Cortando o intermediário. Por que não?

Cortando o intermediário. Por que não?

A coluna do Empreendedorismo Rosa no Finanças Femininas deste mês é da Débora Carvalho, fundadora da Fluency School. 

Há algum tempo, uma microempresária me procurou buscando aulas particulares de inglês. Ela havia criado uma linha de produtos e buscava, algum dia, conquistar o mercado internacional e queria estar preparada quando o momento chegasse. Por mais que seja admirável a atitude dela, ao conversarmos acabei percebendo que falar pelo menos o inglês, seria muito útil naquele momento no que se refere ao corte de custos. O resultado foi um corte de 65% nos custos das embalagens importadas e ainda por cima, exclusivas que ela comprava. Como? Explicarei a seguir.

Então, você é empresária, criou uma linha de produtos ou vende produtos diferenciados, como encontrar uma forma inovadora de apresentar tais produtos e ainda por cima, economizar? Embalagens inusitadas? Matéria-prima importada? Que tal todas as possibilidades?

Muitas empresas brasileiras pagam altos preços para diferenciar-se no mercado em que atuam, simplesmente por não saberem falar inglês bem o suficiente para buscar fornecedores estrangeiros que ofereçam valores competitivos e visual diferenciado. Quem ganha com isso? O intermediário. Esse é o responsável por fazer aquela ligação ou mandar aquele e-mail para o exterior, que você não fez por não falar uma língua estrangeira. O resultado disso é um aumento considerável nos seus custos, para ele, uma forma simples de ganhar dinheiro negociando valores e prazos, coisa que você faz normalmente ou já paga alguém para fazer. Por que não cortar o intermediário? Fazer aulas focadas em inglês para negócios pode te dar o conhecimento necessário de buscar sua matéria-prima lá fora sem atravessadores. Tem medo de fazer bobagem? Fique atenta para estas dicas:

aulas de inglês

Localização

Antes de qualquer coisa, pesquise bastante quais países exportam para o Brasil os produtos que você precisa. Caso nunca tenham enviado para cá, faça um orçamento sem compromisso. Muitos fornecedores possuem a política de “free shipping” (envio grátis) para países que não trabalharam antes com o objetivo de abrir novos nichos. Muitos outros mantém essa política por terem um custo baixo e mesmo pagando pelo envio, ainda vale a pena vender para o nosso país.

Comparação de Fornecedores

Depois de decidir com qual país ou região você gostaria de negociar, busque diversas empresas para comparar. Pesquisando você descobrirá que alguns países são grandes fornecedores de produtos em plástico, metal, papel e por isso, há diversas empresas trabalhando com a mesma matéria-prima em um mesmo local. Faça uma ampla pesquisa, procure reclamações on-line, enfim, use e abuse do fato de que a internet deixa à sua disposição o nível de satisfação dos compradores em relação ao preço, prazo, atendimento e qualidade.

Qualidade

Não caia em uma pegadinha levando em conta somente o preço. Lembre-se: qualidade vem antes. Pesquise sobre a qualidade do produto, antes de fechar negócio. Muitas empresas estrangeiras possuem uma política de “money-back garantee” (garantia de devolução de dinheiro) em caso de insatisfação com o produto. Negociar para ter essa garantia, na primeira compra, pode ser interessante. Essa regra, que não é muito comum no Brasil, é amplamente utilizada em empresas estrangeiras. Faça uso dela e assegure-se de não cair em uma armadilha.

*Débora Carvalho é fundadora da Fluency School. Leciona inglês e português para todas as faixas etárias, para objetivos diversos, trabalha como tradutora e intérprete. Está sempre em busca da fluência no inglês e aperfeiçoamento do ensino da língua através de cursos de especialização dentro e fora do Brasil ao longo de 17 anos atuando na área. Estuda inglês desde os 8 anos, pois queria entender as letras das músicas estrangeiras que sua mãe ouvia. Sempre se interessou por empreendedorismo feminino e a posicionamento da mulher no mundo dos negócios.

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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