Depoimento: Ela trocou o emprego fixo para dirigir um Uber

Depoimento: Ela trocou o emprego fixo para dirigir um Uber

Há um ano, Renata Gomes de Freitas trocou o trabalho fixo como atendente de relacionamento ao cliente em um e-commerce para trabalhar por conta própria. Ela trocou de carro e foi trabalhar como motorista do Uber.

Hoje, ela e o marido Alexandre mantém a casa e cuidam de duas filhas somente com o trabalho de atender pedidos de carona feitos pelo app na cidade de São Paulo.

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Em entrevista para o Finanças Femininas, Renata falou como o trabalho para o aplicativo melhorou sua relação com o dinheiro e a divisão de tarefas com o marido em casa.

Trabalhando com flexibilidade

“Você faz o seu horário. Você faz o seu dinheiro”, diz Renata. Ela conta que os motoristas do Uber ganham por cada carona dada. O valor pode variar dependendo do tamanho do trajeto da viagem, normalmente feito com um mapa do app.

Ela diz que finalmente conseguiu o que precisava: um trabalho com flexibilidade de horários. “Não tenho compromisso nenhum com o Uber, nem mesmo horas mínimas a cumprir. Posso fazer o que quiser com meu horário e ficar offline no aplicativo quando tiver algum compromisso ou imprevisto”.

Ambiente amigo das mulheres

Além da flexibilidade, Renata conta que o Uber se preocupa com oportunidade para mulheres. “Sou sempre incentivada a convidar mais mulheres para dirigirem para o aplicativo”, diz. Segundo ela, a empresa promove periodicamente ações destinadas para o gênero, pontuando sobre a segurança e igualdade de salários.

“Eu me sinto segura dirigindo, pois sei que os usuários são cadastrados e têm o uso do aplicativo sempre monitorado”, explica. Além disso, o Uber disponibiliza uma central de segurança com atendimento 24 horas para seus motoristas, para o caso de assaltos ou acidentes.

Para Renata, o novo trabalho ajudou a equilibrar as tarefas de casa, conquista que ainda é muito distante para muitas mulheres casadas. Com o marido na mesma profissão, fica mais fácil ainda ajustar horários para dividir igualmente as tarefas de casa, além dos cuidados com as filhas. Além disso, o aplicativo oferece as mesmas vantagens para homens e mulheres, incluindo salário.

Uma nova relação com o dinheiro

Quando decidiram trabalhar com o Uber, Renata e Alexandre tiveram que fazer alguns investimentos para se adequarem às exigências do app. “Como na época só existia UberBlack (a categoria com carros mais luxuosos à disposição), o carro que eu tinha não se adequava às exigências, então tive que trocar. Meu marido vendeu a moto para comprar um carro dentro do padrão também”, lembra.

Depois de adequar o carro para o atendimento, novos motoristas precisam ainda acertar documentação, cadastro e fazer um treinamento com o Uber.

Renata conta que valeu a pena desembolsar o dinheiro para os ajustes do automóvel. “O retorno é muito bom, principalmente considerando que hoje, com o país em crise, fica difícil encontrar um trabalho que compense tanto”, argumenta.

Ela avisa que para o trabalho autônomo funcionar, a relação com o dinheiro tem que mudar. A família de Renata agora precisa planejar e calcular com cuidado todos os gastos – dos essenciais de cada mês aos mais distantes. “Como não tenho descanso remunerado e outros benefícios de um trabalho com carteira assinada, tudo depende de mim. Preciso sempre planejar cada passo que quero dar”, explica.

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Foto: Aquivo Pessoal

Trabalho que exige comprometimento e dedicação

Renata ressalta que mesmo com todos os pontos positivos, ser motorista do Uber significa trabalhar duro. “Se quero tirar férias, precisarei trabalhar para ter uma reserva. Se fizer alguma dívida, vou ter que trabalhar para ter o suficiente para pagar”.

Ela aconselha ainda a criação de um planejamento estratégico de finanças já no começo da atuação como motorista. “A não ser que você já tenha um carro adequado para o trabalho, você vai ter que comprar ou modificar um automóvel. Dependendo do tamanho dessa e outras dívidas que você tenha para quitar, o trabalho no horário comercial pode não ser suficiente para cobri-las”, afirma.

Mesmo depois de estabilizar-se financeiramente, Renata tem trabalhado de madrugada, aos fins de semana e feriados, pensando na realização de planos. “São os períodos com maior número de pedidos de carona”, observa.

Por fim, vale lembrar que é fundamental cumprir com as exigências e padronização de atendimento do Uber para não receber avaliações ruins dos clientes e acabar perdendo a licença para dirigir para o app – os motoristas precisam ter uma nota média de 4,6 (de até 5 estrelas) para continuarem trabalhando para o Uber.

Foto: Shutterstock

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