Educar para agradecer

Educar para agradecer

Atualmente a palavra “gratidão“ circula muito nas redes sociais. Esse substantivo é uma qualidade de quem é grato, que reconhece e agradece àquele que lhe fez algo. Quando vejo a palavra gratidão  estampada na mídia, confesso que fico feliz que mais pessoas estejam refletindo e valorizando a importância de reconhecer o outro.

Vivemos em uma sociedade plural, cheia de desafios. Com frequência, nos queixamos dos atos negativos que nos cercam, dos problemas do dia-a-dia, das dificuldades da cidade grande, ainda mais em tempos de crise.

Enquanto tudo isso está acontecendo, uma série de atitudes maravilhosas estão mudando o mundo. Projetos incríveis tomando forma, profissionais maravilhosos fazendo “a diferença“.

O ato de agradecer e reconhecer o outro é aprendido. É visto e replicado pelo exemplo e pela identificação. Um mundo com mais gratidão é melhor ou pior? Um mundo com mais reconhecimento do seu esforço, trabalho, dedicação é melhor ou pior? Tenho certeza absoluta que a grande maioria (sempre tenho receio de usar a palavra “todos“) vai concordar que o mundo repleto de agradecimento é muito, mas muito melhor.

Você já deve ter ajudado alguém e não escutou a palavra “obrigad@“ em seguida. Você já deve ter feito algo incrível, e ninguém falou nada. E em algum dia você já pode ter se sentido lindíssima em uma festa, e não ouviu um elogio sequer.

Sim, os outros nem sempre atendem a nossa expectativa. Porém, sim, os outros também nos surpreendem. Pode ser que você já tenha ganhado um lindo presente de um cliente satisfeito, um abraço apertado de alguém que ficou mais tranquilo depois de conversar com você, um obrigado de outro que você segurou a porta do elevador.

Agradecimento não está fora de moda. Reconhecer o esforço do outro não é sinal de fraqueza. Muito pelo contrário. Sei que há quem ache difícil agradecer. Olhar no olho, encostar no braço do outro e dizer: “obrigado por tudo. Você foi incrível“. O jeito é aprender. Nada como colocar em prática e exercitar para virar rotina, não é mesmo? Obrigado nunca é demais, nem exagero, nem desagradável. Agradecer pode ser um hábito.

Educar para agradecer

Como o agradecer se aprende, ele pode ser ensinado. É responsabilidade dos adultos que acreditam na importância do reconhecer, ensinar seus filhos e as crianças que estão a sua volta a valorizar esse comportamento.

Agradeça o pequeno e o incentive a lhe agradecer também. Lembra-se das “palavrinhas mágicas“? Por favor e obrigado são atemporais! Quando um presente lhe é dado, vamos dizer obrigado. Ao sair de uma consulta, vamos agradecer o(a) médico(a), ao ir embora para casa, agradecer a professora, e assim vai.

Os pequenos também estão rodeados de profissionais em seu cotidiano. Agora chegando o final de 2016, é momento de agradecê-los pela convivência durante o ano, você concorda? É muito bacana que a criança seja educada na importância de agradar as pessoas que são tão significativas para ela. Não é necessário investir dinheiro. A família pode pensar de forma conjunta em presentes criativos, ou até mesmo um singelo cartão para escrever aos professores e profissionais que a acompanham. Dizer “obrigado” e o que mais quiser. Se possível, ajude a criança a entregar esses presentes nas mãos do profissional, e a agradecer além das palavras, usando o olhar.

Certamente, essas atitudes são água para a semente plantada que renderão belíssimos e sólidos frutos para todo o futuro da humanidade. E tenho certeza que isso não é exagero.

*Priscila Lambach é administradora de empresas e pedagoga. Fala sobre desenvolvimento humano e formação pessoal feitos com poucos recursos, de forma criativa e eficiente – desfazendo a ideia de que para educar bem é preciso investir muito dinheiro.
Émail: contato@priscilalambach.com

Fotos: Shutterstock

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