Como se planejar para ter o segundo filho

Como se planejar para ter o segundo filho

A crise econômica, violência, desigualdade social e tantos outros problemas vêm fazendo os pais pensarem duas vezes antes de colocar uma criança no mundo. O dilema é ainda maior para casais que já têm um filho. Afinal, será possível criar os dois com boas condições? O impacto financeiro de um novo membro na família é inegável, porém, é possível com organização. Aqui, damos dicas para você montar um planejamento financeiro para ter o segundo filho com tranquilidade.

As despesas começam ainda na gravidez, quando a mãe deve se preocupar com o pré-natal e com o parto. “Por isso, é muito importante que a família tenha, caso haja condições, um plano ou seguro saúde, que reduzirão consideravelmente esses gastos”, diz Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira CFP®, certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). Contudo, vale lembrar que planos de saúde costumam exigir carência de 10 meses para partos, então, organize-se para contratá-lo antes de engravidar. Se isso não for possível, a saída é bancar os gastos – que são muitos – ou depender da rede pública de saúde.

Organização é a palavra-chave

Nossas avós não poderiam estar mais erradas quando diziam que bastava “colocar mais água no feijão” para sustentar mais um filho. Na verdade, vocês precisarão de muito controle e organização para que a conta feche. Elabore um orçamento detalhado, com gastos e ganhos, e observe o que pode ser remanejado para as novas despesas. Temos diversas ferramentas para ajudá-la nessa tarefa, como essa planilha de orçamento familiar. “Convém sempre manter uma reserva para imprevistos e emergências. Raspar a conta é temerário, porque, se algo acontecer, entrar em dívidas nessa fase pode complicar bastante a vida e a cabeça da mãe”, alerta Annalisa.

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Seja criativa!

Toda ajuda é bem-vinda para economizar. Então, você deve otimizar o que for possível: as crianças podem dividir o quarto? É possível reaproveitar roupinhas, móveis, carrinho e outros itens do primeiro filho? Sua família e amigos próximos podem doar algo? E não se esqueça do chá de bebê, que rende muitos presentes e momentos memoráveis.

Outras medidas criativas também podem fazê-la economizar boas cifras. Em vez de comprar papinhas industrializadas, prefira fazê-las você mesma com ingredientes naturais. O aleitamento materno também ajuda, afinal, fórmulas costumam custar bastante – falamos mais sobre os custos da amamentação aqui. Matricular o novo membro da família em uma creche próxima à escolinha do primogênito também ajuda a economizar tempo e gasolina, desde que o custo da creche não ultrapasse a economia que seria feita com essa medida.

O que não puder entrar neste plano de otimização de gastos deve ser planejado detalhadamente. “Por exemplo, se vocês forem decorar um quarto, façam um orçamento bem detalhado, com item por item, para ver se cabe no bolso”, ensina a planejadora financeira. O mesmo vale para quem precisará fazer o acompanhamento médico e parto em rede particular – aqui, entram as despesas com consultas médicas, exames e com o parto em si.

Mudanças imprevistas

Muitas vezes, o espaço físico atual não é suficiente para comportar a família em expansão e pode ser necessário que vocês se mudem. Mas, atenção: quem deve comandar essa decisão é o bolso, afinal, não é nada prudente ir para uma casa ou apartamento maiores sem as condições financeiras para tal. “Mais uma vez, o segredo da tranquilidade é fazer um orçamento prévio para ver se cabe no bolso e manter uma reserva para imprevistos”, aconselha Annalisa. Se você e seu (sua) parceiro (a) decidirem que a mudança é razoável, convém fazer isso durante a gravidez para evitar expor o bebê à sujeira, barulhos e confusões típicas das mudanças. “Enfim, com criatividade e foco certamente será possível se adequar para receber bem esse novo membro da família”, finaliza.

Fotos: Shutterstock

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