Crédito por meio de cooperativas vale a pena?

Crédito por meio de cooperativas vale a pena?

A opção permanece desconhecida por bastante gente, mas as cooperativas de crédito têm ganhado espaço como alternativas aos bancos tradicionais na hora de tomar crédito. O principal atrativo do setor são as taxas de juros – em geral mais baixas do que a média praticada pelo mercado.

Quer saber se essa é uma boa opção para você? Abaixo explicamos o que é uma cooperativa, as principais vantagens desse modelo e também os cuidados que você deve ter nessa escolha. Confira.

O que é uma cooperativa

As cooperativas de crédito são associações autônomas de pessoas, sem fins lucrativos e que têm como objetivo prestar serviços financeiros de modo vantajoso a todos os associados. Para tomar crédito por meio de uma cooperativa – ou usar qualquer outro produto oferecido -, então, você precisa ser um cooperado. Elas são regulamentadas pelo Banco Central, como qualquer outra instituição financeira – você pode acessar a lista das cooperativas existentes aqui.

Como todos têm participação nas decisões e a cooperativa busca atender às necessidades dos cooperados, a regra do jogo é outra. “Elas oferecem basicamente os mesmos produtos e serviços que um banco. A diferença é que, nesse modelo, os associados são, ao mesmo tempo, ‘clientes’ e ‘donos’ e isso traz uma série de vantagens”, explica Myrian Lund, professora da FGV e planejadora financeira. Veja quais são elas.

Principais vantagens do crédito por meio de cooperativas

1) Taxa de juros mais atrativas

As taxas de juros cobradas em empréstimos, financiamentos e no crédito em geral são o principal diferencial das cooperativas. Como você pode ver na tabela abaixo, os juros anuais são inferiores à média praticada pelo mercado.

Isso acontece, principalmente, pelo lucro não ser a finalidade máxima dessas instituições e por existir um relacionamento prévio entre cooperativa e cooperado.

 UNICREDSicrediSicoobMédia do que é
praticado no
mercado (SFN)
Cheque especial158,70%176,20%136,32% 325,1%
Crédito pessoal consignado26,93%25,81%26,8%27,5%
Crédito pessoal não-consignado38,84%31,35%41,58%132,6%

2) Tratamento mais individualizado

Pelo fato de o cooperado ser também “dono” da cooperativa, o tratamento nessas instituições promete ser mais personalizado do que nas tradicionais.

credito_cooperativas_interna

3) Fundo garantidor

Em relação à segurança dos recursos colocados em uma cooperativa, o setor conta com o seu próprio fundo garantidor de crédito – semelhante ao FGC -, o Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCOOP), que também cobre até R$ 250 mil por CPF e instituição.

4) Distribuição de resultados

Não é porque não visam lucros que as cooperativas não buscam resultados positivos. “O saldo excedente da instituição, chamado de ‘sobra’, é rateado entre os cooperados de acordo com às suas operações na cooperativa. Funciona como um acionista em uma empresa”, explica Myrian.

Cuidados:

Existe o risco de perda (se o resultado for negativo)

Esse é um ponto importante: da mesma forma como os resultados positivos são distribuídos entre os cooperados, o associado também poderá precisar arcar com uma possível perda, se o fundo de reserva for insuficiente. Por isso, é fundamental fazer uma boa pesquisa e conhecer o histórico de uma cooperativa antes de se associar a ela.

Sempre é preciso ficar de olho nas condições

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Ainda que mais atrativos, os juros praticados no País são altos. Por isso, é preciso muita cautela antes de tomar qualquer modalidade de crédito – inclusive por meio de cooperativas. O crédito nunca deve ser a sua primeira opção.

Antes de optar por um empréstimo ou financiamento, por exemplo, é fundamental que você fique de olho não só nos juros cobrados, mas no Custo Efetivo Total (CET), que consolida todas as taxas cobradas naquela operação.

Como tomar crédito por meio de uma cooperativa?

Há cooperativas que são abertas a quem quiser se associar, as chamadas cooperativas de livre-admissão, e outras fechadas a grupos específicos. Por isso, primeiramente, você deve cumprir os requisitos daquela instituição para se tornar um cooperado.

O processo é parecido com o de qualquer banco, com cadastro e documentação. Mas, nesse modelo, é necessária também a compra de uma cota – cujo valor pode variar de acordo com instituição e perfil, por exemplo.

 

Fotos: Shutterstock

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