Empréstimo entre familiares cresce em cenário de crise

Empréstimo entre familiares cresce em cenário de crise

Os juros e a inflação elevados, sem perspectiva de abaixarem no curto prazo, já refletem no comportamento da população quando o assunto é manter as contas em dia: o aumento dos empréstimos informais. Para fugir do crédito mais caro, em função da elevação da taxa básica de juros do país (agora em 12,75%), a saída mais comum usada pela população é recorrer a familiares para sair de situações de sufoco.

Para quem já tem dívidas com bancos ou financeiras, a situação fica ainda mais complicada e o pedido de ajuda aos familiares torna-se ainda mais comum. Uma pesquisa feita pelo Data Popular, divulgada nesta quinta-feira, mostra como o empréstimo em família vem crescendo na classe C (o instituto considerou como parte desta classe pessoas com renda entre R$ 328 e R$ 1.128).

Enquanto em 2010 somente 7% dos entrevistados disseram ter tomado dinheiro emprestado com um parente para pagar contas, sendo este pedido feito uma vez por mês, o levantamento feito em 2014 mostrou que este percentual subiu para 15%, sendo que os empréstimos ocorreram, em média, quatro vezes por mês.

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Além disso, 65% dos entrevistados em 2014 disseram que está mais difícil pagar as contas do cotidiano (supermercado, luz, prestações, aluguel, entre outros). Em 2010, o percentual de pessoas que considerava difícil manter as contas em dia era de 32%.

O contexto deixa bem claro que os pedidos de empréstimo a pessoas próximas cresceu em função das mudanças econômicas. Além da economia não estar crescendo, a inflação ainda está longe do ideal, o dólar em alta constante e o aumento das tarifas públicas têm contribuído para pressionar os preços e os juros também seguem aumentando, o que acaba encarecendo não só o crédito no mercado, mas o custo dos serviços em geral.

Ainda que a situação não esteja fácil para ninguém, é preciso ficar atenta para não comprometer-se com dívidas na hora de ajudar um parente ou amigo. Se suas condições permitirem o empréstimo, ótimo. O que não vale é tirar a corda do parente para colocar no seu próprio pescoço!

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