Devendo no cheque especial e no cartão de crédito? É hora de renegociar!

Devendo no cheque especial e no cartão de crédito? É hora de renegociar!

Atire a primeira pedra a mulher que nunca se viu às voltas com alguma dívida e ficou perdida para tentar se reorganizar e colocar o orçamento novamente nos eixos. IPVA do carro, mensalidade da escola dos filhos, prestação disso ou daquilo, supermercado com carrinho mais cheio que o normal, comida fora de casa e por aí vai.

A lista pode ser tão extensa quanto o tamanho da dívida! Ainda que a reação inicial seja o desespero, em algum momento você vai precisar se acalmar e reassumir as rédeas da situação. O ideal é que isso aconteça o quanto antes, afinal ninguém quer ver os juros engordando sua dívida enquanto você se descabela.

O problema é que a gente tende a fazer estas dívidas onde é mais fácil: no cartão ou no cheque especial. Afinal, o dinheiro já está ali, a sua disposição, a única coisa que você precisa fazer é sacar o cartão. Mas esta facilidade tem um custo alto: você sabia que estes dois tipos de dívida podem ter juros de até 200% ao ano? Isso mesmo! Se você não paga e deixa ali acumulando, no final do ano as suas pendências triplicaram de tamanho….

Na hora de renegociar a sua dívida no cartão de crédito ou no cheque especial, é aconselhável ficar atenta a alguns cuidados que vamos lhe falar agora.

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Etapas de negociação

Nessa hora, todo jogo de cintura é pouco! Obviamente, o ideal é que o valor da sua dívida caia no momento em que você, com toda a humildade e poder de persuasão possível, sentar-se diante de sua gerente para tentar negociar a pendência. A questão é que, por lei, o banco não é necessariamente obrigado a aceitar uma negociação. Sendo assim, você vai precisar contar com a boa vontade do banco para se levantar da mesa com uma situação favorável. Se a negociação estiver difícil, um ponto a seu favor é a portabilidade.

É bem possível que você não tenha muitas informações sobre esse assunto (elas não são muito divulgadas pelos bancos), mas você pode transferir sua dívida de um banco para o outro. O objetivo da troca é quitar o valor com juros mais baixos. Parece mágico e maravilhoso, mas já te adiantamos que essa opção vai lhe custar bastante tempo e paciência. A burocracia para conseguir migrar dívidas de uma instituição para outra costuma ser grande. Antes de mais nada, você precisa levantar todo seu histórico no banco credor e pedir que te informem – com clareza – qual é o Custo Efetivo Total da sua dívida.

A partir daí, você tem a possibilidade de conversar com o gerente de outro banco para propor a transferência. Se eles acharem interessante, vão pagar integralmente o valor ao antigo devedor e parcelar sua pendência com outras taxas e prazos. Bancos que se negarem a fornecer informações sobre a dívida às clientes que desejarem fazer portabilidade podem ser denunciados ao Banco Central pelo telefone 0800 979 2345.

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Empréstimos

Quando falamos sobre a pedra no sapato que é ter o cartão de crédito estourado, colocamos uma opção que vale ser ressaltada aqui. Muitas vezes é mais vantajoso você recorrer a um empréstimo pessoal com juros mais baratos. Se for consignado é melhor ainda. Dessa forma, você usa o dinheiro que tomou emprestado para pagar a dívida à vista e ganha fôlego para pagar o empréstimo. Vale também reforçar o lembrete de que você não ficou livre de uma dívida só porque gastou menos dinheiro para quitá-la. Se a saída escolhida por você for o empréstimo, organize-se para pagá-lo e corte tudo que for desnecessário na sua rotina.

Valores altos

Se você se aventurou a deixar sua dívida de cartão de crédito ou cheque especial rolar sem se preocupar com o que iria acontecer, com certeza deve estar com a corda ainda mais apertada no pescoço com juros sendo cobrados em cima de juros. Desculpa dizer, mas sua situação atingiu o nível mais crítico.

Não considere o calote como opção. Se deixar de pagar uma dívida que já foi renegociada, por exemplo, você corre o sério risco de perder seus bens. Por lei, o patrimônio da pessoa responde pela dívida dela. Melhor buscar outra saída, não é mesmo? Ofereça à vista a maior quantia possível que puder pagar. Com uma entrada de dinheiro garantida, é mais fácil convencer o banco a aceitar a negociação.

E você, já se complicou devendo o cartão de crédito ou o cheque especial? Conte para nós!

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