Como os homens podem colaborar com o empoderamento feminino dentro da empresa

Como os homens podem colaborar com o empoderamento feminino dentro da empresa

Para que uma mulher se desenvolva dentro de uma empresa, ela precisa ter oportunidades. Felizmente, muitas companhias perceberam isso e criaram comitês internos para fomentar o empoderamento feminino, como a Dow, IBM, Avon e Unilever. Além de procurarem envolver intensamente as mulheres – que devem ser as protagonistas de seu próprio empoderamento –, as empresas também estão trazendo a ala masculina para as discussões.

Este movimento está acontecendo no Women Innovation Network (WIN) – Rede de Inovação de Mulheres, em tradução livre –, da Dow, que tem como pilares a atração e retenção de talentos femininos, promoção de ambiente corporativo que compreenda e aprecie as características femininas e oferta de oportunidades de desenvolvimento profissional entre as mulheres.

Apesar de já existir há 25 anos, a Rede chegou ao Brasil apenas em 2000. Por ser aberto para homens e mulheres, o espaço viu o interesse masculino crescer ao longo do tempo. “Atualmente, 20% dos participantes do WIN são homens”, conta Vanessa Grossi, líder de marketing para a Divisão de Construção, da Cadeia de Valor de Infraestrutura para a Dow na América Latina e do WIN desde 2016.

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Membros do WIN reunidos (Foto: Divulgação)

Convidando todos para o debate

Para Vanessa, o segredo é a pluralidade. “Precisamos criar um ambiente diverso e inclusivo, com a participação de todos os gêneros e grupos, como LGBTs, para contribuir para uma sociedade com mais respeito, aceitação de diferenças e melhor convívio. Por isso, fica claro que sem a participação do maior número de pessoas possível, estes objetivos jamais serão alcançados”, aponta.

Desta forma, ela acredita que é preciso convidar todos para participar – inclusive os homens. Quando questões do universo feminino são abordadas, eles são convidados a entenderem mais sobre o assunto para que haja mais empatia. “Acreditamos que parte das dificuldades se dá em razão do desconhecimento”, completa.

O trabalho do WIN, neste sentido, é basicamente desmistificar e mostrar com informações concretas como é importante existir diversidade no ambiente de trabalho – incluindo dados sobre como ela afeta positivamente os resultados da empresa.

Dentro do grupo, acontecem discussões sobre licença-maternidade, conflitos internos de uma mãe que trabalha, entre outros. Elas procuram incluir pessoas de diversos níveis hierárquicos, inclusive a liderança masculina – lembrando que muitos dos casos de machismo no ambiente de trabalho partem deles, como piadinhas sobre a fertilidade das funcionárias.

“Com isso, queremos mostrar que a construção da equidade vale tanto para homens quanto para as mulheres, reconhecendo suas diferenças e procurando criar um ambiente no qual a inclusão permita que estas diferenças sejam respeitadas, aceitas e parte de uma convivência natural”, finaliza.

Fotos: Shutterstock e Divulgação

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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