Dia da Mulher: tempo de pensar em independência financeira

Dia da Mulher: tempo de pensar em independência financeira

O Dia Internacional da Mulher – neste domingo – vem acompanhado de cumprimentos carinhosos, flores no escritório e agrados de pessoas próximas a nós. Pouca gente se lembra no entanto das origens da comemoração e de uma constatação que exige uma mobilização cada vez maior da sociedade como um todo.

Para quem não sabe, a data surgiu após uma grande greve ocorrida em 1857 na cidade de Nova Iorque, encabeçada por operárias de uma fábrica de tecidos. Além de reivindicarem tratamento digno e redução da carga horária de trabalho, elas pediam também equiparação com o salário dos homens. Na prática, o que aconteceu foi uma repressão violenta. As mulheres foram trancadas na fábrica, que foi incendiada logo em seguida. Ao todo, 130 pessoas morreram carbonizadas.

O desfecho trágico da greve não é o único ponto triste deste contexto. Uma reivindicação que era feita no século XIX continua sendo atual em nossas pautas: a equiparação salarial entre homens e mulheres. A prova de que muito ainda precisa ser feito para que seja possível comemorar é o levantamento divulgado no ano passado pelo IBGE: As mulheres brasileiras estão engravidando menos da adolescência, estudam mais do que os homens, tiveram aumento maior do que eles na renda média mensal, mas ainda ganham salários menos e têm dificuldades de ascender na carreira.

A realidade não é um problema só do Brasil. Quem não se lembra do discurso feminista dado pela atriz Patricia Arquette ao receber o prêmio de melhor atriz coadjuvante na cerimônia do Oscar deste ano? Ela aproveitou o momento para defender a igualdade de pagamentos e equiparação entre homens e mulheres no mercado de trabalho dos Estados Unidos.

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Além da equiparação

Muito além da equiparação de salários, é necessário criar a consciência de que isso é apenas um passo para o alcance de equilíbrio. De um modo geral, é preciso que as mulheres se conscientizem sobre o papel que elas têm na busca pela independência financeira.

“A mulher já queimou sutiã para batalhar por seus direitos na luta pela equiparação de salários e cargos com os homens, mas somente isso não é mais suficiente. Está nas mãos dela mesma ter as contas organizadas e o dinheiro bem investido para que ela dê o passo final para sua independência financeira”, comenta Carolina Ruhman, fundadora do Finanças Femininas.

Domingo comemoraremos o nosso dia, mas que esta data não fique restrita às cordialidades que recebemos de pessoas queridas. É momento para refletir sobre o seu papel em sua própria vida financeira, de pensar na sua carreira da maneira mais estratégica possível, bem como as possibilidades que existem hoje para que você possa investir e fazer seu dinheiro crescer. Tire esta data para refletir sobre a sua vida e o que precisa ser colocado no eixo quanto à finanças. Sabemos que enfrentamos muitas dificuldades, mas também temos a certeza de que ninguém é capaz de conter a nossa força!

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