não. Mas os melhores são ofertados apenas para “investidores qualificados”, que são mega milionários do segmento Private.

Como sabemos que nem todo mundo é assim, temos outra opção muito acessível. Uma das melhores formas de investir para o público varejo e investidores iniciantes é por meio das corretoras de valores.

Desde os pequenos, médios até grandes investidores e investidoras – abrangendo das pessoas mais conservadoras até as mais arrojadas – todos podem investir por uma corretora de valores. Muitos dos bancos menores, como citado no tópico anterior, estão disponíveis nas plataformas dessas mesmas corretoras.

Resumindo

Portanto, não se permitam serem desencorajadas e foquem em conhecer o mundo financeiro. Por mais que pareça chato – e todos sabemos disso –, são conceitos de fundamental importância que só tendem a agregar conhecimento útil.

E por mais que mulheres sejam a minoria entre os investidores, não significa que são má investidoras. Na verdade, estão apenas inseguras de sua incrível capacidade por falta de engajamento apropriado.

Não se intimide, então. Informe-se e invista, pois você, mulher, só terá a ganhar dessa forma. Com esse conhecimento adequado, podemos ir muito mais além do que esperamos: podemos ser todos ricos e – principalmente – ricas!

*Empreendedor no Mercado Financeiro, Thiago Nigro é Sócio do Escritório M. Nigro Investimentos e Responsável pelo blog O Primo Rico, além de ser Educador Financeiro e Assessor de Investimentos com o foco em ajudar seus leitores a investirem melhor. Saiba mais em: www.oprimorico.com.br

Fotos: Shutterstock

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