Conheça um investimento com risco moderado e retorno elevado

Conheça um investimento com risco moderado e retorno elevado

Em períodos de turbulência econômica, como a crise que o Brasil vem enfrentando atualmente, quem escolhe investimentos de alto risco precisa ter muito sangue frio e coração forte para aguentar as oscilações do mercado. Para o planejador financeiro certificado pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), Roberto Seidel, ativos negociados na Bolsa de Valores ou em câmbio, não são recomendados neste momento.

Em contrapartida, para quem quer uma opção de risco moderado e com retorno financeiro interessante, o planejador indica um investimento ainda pouco popular no Brasil, mas que já existe desde 2011: as debêntures incentivadas. Elas foram criadas com o objetivo de incentivar o investimento em obras de infraestrutura através de recursos de pessoas físicas. Em suma, da mesma forma que com um título do Tesouro Direto você está emprestando dinheiro ao governo, com as debêntures incentivadas você faz este empréstimo a grandes empresas privadas.

Você também pode gostar:
Títulos do Tesouro Direto ganham nomes mais simples
Como diversificar os investimentos em tempos de crise?
O que analisar antes de escolher seus investimentos

Na avaliação do especialista, neste momento as aplicações mais indicadas são de renda fixa, que no cenário atual (juros altos e inflação elevada) garantem um bom retorno, como é o caso das LCIs, LCAs e CDBs. As três opções tem o respaldo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até o limite de R$ 250 mil. As debêntures incentivadas, neste sentido, apareceriam como uma opção de diversificação dos investimentos.

Retorno e características

O especialista ressalta que as debêntures incentivadas são ideais para quem quer um bom retorno a longo prazo. “Existem opções que pagam uma taxa pré-fixada e a inflação. É um investimento que não tem a cobertura do FGC, mas a longo prazo faz muita diferença e vale a pena ter na carteira”, recomenda.

Para dar uma ideia de como o retorno desta aplicação é interessante, ele faz uma comparação com o Tesouro IPCA (antiga NTN-B). “O Tesouro te paga a inflação e uma taxa pré-fixada que fica entre 4 e 5%, já a debênture também paga a inflação, mas a taxa pré-definida fica entre 6 e 7%, no fim das contas, faz uma diferença grande”, explica. Ele salienta ainda que ao contrário do Tesouro, o investimento é isento de Imposto de Renda, ou seja, há um ganho maior no lucro líquido.

debentures-incentivadas

Em contrapartida, é preciso ressaltar que, apesar da debênture incentivada não ser de alto risco, ela é mais arriscada que o Tesouro Direto. No caso dos títulos do governo, o único risco da investidora não receber o retorno do investimento é se o país quebrar. Já no caso da debênture, o calote pode acontecer se a empresa na qual o dinheiro foi investido sofrer algum problema grave e não puder pagar seus investidores, além disso, o investimento não tem cobertura do FGC. Para medir o risco na hora de escolher as debêntures, é possível fazer a avaliação através de uma agência de rating, responsável por classificar as empresas por risco de calote. “Se a investidora quer mais segurança, é só comprar as debêntures com as notas mais altas. Aquelas com nota menor podem oferecer retornos melhores, mas são mais arriscadas”, orienta.

Quanto ao aporte necessário para começar a investir, o planejador ressalta que isso vai depender do emissor. É possível comprar debêntures incentivadas por valores iniciais que vão de R$ 1 mil a R$ 10 mil. Para adquirir ativos, é preciso fazer isso por meio de uma corretora.

Liquidez

O especialista alerta que este é um investimento para quem visa o retorno a longo prazo. De acordo com ele, é possível que se faça o resgate do dinheiro investido antes do término do contrato, mas é preciso arcar com o deságio. “Se por exemplo, a pessoa investe R$ 10 mil, mas depois vende essa debênture por R$ 13 mil, o preço de saída pode cair para R$ 12.800, em função do deságio por ter saído antes de terminar o contrato”, explica.

A orientação que ele dá é que o dinheiro fique investido por pelo menos um ano e meio. “Depois deste prazo, o retorno que esse investimento deu já superou outras opções no mercado e compensa mesmo com o deságio. Só não vale a pena se a pessoa precisar do dinheiro de volta depois de três meses de investimento, por exemplo”.

 

Crédito das fotos: Shutterstock

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close