Como não ser enganada pelo mecânico quando seu carro estiver com defeito

Como não ser enganada pelo mecânico quando seu carro estiver com defeito

Levar o carro à oficina é um momento delicado para qualquer um, afinal, sempre existe a possibilidade de ser enganada pelo mecânico e acabar levando gato por lebre – por um preço muito maior do que um profissional honesto cobraria. O receio é ainda maior para as mulheres, pois é comum que os profissionais assumam que somos alvo fácil pela suposta falta de intimidade com o assunto. Há até quem peça para o marido, pai ou outro homem do convívio assumir a responsabilidade.

Porém, ficar nas mãos de outras pessoas – e constantemente desconfiada – não é saudável nem para sua mente, nem para seu bolso. Por isso, é importante perder o medo e sentir-se segura para levar o próprio carro à oficina. As dicas a seguir lhe ajudarão a fugir de orçamentos superfaturados e de mecânicos de conduta duvidosa.

1. Busque referências do mecânico

Pedir indicações para seus amigos nunca é demais. Procure saber se o profissional é idôneo e possui formação adequada, como é o atendimento e se a oficina é organizada e limpa. Alguns fatores você pode observar por si, mas nada como uma recomendação para se sentir mais segura.

2. Demonstre segurança

Atenção à sua postura: parecer frágil ou insegura pode dar abertura para que o mecânico pense que você aceitará tudo que lhe for oferecido. Por isso, não se impressione com nomes complicados ou solte frases de autodepreciação, como “faça o que for preciso, eu não entendo nada disso”. Isso não quer dizer que você não pode fazer perguntas. Aliás, não vale ir para casa com dúvidas, ok?

3. Aprenda o básico

“O objetivo não é virar uma expert, pois não é comum que qualquer pessoa tenha conhecimento técnico para debater com o mecânico, mas, sim, para que você se sinta tranquila em relação às informações dadas”, afirma Rogério Gonzaga, diretor executivo de pós-venda da CAOA, que ministra o curso Mecânica Para Elas. Assim, você poderá pedir informações pontuais e, de fato, entender o que está sendo dito. Além disso, demonstrar conhecimento pode até inibir eventuais más intenções. Você pode procurar essas informações na internet ou em cursos oferecidos por concessionárias e empresas do ramo, como a CAOA e a D’Paschoal.

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4. Teste sua honestidade

É muito simples: basta perguntar algo que você já sabe a resposta. Assim, se você trocou óleo ou as pastilhas de freio recentemente, pergunte se o nível está adequado ou se precisam ser trocadas – sem entregar que o serviço já foi realizado. A resposta dirá muito sobre a conduta do profissional.

5. Comunique-se claramente

Outra vantagem de deter algum conhecimento técnico é poder informar precisamente o que está acontecendo com seu carro. Você pode ter observado um ruído, uma trepidação ou luzes que se acenderam no painel – isso irá ajudar o mecânico a resolver o problema e colaborar para que a comunicação seja transparente.

6. Peça detalhamento

Não aceite um mero “o problema está na rebimboca da parafuseta”. Exija que tudo seja explicado em detalhes e da maneira mais clara possível, sem jargões técnicos. Se eles eventualmente aparecerem na conversa, não tenha medo de perguntar o que eles significam. “É preciso detalhar ponto a ponto, quais peças serão substituídas, por qual motivo e quanto cada uma irá custar, informando com honestidade quais serviços são urgentes, quais são indispensáveis e quais podem ser postergados”, ensina Gonzaga. Isso deve ser feito tanto verbalmente quanto por escrito.

7. Procure uma segunda opinião

É comum que mecânicos mal intencionados afirmem que você precisa fazer aquele serviço naquele exato momento, alegando que você corre sério risco, que não encontrará um preço melhor que aquele, ou qualquer outra expressão que tenha como objetivo induzi-la a fechar negócio na hora. Porém, você é uma consumidora livre e, portanto, não é obrigada a ceder a nenhuma pressão. Se você ainda não estiver se sentindo segura, mostre aquele orçamento detalhado do tópico anterior para outra oficina. Desconfie ainda mais se a oficina se recusar a lhe entregar o orçamento. Isso é receio de que você procure a concorrência. Acredite, existem alguns estabelecimentos que fazem isso. Ou seja, se a oficina não liberou o orçamento, é sinal de que alguma coisa está errada.

8. Cuidados com as peças

É seu direito saber a origem das peças e pedir nota fiscal delas, assim como exigir que sejam utilizadas peças originais ou de sua marca preferida. Se você quiser, depois da troca, também tem o direito de para levar para casa os itens que foram trocados. Além de valorizar o carro na hora de revendê-lo, a atitude impede que o mecânico utilize a peça usada e faça você pagar por uma nova. “No entanto, algumas exigem descarte correto por conta do impacto no meio ambiente. Por isso, antes de solicitar, procure saber se ela oferece risco de contaminação e, portanto, se encaixa neste caso”, orienta.

9. Construa um relacionamento de confiança

Obviamente, há situações em que somos pegas de surpresa e precisamos recorrer à oficina mais próxima. Porém, é sempre válido se agarrar ao que já é conhecido – assim, você terá com quem contar toda vez que o veículo der problema. Se você for a um estabelecimento e ficar satisfeita, considere voltar lá na próxima.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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