Dia Mundial da Saúde: 5 formas de manter seu bolso saudável

Dia Mundial da Saúde: 5 formas de manter seu bolso saudável

Você já perdeu noites de sono preocupada com uma dívida? Já sentiu a ansiedade lhe tirando do eixo em função da preocupação com uma pendência financeira fora de controle? Administrar mal o dinheiro pode trazer consequências para a nossa saúde. Depressão, crises de ansiedade, mudanças de humor e de comportamento, fora os problemas que podem ser gerados com o marido/esposa e outros familiares.

Levar uma vida financeira equilibrada é uma forma de cuidar do bem-estar e da qualidade de vida. No Dia Mundial da Saúde, comemorado nesta terça-feira, trazemos algumas orientações do professor de Economia e Empreendedorismo do IBE-FGV, Paulo Ferreira, para mantermos uma vida financeira saudável.

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Reflita antes de assumir parcelamentos

O economista pontua que um dos grandes problemas de nossa cultura é assumir compras parceladas sem um cálculo prévio daquilo que o nosso orçamento pode suportar. “As pessoas vão assumindo parcelas, mas não pensam previamente no quanto elas realmente ganham por mês e o que precisam arcar (despesas fixas). Muitas vezes não sobra dinheiro algum ao fim do mês e, se sobrasse, esse dinheiro deveria ser poupado. Isso acaba colocando as pessoas naquela posição de ficarem eternamente endividadas. Elas assumem uma dívida e depois precisam refinancia-la”, comenta.

Não demore a renegociar uma dívida

Pesquisa recente feita pelo SPC Brasil mostrou que o brasileiro demora em média dois anos para renegociar uma dívida, sendo que neste intervalo ela cresce 70% em relação ao valor inicial. O ímpeto de comprar e assumir parcelas por um período excessivamente prolongado é uma cilada que acaba pegando muita gente. Uma pessoa que assume um financiamento sem um planejamento prévio corre o risco de ter o bem apreendido depois de ter arcado com muitas parcelas, se porventura ficar desempregado, por exemplo.

O grande problema é não tomar uma providência a tempo, antes que a dívida torne-se uma bola de neve. “A pessoa demora tempo demais para perceber que não vai dar conta de arcar com o parcelamento do imóvel que está comprando, ai vem o desespero”, afirma o especialista. Ele acredita que as pessoas fazem isso por falta de educação financeira, muitas vezes inconsciente do tamanho do risco que vai assumir.

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Meça o tamanho das extravagâncias que faz com o dinheiro

Se trabalhamos e nos esforçamos para manter nossas contas em dia e o nosso padrão de vida, nada mais justo que tenhamos vontade de nos agradar de vez em quando. A grande questão é o patamar dessas extravagâncias. Para ilustrar isso, o especialista compara dois exemplos muito simples: aquele dia em que você quis conhecer um restaurante novo e acabou se esbaldando e gastando muito mais do que a sua média usual e a situação de trocar seu carro pelo modelo do ano, sem arcar com as consequências deste parcelamento.

“Gastar R$ 60 em um dia com um restaurante diferente, sendo que você normalmente gasta por volta de R$ 20, é uma extravagância mas que não trará um impacto irreparável no orçamento, a não ser que você comece a frequentar este lugar todos os dias, mesmo sem condições para isso. Outra coisa bem diferente é deixar-se levar pelo impulso de trocar o carro, o celular, sem pensar no impacto que isso terá lá na frente”, reforça.

Não perca seu senso de necessidade

O especialista destaca uma verdade sobre as ações de marketing: elas não te obrigam a comprar, simplesmente despertam em você o desejo do consumo. Esse estímulo acontece o tempo todo. Nas vitrines de roupas, celulares, aparelhos eletrônicos, carros novos que são lançados a todo momento e com preços cada vez mais elevados.

O incentivo é consumir cada vez mais, acreditando que todas aquelas coisas te farão sentir-se realizada. “Antes de comprar alguma coisa com um valor muito alto, é preciso pensar no que isso vai representar lá frente. As vezes a pessoa adoece preocupada com uma dívida. Leva problemas de pessoa física para a pessoa jurídica e vai se embolando cada vez mais”.

Quando pensar em comprometer-se com um parcelamento longo, faça um cálculo para saber o que aquilo vai representar em seu orçamento. Você realmente precisa fazer essa compra? Se acontecer algum imprevisto, como a perda do emprego, você terá condições de sustentar este parcelamento? Quando encaramos a parcela, mas sem enxergar o todo, tudo parece fácil de ser realizado, mas quando o orçamento aperta e as parcelas acumulam é que nos deparamos com o tamanho da dívida.

Não tenha vergonha de desistir de uma compra cara

Você já passou pela situação de ser convencida por um vendedor a levar determinado produto, mesmo achando o preço um absurdo? A situação, em si, que realmente é absurda, mas acontece com muita frequência! “A pessoa senta em um restaurante, acha tudo no cardápio caro, mas acaba ficando porque acha que vai ficar chato levantar sem consumir nada. Chato é pagar caro por aquilo que você acha que não compensa!”, reforça o economista.

Não tenha medo de dizer não, pechinchar, perceber que algo é caro e realmente desistir do consumo. Pense friamente: por que tanta preocupação com a impressão que isso vai causar? Seu compromisso é com você mesma e com a sua saúde financeira!

 

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