Conhecimento financeiro é menor entre as mulheres

Conhecimento financeiro é menor entre as mulheres

Uma pesquisa internacional feita pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostrou que o nível de conhecimento financeiro da população mundial ainda deixa a desejar. Os dados mostram que essa fraqueza é acentuada quando considerados os perfis de gêneros: os índices de educação financeira são ainda menores entre as mulheres.

O estudo OCDE-INFE International Survey of Adult Financial Literacy Competencies, investigou o letramento financeiro da população, analisando o Comportamento Financeiro, o Conhecimento Financeiro e as Atitudes Financeiras de mais de 51 mil adultos, com idade entre 18 e 79 anos, em 30 países.

O resultado indicou um baixo nível de conhecimento financeiro em todo o mundo. A média do Brasil, entretanto, ficou 1,2 pontos percentuais abaixo da mundial. O resultado médio entre todos os participantes foi de 13,2 de possíveis 21 pontos – resultado da combinação de máximos 7 pontos para Conhecimento, 9 para Comportamento e 5 para Atitudes financeiras. O brasileiro fez uma média de 4,3, 4,6 e 3,1 pontos, respectivamente.

Na análise individual dos quesitos, as disparidades de gênero são acentuadas. Na categoria Conhecimento Financeiro – que abordou questões sobre juros compostos e inflação, por exemplo -, a porcentagem de homens que atingiu a pontuação mínima de 5 pontos, foi de 61%, contra 51% de mulheres. No Brasil, a diferença, embora menor, também é relevante: foram 52% de homens e 44% de mulheres.

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Na área de Comportamento Financeiro – que analisou questões como elaboração de orçamento, sucesso ao poupar e pagar contas em dia, por exemplo – as mulheres ficaram à frente na média mundial, já que 53% delas atingiram a pontuação mínima de 6 pontos, contra 52% dos homens. Já no Brasil, o resultado foi diferente: 40% dos homens atingiram o mínimo, contra apenas 33% das mulheres.

A diferença fica por conta do item Atitudes Financeiras – que tratou de temas como a propensão a poupar ou gastar -, no qual as mulheres ultrapassaram os homens. No resultado mundial, 47% dos homens atingiram a pontuação mínima de 3 pontos, enquanto 53% das mulheres alcançaram o patamar. No Brasil, foram 49% de homens atingindo a pontuação mínima, contra 52% de mulheres.

A pesquisa fornece importantes ferramentas para analisar o baixo nível de letramento financeiro da população e chama atenção para a importância de programas voltados à educação financeira mundo afora.

Muitas vezes responsáveis por cuidarem sozinhas do orçamento doméstico, a conscientização de mulheres em relação à gestão do próprio dinheiro é duplamente importante e se mostra primordial para alcançarmos a igualdade de gêneros no País. “A educação financeira para mulheres tem potencial de mudar o mundo. Ensinar uma mulher sobre a melhor forma de lidar com o seu dinheiro é ensiná-la a bancar as suas escolhas e de fato garantir o empoderamento feminino”, defende Carolina Ruhman Sandler, fundadora do Finanças Femininas.

 

Fotos: Shutterstock

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