Ela faturou R$ 2,8 milhões em um ano com empresa de projetos sociais

Ela faturou R$ 2,8 milhões em um ano com empresa de projetos sociais

Enquanto o egoísmo impera no mundo, algumas pessoas parecem ter nascido para ir na contramão. Talvez esse seja o caso da jornalista Monica Picavêa. A paixão pela área social a acompanha desde os 15 anos, quando participava de projetos em comunidades em sua cidade natal, Campo Largo, no Paraná. Quem via a garota naquela época mal imaginava que, aos 43 anos, ela seria responsável por uma empresa voltada para responsabilidade social que lucraria mais de R$ 2,8 milhões de reais no ano de 2016.

“Sempre me senti muito grata pelas oportunidades que tive na vida e acredito que isto precisa ser compartilhado”, conta. Foi participando de diversos projetos que ela percebeu que seu caminho era ajudar pessoas menos favorecidas a terem chance de se desenvolver e ter uma vida melhor. “Sempre acreditei muito na autonomia e na força das pessoas”, completa.

Lado a lado à vontade de fazer o bem estava a veia empreendedora. “Desde criança sempre inventava algo para vender, como artesanato, ou organizava excursões”, brinca. Monica foi crescendo, formou-se jornalista pós-graduada em Marketing e em Negócios e começou a atuar como gerente de marketing na urbanizadora Alphaville Urbanismo, onde apoiou a criação da Fundação Alphaville – dedicada à responsabilidade social nas áreas de seus empreendimentos.

Foi lá que ela teve a ideia de criar a Oficina da Sustentabilidade, uma empresa que ajuda outras empresas a encontrarem uma forma benéfica de se relacionar com a sociedade e de trazer, de alguma forma, uma melhoria para ela. “A ideia de não gerar danos ambientais ou sociais já é ultrapassada. O mundo vai ser das companhias que geram benefícios ambientais e sociais. E cada vez mais as pessoas, clientes e consumidores estão atentos para isto”, afirma.

Lucro sustentável

A ideia de que trabalhos na área social não são rentáveis não passa de um mito. Porém, se hoje em dia este ainda é um pensamento pouco conhecido ou considerado, imagine só em 2011, quando a Oficina saiu do papel. Felizmente, algumas corporações já tinham essa questão no radar, viabilizando o negócio de Monica.

Na verdade, a Oficina da Sustentabilidade não faz trabalhos sociais mas, sim, percebe o potencial das comunidades, enxergando como as empresas poderiam se conectar a elas. Foi esse insight que permitiu a rentabilização do negócio. “Nós somos uma empresa de educação para sustentabilidade. Nosso negócio é ensinar as empresas e transferir nosso know-how de desenvolvimento comunitário e relacionamento com partes interessadas para elas. Os projetos sociais são consequências boas desses relacionamentos”, detalha.

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Trabalho recompensado

Gerar renda com algo que se ama é um privilégio – que, no caso de Monica, foi adquirido com muita visão estratégica. “Acredito que o que existe de mais gratificante no meu trabalho, que também vejo como uma missão, é ver as pessoas agarrando as oportunidades, tomando as rédeas da própria vida e encontrando a força que existe dentro delas”, confidencia. A paixão levou a empresa a ganhar o The Best for the World Award de 2016, prêmio que reconhece projetos de impacto social no mundo inteiro. Monica também foi escolhida pela Rockefeller Foundation para seu programa de Fellowship em 2016. A instituição reúne agentes do mundo inteiro que causam impacto social em seus territórios nativos.

Apesar de tudo isso, Monica concorda com a máxima de que são as pequenas coisas que constróem a felicidade. A empresária confessa que os momentos mais marcantes e de maior aprendizado de sua jornada aconteceram nas comunidades, no contato direto com as pessoas. “Teve uma vez em que a Diva, que é uma liderança da Vila Zumbi dos Palmares, no Paraná, disse uma frase que me emocionou muito e que fez com que tudo fizesse muito sentido para mim. Ela disse que era muito grata a mim porque ensinei a ela uma coisa importante: que dignidade não pode ser dada por ninguém, mas sim conquistada por cada um, e que ela hoje sentia que tinha dignidade naquilo que fazia e no seu trabalho”, relata.

As dicas de quem vive do que ama

Mesmo estando empregada, Monica apostou em algo que ainda não tinha forma, mas que a permitiria exercer sua paixão – um tiro arriscado, porém, certeiro. Muitas vezes, o medo nos impede de dar passos grandes, entretanto, com coragem e estratégia, é possível também construir um negócio cheio de amor e economicamente sustentável. Essas são as dicas da empresária:

– Descubra aquilo que você ama fazer. Normalmente, tem a ver com a sua vocação, um hobby ou algo que você fazia quando era mais jovem;

– pense como isso poderia ajudar o mundo. De que forma você poderia desenvolver algo que garantisse seu sustento, mas que também trouxesse benefício para o mundo?

– Faça uma reserva financeira.Todo pioneiro sofre um pouco para estabelecer algo novo, então, talvez o início do negócio seja desafiador;

– não deixe que a opinião dos outros faça você desistir;

– acredite no impossível.

Fotos: Arquivo Pessoal

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