Como manter a motivação no trabalho em um período de demissões

Como manter a motivação no trabalho em um período de demissões

Um belo dia você chega ao trabalho e encontra o seu setor com menos da metade do quadro de funcionários, mesas vazias e aquele clima pesado entre os poucos colegas que restaram. Não demora muito tempo até você perceber o que aconteceu e a notícia, de fato, chegar aos seus ouvidos. Aconteceu um grande corte na empresa e várias pessoas foram desligadas. A situação já é desagradável em qualquer que seja o contexto, em tempos de crise econômica, o desconforto é ainda maior.

De um modo geral, não só a saída dos colegas incomoda, vem também o receio de você ser a próxima da lista, a possibilidade de ficar sobrecarregada com o enxugamento do setor, bem como a chance de precisar esperar mais tempo para que o salário melhore, tendo em vista a contenção de despesas.

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Mudanças de cenário

Antes que o desânimo comprometa a sua produtividade, é preciso lembrar que até nos momentos mais difíceis é preciso ter otimismo. Este é o pior momento para deixar a peteca cair, a turbulência te pede justamente o oposto. A professora Elisabete Oliveira, que leciona pela IBE-FGV e é especialista em Recursos Humanos, Liderança e Coaching Executivo, pontua que este é um momento de prudência e que, em geral, o ideal é esforçar-se para manter-se no emprego. “Não é um bom momento para aventurar-se. Trabalho com posições e o mercado não está contratando como antes, as empresas estão com o pé no freio”, comenta.

Em contrapartida, ela reforça que aquelas pessoas que ocupam posições estratégicas dentro de uma empresa devem ficar atentas aos movimentos do mercado. “Em períodos de crise, muitas empresas aproveitam estes períodos de cortes para fazer substituições pontuais para cargos estratégicos. O momento não é de contratações, mas de algumas substituições. Portanto, vale a pena ficar atenta às possibilidades”, orienta.

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Engajamento

A especialista reforça ainda a necessidade da profissional mostrar seu potencial neste momento, dedicando-se, por exemplo, a novos projetos dentro da corporação. Em muitos casos, é possível que haja desânimo em função da sobrecarga e do acúmulo de funções, mas a professora reforça que é importante encarar este momento com bastante maturidade e perceber o que isso pode gerar a longo prazo.

“Neste momento, pode realmente ser mais desgastante e desafiador. Mas se a pessoa encarar este acúmulo de funções como uma oportunidade para destacar-se, para mostrar à empresa qualidades e potenciais que ainda não haviam sido revelados, lá na frente ela irá se beneficiar disso. É preciso visar o reconhecimento e o reposicionamento dentro da empresa no futuro”, lembra.

Este esforço, no entanto, deve ser feito com muito critério. Se passada a turbulência da crise, o seu engajamento não tiver sido notado ou reconhecido pela empresa, será momento de avaliar novas possibilidades em outras corporações. Com o mercado já estabilizado, certamente seu esforço e dedicação serão valiosos em qualquer lugar!

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