Em dois anos, dívida de um tênis cresce o suficiente para comprar um carro

Em dois anos, dívida de um tênis cresce o suficiente para comprar um carro

Você já deve ter ouvido algumas vezes sobre os riscos de atrasar uma dívida no cartão de crédito, não é mesmo? Pois bem, vamos visualizar o que isso representa para que fique clara a gravidade de deixar uma dívida dessas sair de controle. Uma dívida de um tênis caro, em dois anos, cresce o suficiente para equivaler o valor de um carro popular. Em três anos, a dívida é suficiente para a compra de um imóvel.

Os dados mais recentes do Banco Central apontam que os juros médios anuais para o rotativo do cartão de crédito estão em 414,3%.Isso significa dizer que uma dívida de R$ 1 mil pode crescer para R$ 24 mil em dois anos. Em três anos, o valor sobe para aproximadamente R$ 120 mil.

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De acordo com informações do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), para 74% dos brasileiros com contas atrasadas, o cartão é o culpado por gerar a inadimplência.

Outra dívida comum no orçamento da população é oriunda do uso do cheque especial. Os juros anuais chegam a 263,7%. Isso significa dizer que uma dívida de R$ 1 mil supera R$ 3 mil em um ano e chega a cerca de R$ 12 mil em dois anos.

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Um dos fatores que pode levar ao endividamento sem controle, é a quantidade de produtos financeiros no mercado. A instituição alerta que, com tantas opções, muitas vezes as pessoas recorrem a empréstimos, financiamentos, cartão de crédito ou cheque especial sem o devido cuidado de checar os juros e custos adicionais.

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A tomada de crédito em um momento de crise econômica é uma decisão que precisa de uma avaliação muito mais cautelosa do que se fosse feita em outro cenário. Apesar dos juros anuais serem menores em comparação ao cheque especial e ao cartão de crédito, a taxa chega a 118,3%, um peso significativo para o orçamento. Segundo o SPC Brasil, sete em cada dez brasileiros que tomaram empréstimos em bancos e financeiras estão com nome sujo em função do atraso no pagamento das parcelas.

Em contrapartida, existe um cenário em que o empréstimo pessoal pode surgir como uma alternativa, desde que seja feito um bom planejamento. Em casos de dívidas fora do controle no cartão de crédito ou cheque pessoal, o empréstimo pessoal pode ser um meio de quitar as pendências e arcar com parcelas mais suaves e com juros menores. Para quem tem possibilidade, o uso do crédito consignado para livrar-se de uma dívida muito grande é mais viável que o empréstimo pessoal, tendo em vista que os juros médios anuais caem para 27,6% ao ano. o SPC explica que a diferença é tão grande porque parte das parcelas é descontada diretamente na folha de pagamento, o que garante mais segurança para o credor.

Em todo caso, vale ressaltar o que foi dito acima. Ainda que os juros sejam menores, o consignado não deve ser usado como forma de completar o orçamento, tendo em vista os riscos do cenário de crise e a perda do poder de compra da população.

Fotos: Shutterstock

 

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