Como seus filhos enxergam o consumo?

Como seus filhos enxergam o consumo?

A adolescência dos filhos é uma fase complicada não só para eles, mas também para os pais. Ao contrário da infância, em que normalmente é mais fácil encontrar um canal aberto para a comunicação com os filhos e a referência dos pais é tomada com mais facilidade, a adolescência vem como o contraste. É o momento em que eles, absortos em suas crises pessoais e mudanças de visão em relação ao mundo, estarão mais dispostos a contestar do que propriamente aceitar tudo que lhes é dito.

E não dá para encarar isso como algo negativo, afinal, estamos vendo nossos filhos criando senso crítico em relação ao mundo. O problema é que aliado a este momento conturbado, vem também a falta de maturidade. Estes são só alguns dos fatores que reforçam a necessidade de um acompanhamento muito próximo dos pais e da necessidade de ter “jogo de cintura” para manter aberto o diálogo com eles.

Tão importante quanto saber como anda o desempenho deles na escola, se já estão começando a namorar e o que eles gostam de fazer para divertirem-se, é preciso acompanhar de perto a forma como eles lidam com dinheiro e com o consumo.

O reflexo familiar

Se você usa seu cartão de crédito descontroladamente e está sempre às voltas para pagar as dívidas que surgem depois, que moral terá para dizer a seus filhos que está sem dinheiro para comprar o celular/tênis/mochila que eles pedem? Como seu marido poderá dizer o mesmo não se optar por apertar o orçamento só para trocar o carro por um modelo mais completo, ainda que não tenha a necessidade de fazer isso?

consumismo adolescente

Orientar bem os adolescentes nessa época da vida é fundamental, tendo em vista que a exposição ao consumo é bastante apelativa. A auto-afirmação costuma ganhar força nessa fase. E infelizmente eles podem querer buscar isso pela ostentação, porque é isso que a nossa cultura vive pregando. Seu filho vê um colega com um tênis moderno, a versão mais atualizada do celular X, usando várias roupas de grife, em breve vai chegar em casa te pedindo as mesmas coisas.

E se ele te vê comprando coisas que você não precisa – mas que te seduziram na vitrine – e sem pensar no impacto disso no orçamento, por quê você espera que ele seja compreensivo na hora de escutar um “não” quando te pede para comprar alguma coisa? Para que o consumismo excessivo – estimulado pelas propagandas e pelas influências de amigos – não tragam um impacto negativo na vida de seus filhos, é preciso mostrar isso através do próprio exemplo. Mostrar a ele o valor do dinheiro, do quanto é difícil colocar dinheiro em casa. Se na sua família a opção é educar financeiramente o adolescente com o uso da mesada, você e o pai dele não devem ceder aos “apelos” por adiantamentos quando eles gastam tudo sem planejamento. Essa organização com o dinheiro é uma espécie de simulado para o que irão viver na fase adulta.

Este é o momento de fortalecer os valores dos adolescentes, mostrar a eles que não é preciso “ter isso ou aquilo” para ser legal, para fazer parte da turma, ser aceito. No fundo, o consumismo nesta fase pode ser uma forma de mascarar problemas de insegurança e isso é muito mais grave. Com esse tipo de mentalidade, eles podem crescer com essa consciência negativa de que vale a pena viver no vermelho para bancar um padrão de vida que não cabe no bolso.

Ensine seus filhos a descobrirem suas próprias qualidades, a gostarem de si pelo que são de verdade. Roupas bacanas, celulares ultramodernos e tênis de marca não podem determinar quem o adolescente é e muito menos servir de critério para que ele se relacione.

 

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